sábado, 22 de setembro de 2007

Diversas Cel - Recentes.




Pra nao perder o costume...rsrs

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Disciplina para crescimento no Senhor!!!

 

 Disciplina - Passageira e Prolongada

 

 

 

A disciplina do Espírito Santo tem duas características: a passageira e a de longa duração. A disciplina passageira é por um curto período de tempo . Exemplo: alguém sofreu um acidente de carro, ficou bem ferido mas não morreu. Em duas semanas está recuperado e a disciplina finda, depois de ficar no hospital. A disciplina prolongada é um período maior, talvez de vários anos e pode durar toda a nossa vida . A dor é grande e o quebrantamento muito severo. Suponhamos que Deus tenha dado a um certo uma esposa que gosta de discutir, ou uma certa irmã a quem o Senhor deu um marido que lhe causa um sofrimento muito difícil de ser suportado. Visto que os cristãos não podem se divorciar (a não ser por adultério), a esposa se torna uma disciplina a vida toda para o marido e ele para ela.

A disciplina de longa duração geralmente acontece nos ambientes onde vivemos regularmente: família, trabalho, igreja ou parentes. Dentre todos estes, a disciplina da família é mais longa e a mais severa. Muitos na China dizem que a família é tronco (um pedaço quadrado de madeira, usado nos paises orientais para prender os tornozelos e as mãos de alguém para castigá-lo). Isso é muito significativo. As pessoas deste mundo acham que o casamento é um prazer, mas na pratica, quando casamos, recebemos um tratamento doloroso e devemos nos preparar para sermos colocados no tronco . Não existe nada que nos amarra mais do que a família. Quem tem família recebe um jugo (objeto de madeira que se coloca no pescoço do boi) e uma disciplina de Deus. O marido é disciplina para a esposa e ela para o marido e isso a vida inteira.

Os filhos também são um meio de disciplina . Aqueles que não tem filhos gostariam de tê-los, mas apesar de seus desejos permanecem sem filhos. Outros têm muitos e não querem mais um; mas quanto menos os querem, mais filhos chegam. Uma certa irmã pode desejar ter um filho dócil como Jacó, mas infelizmente seu filho é selvagem como Esaú, e cria muitos problemas na família. Essa irmã chega a sentir que seu lar é como uma fornalha. Os empregados podem ser dispensados, mas os filhos devem ser mantidos, goste ela ou não. Eles seguirão durante a vida toda e serão uma disciplina de longa duração para ela.

Na igreja somos também disciplinados severamente . Deus ordena que não sejamos cristão ilhados. Devemos estar na Igreja e no Corpo, servindo ao Senhor e nos encaixando com os irmãos. Deus prepara alguns irmãos especiais para estarem conosco. Eles amam ao Senhor,mas têm uma disposição especial: estão sempre em conflito conosco e nos fazem sofrer. Isso também é a disciplina de longa duração.

Ao longo da nossa vida encontramos muitos casos desse tipo de disciplina. Alguns, como Paulo, vivem com aguilhão no corpo: uma debilidade física ou uma incapacidade. Esta é uma disciplina de longa duração . Podemos ter esperança de sermos livrados da disciplina passageira, mas a prolongada exige muito tempo, não nos abandona, nem muda o seu sabor: ela permanece sempre do mesmo jeito. Por isso, quando a disciplina prolongada vier sobre nós, não esperemos que ela passe logo. Devemos abandonar toda a esperança e ter uma disposição para aceitá-la ao longo da nossa vida. Na verdade, a disciplina de longa duração é a mais preciosa, pois somente ela pode proporcionar um quebrantamento amplo e severo. Aprendemos as boas lições quando passamos pela disciplina prolongada. Prestemos atenção à disciplina passageira, mas muito à disciplina prolongada.

Alcance da Disciplina
O alcance da disciplina do Espírito Santo é universal. Suas dimensões são iguais às do universo. Por isso, tudo o que nos acontece, incluindo pessoas, coisas e sucessos, grandes ou pequenos, é a disciplina do Espírito Santo . Devemos crer que nenhuma das coisas com as quais deparamos é o que as pessoas do mundo chamam de sorte , mas que elas são, na verdade, o arranjo do Espírito Santo. Essa disciplina não são apenas certo tipos de coisas ou alguns assuntos. Devemos aceitar que em todo nosso viver, tudo é disciplina do Espírito Santo. Se você tem certa oportunidade de emprego, isso é devido à disciplina do Espírito Santo. O fato de você conhecer certos irmãos e irmãs também é a disciplina do Espírito Santo. Você gostaria de ser uma pessoa saudável, mas infelizmente é débil; você espera que seu trabalho cresça para produzir um bom trabalho para o Senhor, mas encontra tantos problemas que não é capaz de se mover; se vida no lar é perfeita, se é pobre nas questões espirituais, tudo isso é disciplina do Espírito Santo (desde que não haja pecado envolvido). Devemos aplicar a disciplina do Espírito Santo ao nosso viver inteiro e a todas as nossas circunstâncias. Devemos admitir que todas as situações não agradáveis nem também estão dentro do alcance da disciplina do Espírito Santo. Assim aprendemos a lição completa.

A Aceitação da Disciplina
Reconheça a Disciplina: O reconhecimento precede a aceitação . Devemos reconhecer primeiro que tudo o que passamos provem da disciplina do Espírito Santo. Não podemos esquecer de Romanos 8:28 “...todas as coisas cooperam para o bem... .”

Identifique qual é a Finalidade: Devemos conhecer qual o propósito do Espírito Santo ao me conceder tal disciplina. È para me castigar ou educar? Permaneça em oração diante do Senhor até saber com certeza se é um problema ou uma necessidade particular a causa da disciplina do Espírito Santo.

Confesse o Ponto Especifico: Já que o Espírito Santo prepara o ambiente para nos disciplinar no tocante a um ponto especifico, devemos estar claros que esse ponto especifico representa um problema diante de Deus. Pode ser que sejamos obstinados ou orgulhosos, desobedientes, indispostos a pagar o preço ou sem disposição para negar o Eu. Uma coisa ou outra deve ser retirada ou quebrantada, tratada ou destruída. Devemos lembrar que a disciplina do Espírito Santo nunca nos faz sofrer sem motivo . Tendo conhecimento do propósito da disciplina, devemos fazer uma plena confissão do ponto em questão.

Submeta-se
: Depois de confessar nossos pecados, devemos nos submeter através do Espírito Santo. Essa submissão significa aceitação . Se vimos o propósito dessa disciplina num determinado ponto especifico, ali devemos nos submeter. Só então podemos aceitar a disciplina do Espírito Santo.

Adore: A adoração é a mais alta forma de gratidão. O quadro mais claro na Bíblia de um homem que adora a Deus pode ser visto em Jacó. Quando estava morrendo, ele adorou a Deus apoiado em seu cajado que ele carregou a vida toda, mostrando por lado a experiência completa de sua vida e, por outro, sua vida como peregrino. Jacó adorou a Deus apoiado em seu cajado, cujo significado é: ele adorou a Deus de conformidade com sua experiência . Toda a adoração do homem a Deus tem como base sua própria experiência diante dEle. Algumas vezes parece que aceitamos a disciplina diante de Deus, mas não confessamos plenamente diante dEle, não aceitamos a sua disciplina, nem O adoramos solenemente. Parece que aceitamos a disciplina, porém não o fazemos de forma completa. Por isso a aceitação não é sólida.

Autor: Witness Lee

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Muito bom!!!

 

A Vida Centrada no Eu |

 

 

 

No texto original do livro de Ester, a palavra 'rei' aparece cento e sessenta e nove vezes, o nome 'Assuero' é citado vinte e nove vezes e a palavra 'reino' aparece em onze ocasiões. O nome de Deus, no entanto, não é citado uma única vez. Pode-se concluir que a história é centrada em Assuero e que ele é o personagem principal da narrativa. Caso contrário, como explicar a sua presença em todo o livro? O rei Assuero representa o 'eu', conseqüentemente, sua personagem representa a vida centrada no 'eu'. Uma vez que o livro de Ester está repleto de sombras do 'eu', é possível perceber por que o nome de Deus tenha desaparecido da narrativa.

Sempre que o 'eu' rouba a cena, Deus afasta-se silenciosamente. Nesse aspecto, o livro de Ester assemelha-se muito a Romanos 7, também repleto da palavra 'eu' - ao todo quarenta e oito citações - em contraste com a palavra Espírito Santo, que aparece uma única vez. No entanto, há uma grande mudança no capítulo 8, o número de menções da palavra 'eu' diminui, aumentando as menções ao Espírito Santo - pelo menos dezenove. O livro de Ester aparenta ser como o capítulo 7 do livro de Romanos, no entanto, é ao capítulo 8 que o seu desenrolar se assemelha. Podemos então afirmar que Romanos 7 e 8 são chaves para o livro de Ester.

O fato de Paulo mencionar muitas vezes a palavra 'eu' em Romanos 7, e as constantes menções ao rei Assuero no livro de Ester lembra-nos de um pássaro dos Estados Unidos, chamado 'Me'. Ele canta uma única melodia o dia inteiro, não para de entoar 'Me', de seu interior flui somente a palavra 'Me', nunca muda, é sempre 'Me'. Por isso recebeu o nome 'Me'. Na língua inglesa, a palavra 'Me' é o pronome objeto para 'eu'. Esse pássaro não canta 'piu-piu', mas entoa 'eu-eu' todos os dias. O que o pássaro 'Me' cantarola é exatamente a 'canção' que Paulo entoa no capítulo 7 de Romanos. É também a música de Assuero no livro de Ester. Na realidade, não é essa também a canção do homem natural, todos os dias? Ele pensa constantemente em seu 'eu', sua preocupação é 'eu', o que ama é 'eu', por conseguinte, o que expressa é 'eu'. Para muitos de nós é 'eu' em tudo e tudo é 'eu'. Ao acordar sou 'eu', o meu sonho é 'eu'.

Certa vez, na cidade de São Paulo, um grupo de irmãos chineses reunido lia o livro de Ester. Ao chegar no trecho referido, eles tomaram emprestado a melodia do Disney - "Um pequeno mundo" - para cantar a música do pássaro 'Me'. Em português a palavra 'Me' é o pronome 'eu', mas na congregação havia irmãos que somente conheciam a língua chinesa e a pronúncia de 'eu' em chinês é 'fã'. Assim, eles trocaram o 'eu' por 'fã'. Quando todos cantaram simultaneamente a música do pássaro 'Me', uns cantavam 'eu', outros cantavam 'fã'. Unindo as duas palavras, obtém-se a expressão 'eu-fã'. O resultado dessa união sino-brasileira não foi somente cômico, mas muito ilustrativo. Coincidentemente essa combinação alertou que verdadeiramente somos 'eu-fãs', ou seja, todos fãs do 'eu'. Hoje temos fãs de futebol, fãs do xadrez, fãs do cinema, mas acima de tudo, o homem é fã de si mesmo, inclusive o cristão.

Os cristãos devem pedir misericórdia ao Senhor, pois muitas vezes dizem amá-lO, mas na verdade, o que ainda amam mais neste mundo é o seu próprio eu. Seus pensamentos estão repletos de si próprios, são um verdadeiro rei Assuero. Se não tivessem riqueza alguma, não hesitariam em deixar o Senhor reinar! Mas o homem natural acredita que tem algo de bom em si mesmo, o que o faz pensar constantemente ao seu respeito: "Se sou o centro, ao formar uma família, serei o centro. Também sou o centro na congregação. Cristo morreu por mim na cruz. Cristo me ama por minha causa". É bom sabermos que Cristo nos ama, o problema é quando nos tornamos o centro! Desse modo, apesar de amar ao Senhor, o resultado é semelhante ao livro de Ester, a presença de Deus e Seu nome não são vistos claramente enquanto a expressão do homem natural e o seu nome ficam em destaque. Isso leva ao louvor dos homens e faz com que o nome de Deus não seja louvado, nem a Sua glória reconhecida.

A Forte Luz do Eu
Quantas vezes o cristão permite que Cristo ocupe o primeiro lugar em todas as coisas, decide que Ele será o centro de sua vida, e submete-se a Ele? Quando a luz por trás é muito forte, ainda que Deus seja o personagem principal, só é possível ver a Sua sombra, ter uma vaga impressão daquilo que Ele é. É isso o que percebemos no livro de Ester, é possível ver a obra de Deus, todavia é impossível ver o Seu nome.

Ao olharmos, de dentro para fora, para uma pessoa diante de uma janela no sol do meio-dia, percebemos apenas a sua silhueta. O seu rosto não pode ser visto porque a luz que está no fundo é muito forte. Isso explica porque não se lê o nome de Deus no livro de Ester. A luz de Assuero destacou-se muito e só podia-se ver a sombra de Deus por meio de Suas obras. Isso é um alerta para todos os que amam e servem ao Senhor. Quantas vezes o nosso Cristo deveria estar na posição de liderança, mas a vida do nosso 'eu' é tão forte, nossa alma tão vívida e nossos pensamentos tão grandiosos que, o que os outros claramente vêem é a nós mesmos, ao invés da Sua beleza e da Sua glória, as quais perdemos no processo. As pessoas podem ver alguém que ama ao Senhor, mas não conseguem tocá-lO.


 

 

 

 

 

 

 

(copiado de um site cristão)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O que é uma cruz?

O que é uma Cruz?

"E quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim" (Mt. 10:38).

Fardo não é cruz. Fardo é algo que não se pode evitar. A cruz, todavia, depende da escolha pessoal e pode, portanto, ser evitada. Assim como foi a primeira cruz na história assim também serão as incontáveis pequenas cruzes que a seguem. Assim como a cruz original foi escolha do Senhor, as cruzes de hoje também precisam ser escolhidas por nós. Algumas pessoas pensam que estão carregando a cruz sempre que se encontram em alguma dificuldade ou experimentam algum sofrimento. Isso não é verdade, pois dificuldades e sofrimentos podem acontecer naturalmente com qualquer pessoa, mesmo que ela não seja crente em Cristo.

O que é, então, uma cruz? A cruz deve estar em concordância com aquilo que o Senhor Jesus disse: "Meu Pai,... faça-se a Tua vontade" (Mt. 26:42). O Senhor pediu ao Pai que não respondesse de acordo com aquilo que o Filho desejava, mas de acordo com a vontade do Pai. Isso é cruz! Tomar a cruz é escolher a vontade do Pai.

                                                        Watchman Nee

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tagarela...

Tagarelice |




“Exortamo-vos, porém, irmãos... que procureis viver quietos” (I Ts 4.11)

A tagarelice destrói totalmente a profunda espiritualidade. A própria vida do nosso espírito vaza em nosso falar e, por isso, toda conversa supérflua é um desperdício das forças vitais do coração. No cultivo de frutas acontece um fato freqüentemente: a florescência excessiva impede uma boa colheita e o fruto também. Através da eloqüência exagerada, a alma leva uma vida sem controle na florescência das palavras e não dá fruto. Não estou falando de pecadores, nem de um legitimo testemunho por Jesus, mas de uma eloqüência excessiva de certas pessoas nominalmente espirituais, dos professores da graça purificadora.

Esse é um dos maiores empecilhos para uma sólida união com Deus. Observe como as pessoas dizem as mesmas coisas uma e outra vez. Quantas bagatelas insignificantes são ampliadas por um mundo de palavras; coisas que deveriam ser sepultadas são desenterradas através das fofocas; algo que é sem valor e não essencial discutido e argumentado; coisas solenes e profundas do Espírito são mencionadas de forma fútil e superficial, até que alguém que possui o verdadeiro batismo do silêncio divino em seu coração, sente que deve retirar-se sem cerimônia, para um lugar solitário ou para uma floresta, onde poderá juntar os fragmentos e descansar em Deus.

Não
precisamos somente de purificação do pecado, mas de uma morte radical para o barulho, a atividade e a eloqüência natural do nosso espírito natural.


Conseqüências do Nosso Muito Falar

Perda do poder espiritual:
O pensamento e o sentimento da alma são como a pólvora e o vapor: quando mais condensados, maior o seu poder. O vapor devidamente condensado, moverá um trem a noventa quilômetros por hora; mas, se lhe for dada muita expansão, não conseguirá movê-lo nem cinco centímetros. Assim acontece com a verdadeira ação do coração: se for expressada em poucas palavras selecionadas pelo Espírito Santo, ela penetrará na mente e ficará para sempre. Mas se for, dissipada em qualquer conversação fútil, provavelmente não terá qualquer proveito.

Perda de Tempo: Se as horas gastas com conversar inúteis fossem utilizadas para oração secreta ou leitura profunda, logo alcançaríamos um nível espiritual e paz divina, além dos nosso sonhos atuais.

A tagarelice conduz às declarações tolas, desagradáveis ou vazias. Nas chamadas conversas “espirituais” logo batemos todo o creme que temos em nossas almas e o resto da conversa é apenas um leite desnatado e sem cor. O creme só volta quando ficamos a sós com Deus e nos alimentamos dos Seus pastos verdes.

O Espírito Santo nos adverte: “na multidão de palavras não falta transgressão” (Pv 10.19). É impossível até mesmo para o melhor dos santos, falar além de um certo ponto sem dizer algo desagradável, duro, tolo ou errado.

Acerte Primeiro a Sua Situação
Precisamos acertar isso pessoalmente. Se os outros são barulhentos e tagarelas, eu devo determinar viver em constante quietude e humildade de coração. Devo guardar meu falar, como um guarda vigia uma fortaleza e, com todo o respeito pelos outros, interromper uma conversação ou me retirar do grupo e entrar em profunda comunhão com o meu precioso Senhor.

A Cura da Tagarelice
Algumas vezes pode ser através de uma fornalha interior de sofrimento que queima toda a efervescência excessiva da mente, ou por uma revelação para a alma da tremenda majestade e eternidade de Deus, a qual lança sobre as faculdades naturais em eterno silêncio.

Se desejamos andar no Espírito, precisamos evitar falar por amor ao falar, ou falar simplesmente para distrair. Se queremos falar com eficácia, devemos falar no tempo designado por Deus e em harmonia com o Espírito Santo que em nós habita.

 “Refreie as suas palavras aquele que possui o conhecimento; e o homem de entendimento é o de espírito sereno” (Pv 17.27)

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra diante de Deus; porque Deus está no céus e tu estás sobre a terra; portanto, que sejam poucas as tuas palavras.
Porque na multidão de trabalhos vêm os sonhos e da multidão das palavras a voz do tolo.” (Ec 5:2-3)






 

Retirado de um site cristão.


sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Porque Deus Permite o Sofrimento!!!

Porque Deus Permite o Sofrimento |

1. O Sofrimento e a Liberdade de Escolha: Pais amorosos anseiam por proteger seus filhos da dor desnecessária. Mas os pais que são sábios conhecem o perigo da proteção excessiva. Eles sabem que a liberdade de escolha jaz do coração do que significa o ser humano, e que um mundo sem escolha seria pior do que um mundo sem dor. Pior ainda seria um mundo cheio de gente que poderia fazer escolhas erradas sem sofrer qualquer dor. Ninguém é mais perigoso do que o mentiroso, o ladrão ou o assassino que não sente o mal que está causando a si e aos outros (Gn. 2. 15-17)

2. A Dor Nos Avisa do Perigo: Odiamos a dor principalmente naqueles que amamos. Mas sem o desconforto o doente não procuraria o médico. Os corpos exaustos não buscariam o descanso, os criminosos não temeriam a Lei, os filhos ririam da correção. Sem as dores da inconsciência, a insatisfação diária do tédio ou o anseio vazio pela importância, as pessoas que foram feitas para encontrar satisfação em um Pai Eterno, se contentariam com muito menos que isso. O exemplo de Salomão, seduzido pelo prazer e instruído por suas dores, nos mostra que mesmo os sábios entre nós tendem a se desviar do bem de Deus, até serem aprisionados pela dor resultante das próprias escolhas limitadas.

3. As Dores e as Coisas Ocultas do Coração: O sofrimento é sempre provocado pelas mãos dos outros, mas ele tem um modo de revelar o que está em nossos próprios corações. A capacidade para amar, ter misericórdia, irar, invejar e orgulhar jazem latentes até serem despertadas pelas circunstâncias. Força e fraqueza de coração não são encontradas quando tudo está indo do nosso jeito, mas sim quando chamas de sofrimento e tentação provam o valor do nosso caráter. Assim como o ouro e a prata são refinados pelo fogo, e carvão precisa de tempo e pressão para se tornar um diamante, assim o coração humano é revelado e desenvolvido por suportar a pressão e o calor do tempo e das circunstâncias. A força de caráter é revelada não quando tudo está bem, mas na presença da dor e do sofrimento humano.

4. A Dor e as Divisas da Eternidade: Se a morte é o fim de tudo, então uma vida cheia de sofrimento não é justa. Mas se o fim dessa vida nos leva ao começo da eternidade, então as pessoas mais afortunadas no universo são aquelas que descobrem, através do sofrimento, que esta vida não é tudo o que temos para viver. Aqueles que encontram a si mesmos e ao Deus eterno através do sofrimento não desperdiçaram suas dores. Eles permitiriam que sua pobreza, tristeza e fome os conduzisse ao Senhor da eternidade. Esses são os que hão de descobrir para sua alegria infindável porque Jesus disse: “Bem aventurado são os pobres de espírito, porque deles é o Reino de céus.”

5. A Dor Nos Desprende Dessa Vida: Com o tempo, nosso trabalho e nossas opiniões são menos e menos procuradas. Nossos corpos começam a piorar com o desgaste e pouco a pouco caem num desuso inevitável. As juntas endurecem e doem, os olhos escurecem, a digestão fica lenta, o sono se torna difícil, os problemas aumentam e as opiniões diminuem. Mas, se a morte não é o fim, mas apenas o começo de um novo dia, então a maldição da idade avançada também é uma benção. Cada nova dor torna este mundo menos convidativo e a próxima vida mais atraente. A seu modo, a dor prepara o caminho para uma partida maravilhosa.

6. A Dor e a Nossa Confiança em Deus: O mais famoso sofredor de todos os tempos foi um homem chamado Jó. Ele perdeu seus filhos no vento e no fogo, seus bens num ataque inimigo e sua saúde nos tumores dolorosos. Diante de tudo isso, Deus não disse a Jó porque isso estava acontecendo. Enquanto Jó rebateu as acusações dos seus amigos, o céu permaneceu silencioso. Quando Deus finalmente falou, Ele não revelou que o Seu mais antigo inimigo, Satanás, havia desafiado os motivos de Jó em servir a Deus. O Senhor também não pediu desculpas por permitir que Satanás testasse a devoção de Jó. Pelo contrário, Deus falou sobre as cabras monteses dando à luz, filhotes de leão caçando, corvos no ninho, as largas passadas do cavalo, as maravilhas dos céus, os segredos do mar e o ciclo das estações. Jó pode concluir que se Deus tinha poder e sabedoria para criar este universo físico, havia razão para se confiar nesse mesmo Deus nos tempos de sofrimento.

7. Deus Sofre Junto Conosco: Ninguém tem sofrido mais do que nosso Pai no céu. Ninguém tem pago um preço maior por permitir que o pecado entrasse no mundo. Ninguém tem sofrido tão continuamente por causa da dor de uma raça arruinada. Ninguém tem sofrido como Aquele, que pagou por nossos pecados no corpo crucificado do Seu Próprio Filho, do que Aquele que, quando estendeu seus braços e morreu, nos revelou o quanto nos ama. É este Deus que, ao nos atrair a si mesmo, nos pede para confiar nele quando estamos sofrendo e quando aqueles que não são mui queridos choram em nossa presença. (1 Pd. 2.21; 3.18; 4.1) 

8. O Conforto de Deus é Maior Que a Dor: O apóstolo Paulo implorou ao Senhor que tirasse uma fonte não identificada de sofrimento. Mas o Senhor recusou dizendo: “Minha graça é suficiente para ti, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Ao que Paulo respondeu: “Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas minhas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte” (2 Co. 12.9,10). Paulo aprendeu que ele preferia estar com Cristo no sofrimento do que sem Cristo na saúde e circunstâncias agradáveis.

9. A Dor nos Aproxima dos Outros: Ninguém escolheria dor e sofrimento, mas quando não há escolha, resta alguma consolação. Os desastres naturais e os tempos de crise têm uma forma de nos reunir. Furacões, incêndios, terremotos nos conduzem à nossa sensibilidade. Repentinamente nos lembramos da nossa própria mortalidade e que as pessoas são mais importantes que coisas, que precisamos uns dos outros, e acima de tudo, precisamos de Deus. Cada vez que descobrimos o conforto de Deus, em nosso sofrimento, nossa capacidade de ajudar os outros é aumentada. Isso Paulo tinha em mente ao escrever. “... Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que possamos confortar aqueles que são atribulados, com o consolo que nós somos consolados por Deus”. (2 Co. 1.3-4). 

10. Deus Transforma o Sofrimento em Bem: Essa verdade pode ser melhor vista em muitos exemplos da Bíblia. Através do sofrimento de Jó, podemos ver um homem que não apenas teve um conhecimento mais profundo de Deus, mas tse tornou numa fonte de encorajamento para todas as gerações vindouras. José foi rejeitado, traído, vendido como escravo aprisionado injustamente. Nele vemos alguém que pode dizer aos que o feriram: “Vós intentaste mal contra mim... . Deus o transformou em bem” (Gn. 50.20). Quando tudo em nós grita contra os céus por permitir o sofrimento, temos motivo para considerar o resultado e alegria eterna de Jesus, o Qual em Seu próprio sofrimento na cruz de um condenado, clamou: “Deus meu, Deus meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27.16).

Se a deslealdade e o sofrimento da vida não te deixam aceitar que um Deus no céu Se preocupa com você, considere o sofrimento dAquele que o Isaías chamou de “Homem de dores e experimentado nos sofrimentos” (53.3). Pense em suas costas dilaceradas, Sua fronte ensangüentada, Suas mãos e pés perfurados pelos cravos, Seu lado rasgado, Sua agonia no Getsêmani e no Seu grito de abandono. Considere que ele declarou que não estava sofrendo por seus pecados, mas pelos nossos. Para nos dar o direito de escolher, Ele nos deixa sofrer. Mas Ele mesmo carregou a dor e penalidade final por todos os nossos pecados (2 Co. 5.21; 1Pd. 2.24).

Retirado de um site cristão.