Se alguém vem a mim, e não *aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após mim, não pode ser meu discípulo.
(Lucas 14:26-27)
*amar menos.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Relembrando...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
O Poder da Pressão.
Não só o pecado e a necessidade criam pressão, mas as circunstâncias produzem-na também. Deus permite que os crentes passem pela pressão das circunstâncias para que vivam diante Dele. Freqüentemente, situações adversas são levantadas na vida dos filhos de Deus. Alguns são perturbados pelos familiares, outros, pelos amigos. Alguns podem sofrer perdas nos negócios; outros podem ser perseguidos pelos colegas. Uns podem ser hostilizados ou mal-interpretados pelas pessoas; outros podem ter dificuldades financeiras. Por que todas essas coisas lhes sobrevêm? Muitos crentes normalmente não reconhecem quão preciosa é a vida regenerada que receberam. Embora sejam nascidos de novo, são ainda ignorantes do fato de que sua vida regenerada não tem preço. Mas, uma vez que estejam sob pressão, eles começam a apreciar sua vida regenerada porque essa nova vida que Deus lhes deu os capacita a vencer em todas as situações. Todas essas pressões exteriores podem provar a realidade da vida regenerada e de seu poder. O Senhor propositadamente nos coloca em situações adversas a fim de nos lembrar que, sem Sua vida, não podemos suportar. O poder da Sua vida é manifesto através da pressão exterior.
Muitos cristãos consideram, como vida boa, aquela que tem poucas dificuldades e angústias. Sempre que deparam com alguma coisa dolorosa, eles pedem a Deus para removê-la. Podemos dizer que eles estão vivendo, mas isso certamente não pode ser chamado de ressurreição. Suponhamos que, em sua constituição natural, você pudesse suportar a censura de dez pessoas, mas não mais; assim, pede a Deus para não permitir que você seja tentado acima da censura dos dez. Mas Deus permite que a pressão de onze pessoas venha sobre você. Em tais situações, você, por fim, clama a Ele que não pode mais suportar, pois está além da sua capacidade. Permita-me dizer que Deus, não obstante, deixará que você seja pressionado além daquilo que seu próprio poder e paciência e bondade naturais possam suportar. O resultado será que você dirá a Ele que não pode mais suportar e pedirá que lhe conceda o poder para vencer. Naquele momento, você experimentará um poder novo e maior que pode suportar crítica, não apenas de dez, mas até de vinte pessoas. Você veio a reconhecer e experimentar que, quanto maior for a pressão, maior seu poder; e que, sempre que estiver sem poder, é porque você não foi colocado sob a disciplina da pressão.
O Poder da Pressão
Watchman Nee
Nos Laços do Calvário!
NATANAEL
segunda-feira, 16 de junho de 2008
A Vida Centrada no Eu
A Vida Centrada no Eu
No texto original do livro de Ester, a palavra ´rei´ aparece cento e sessenta e nove vezes, o nome ´Assuero´ é citado vinte e nove vezes e a palavra ´reino´ aparece em onze ocasiões. O nome de Deus, no entanto, não é citado uma única vez. Pode-se concluir que a história é centrada em Assuero e que ele é o personagem principal da narrativa. Caso contrário, como explicar a sua presença em todo o livro? O rei Assuero representa o ´eu´, conseqüentemente, sua personagem representa a vida centrada no ´eu´. Uma vez que o livro de Ester está repleto de sombras do ´eu´, é possível perceber por que o nome de Deus tenha desaparecido da narrativa.
Sempre que o ´eu´ rouba a cena, Deus afasta-se silenciosamente. Nesse aspecto, o livro de Ester assemelha-se muito a Romanos 7, também repleto da palavra ´eu´ - ao todo quarenta e oito citações - em contraste com a palavra Espírito Santo, que aparece uma única vez. No entanto, há uma grande mudança no capítulo 8, o número de menções da palavra ´eu´ diminui, aumentando as menções ao Espírito Santo - pelo menos dezenove. O livro de Ester aparenta ser como o capítulo 7 do livro de Romanos, no entanto, é ao capítulo 8 que o seu desenrolar se assemelha. Podemos então afirmar que Romanos 7 e 8 são chaves para o livro de Ester.
O fato de Paulo mencionar muitas vezes a palavra ´eu´ em Romanos 7, e as constantes menções ao rei Assuero no livro de Ester lembra-nos de um pássaro dos Estados Unidos, chamado ´Me´. Ele canta uma única melodia o dia inteiro, não para de entoar ´Me´, de seu interior flui somente a palavra ´Me´, nunca muda, é sempre ´Me´. Por isso recebeu o nome ´Me´. Na língua inglesa, a palavra ´Me´ é o pronome objeto para ´eu´. Esse pássaro não canta ´piu-piu´, mas entoa ´eu-eu´ todos os dias. O que o pássaro ´Me´ cantarola é exatamente a ´canção´ que Paulo entoa no capítulo 7 de Romanos. É também a música de Assuero no livro de Ester. Na realidade, não é essa também a canção do homem natural, todos os dias? Ele pensa constantemente em seu ´eu´, sua preocupação é ´eu´, o que ama é ´eu´, por conseguinte, o que expressa é ´eu´. Para muitos de nós é ´eu´ em tudo e tudo é ´eu´. Ao acordar sou ´eu´, o meu sonho é ´eu´.
Certa vez, na cidade de São Paulo, um grupo de irmãos chineses reunido lia o livro de Ester. Ao chegar no trecho referido, eles tomaram emprestado a melodia do Disney - "Um pequeno mundo" - para cantar a música do pássaro ´Me´. Em português a palavra ´Me´ é o pronome ´eu´, mas na congregação havia irmãos que somente conheciam a língua chinesa e a pronúncia de ´eu´ em chinês é ´fã´. Assim, eles trocaram o ´eu´ por ´fã´. Quando todos cantaram simultaneamente a música do pássaro ´Me´, uns cantavam ´eu´, outros cantavam ´fã´. Unindo as duas palavras, obtém-se a expressão ´eu-fã´. O resultado dessa união sino-brasileira não foi somente cômico, mas muito ilustrativo. Coincidentemente essa combinação alertou que verdadeiramente somos ´eu-fãs´, ou seja, todos fãs do ´eu´. Hoje temos fãs de futebol, fãs do xadrez, fãs do cinema, mas acima de tudo, o homem é fã de si mesmo, inclusive o cristão.
Os cristãos devem pedir misericórdia ao Senhor, pois muitas vezes dizem amá-lO, mas na verdade, o que ainda amam mais neste mundo é o seu próprio eu. Seus pensamentos estão repletos de si próprios, são um verdadeiro rei Assuero. Se não tivessem riqueza alguma, não hesitariam em deixar o Senhor reinar! Mas o homem natural acredita que tem algo de bom em si mesmo, o que o faz pensar constantemente ao seu respeito: "Se sou o centro, ao formar uma família, serei o centro. Também sou o centro na congregação. Cristo morreu por mim na cruz. Cristo me ama por minha causa". É bom sabermos que Cristo nos ama, o problema é quando nos tornamos o centro! Desse modo, apesar de amar ao Senhor, o resultado é semelhante ao livro de Ester, a presença de Deus e Seu nome não são vistos claramente enquanto a expressão do homem natural e o seu nome ficam em destaque. Isso leva ao louvor dos homens e faz com que o nome de Deus não seja louvado, nem a Sua glória reconhecida.
A Forte Luz do Eu
Quantas vezes o cristão permite que Cristo ocupe o primeiro lugar em todas as coisas, decide que Ele será o centro de sua vida, e submete-se a Ele? Quando a luz por trás é muito forte, ainda que Deus seja o personagem principal, só é possível ver a Sua sombra, ter uma vaga impressão daquilo que Ele é. É isso o que percebemos no livro de Ester, é possível ver a obra de Deus, todavia é impossível ver o Seu nome.
Ao olharmos, de dentro para fora, para uma pessoa diante de uma janela no sol do meio-dia, percebemos apenas a sua silhueta. O seu rosto não pode ser visto porque a luz que está no fundo é muito forte. Isso explica porque não se lê o nome de Deus no livro de Ester. A luz de Assuero destacou-se muito e só podia-se ver a sombra de Deus por meio de Suas obras. Isso é um alerta para todos os que amam e servem ao Senhor. Quantas vezes o nosso Cristo deveria estar na posição de liderança, mas a vida do nosso ´eu´ é tão forte, nossa alma tão vívida e nossos pensamentos tão grandiosos que, o que os outros claramente vêem é a nós mesmos, ao invés da Sua beleza e da Sua glória, as quais perdemos no processo. As pessoas podem ver alguém que ama ao Senhor, mas não conseguem tocá-lO.
Extraído do livro "Um Vislumbre do Livro de Ester - O Gozo no Espírito Santo" do irmão Christian Chen da Edições Tesouro Aberto
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Cargos ou Cargas?
Cargos ou Cargas?
"Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo" (Gl 6.2)
Temos a tendência natural para cargos. E como a temos! Podemos até lutar por eles. Cargos geralmente trazem status, posição, destaque. Como gostamos dessas coisas! O grande problema do homem é conquistar o seu espaço mesmo que isto implique em passar por cima dos outros, fazendo dos ombros do próximo degrau para a sua ascensão. Apreciamos ser admirados e ovacionados. O nosso ego gosta do topo, do pódio, de estar por cima da carne seca.
Nos grupos cristãos, associações, ordens, convenções, os cargos são disputados. Há indicações políticas, conchavos. Há, muitas vezes, manipulações, politicagem e atitudes e ações maquiavélicas. Soube que um irmão nosso, executivo de uma das nossas juntas, estava muito doente e havia elementos da organização buscando apoio para substituí-lo e até já havia candidatos. Não queriam levar a sua carga, mas o seu cargo. Isto me causa asco e é, no mínimo, lamentável e indigno quando se trata de lideres que conhecem o Senhor.
Os cargos podem exaltar o homem. Alimentam o seu ego, principalmente quando se usa para o seu próprio beneficio. Para se auto-apascentar. Os cargos são atraentes. Produzem brilho nos olhos de quem os deseja. São valorizados a peso de ouro. Fazem diferença no trato. Produzem, se não tivermos cuidado, acepção de pessoas, tão condenada pelo Senhor na Sua Palavra (Tg 2.1,9). Eles podem nos insensibilizar.
Os cargos podem trazer o apego ao ter em detrimento do ser. Eles, muitas vezes, afastam os seus possuidores da humildade e da dependência de Deus. Pessoas agridem umas às outras por causa deles. Lá no mundo há até morte por sua disputa. Nesta reflexão, gostaria de destacar mais as cargas do que os cargos. Confesso que estes não são o meu forte por mais que eu tenha uma tendência natural para eles.
As cargas (tristezas, calamidades, sofrimento) não são populares. Não atraem. Não trazem sucesso. Não alimentam o ego, mas o condenam à morte. Porque as cargas desencadeiam um processo de definhamento do ego. Processo de inanição. O Senhor deseja que levemos as cargas uns dos outros. Que ajudemos uns aos outros com profundo amor. Quando levamos as cargas de um irmão estamos cumprindo a lei de Cristo, ou seja, o novo mandamento. "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros" (João 13.34). É a lei do dono da Igreja, que é organismo e também organização. Cristo é o nosso modelo de carregador amoroso. Ele levou sobre si as nossas culpas, os nossos pecados como uma grande carga.
Então, "se um irmão cair no pecado, outro que ‘anda no Espírito’ (Gl 5.16; 22-26) tem a responsabilidade de corrigi-lo, evitando que aquele esteja sobrecarregado pelo erro (6.1; Tg 5.19,20; Jd 22,23). Ajudando o outro a superar o pecado mostra o amor que cumpre tanto a lei de Moisés como a de Cristo" (Gl 6.2; 5.14). Como é pedagógico quando ajudamos o nosso irmão na solução de um problema; nas amputações da vida; quando está desempregado ou doente!
Precisamos levar as cargas uns dos outros. Elas só são levadas com o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.4-8). Cargas enfraquecem ego e fortalecem o espírito. As emoções ficam equilibradas. A sensibilidade espiritual aumenta. Só pode levá-las quem está comprometido com Jesus. Quem está nesta condição ama o próximo, porque foi salvo pelo evangelho da graça. Cargas são para o cristão autentico, genuíno, que está morto para as suas preferências, para os seus interesses. O cristão que está morto com Cristo (Gl 2.20). Cargas são para o discípulo de Cristo, que toma a sua cruz e segue o Mestre. Cargas são para as pessoas que amam o seu Senhor. São para os que amam a Igreja. Que fazem toda a diferença.
Levar cargas não cansa porque o trabalho é feito em Cristo. Nele nós descansamos. Por isso, cargas são para aqueles que aspiram, oram e trabalham para a expansão do Reino de Deus em toda a terra. Levadas com amor e abnegação exaltam a Pessoa de Cristo e abençoam o nosso irmão. Ninguém levou tantas cargas como Ele! Ele as suportou porque amava o Pai e nos amava. Foi obediente ao Pai. Que Jesus maravilhoso, majestoso e amoroso!
Cargas são para pessoas com a fé de Abraão; com a persistência de Jacó; com a humildade e a pureza de José; com a submissão e a mansidão de Moisés; com o coração amoroso de Davi; com a sabedoria de Salomão; com a sensibilidade de Jeremias; com a firmeza de Isaias; com a intrepidez e ousadia de João Batista e com autoridade inquestionável do Mestre .
Cargas que fortalecem o crente. Que ajudam o crente a crescer na graça e conhecimento de Cristo. Recebidas por homens e mulheres que um dia morreram para si mesmos e para o mundo, e passaram a viver para Cristo, o Senhor, Aquele que levou o peso terrível por todos nós na cruz do Calvário. Aquele que viveu e ensinou a coerência da cruz, a coerência do amor.
Oswaldo Luiz Gomes Jacob
terça-feira, 10 de junho de 2008
Parte do livro O SENTIDO DA VIDA - WN
Quem Beber desta Água Tornará a Ter Sede
Há uma excelente história no capítulo quatro de João. Que disse Jesus para uma mulher samaritana ali? "Quem beber desta água tornará a ter sede”.Se deseja a glória do mundo, renome, riquezas, posição etc., você nunca estará satisfeito. Quando tiver dez mil dólares, você desejará cem mil; e quando ganhar cem mil, começará a sonhar com um milhão. Nunca existirá satisfação. Quem beber dessa água tornará a ter sede.
Como se pode saciar essa sede? O Senhor disse: "Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre”.É, de fato, impressionante que nem Confúcio ou qualquer outro líder religioso jamais tenham dito tal coisa. Os ensinamentos de Confúcio e de Mâncio apenas dizem a você que esteja contente e viva em sua pobreza. A pessoa de Confúcio ou a de Mâncio nada têm a ver com o seu contentamento. Entretanto, a pessoa de Jesus aqui, tem muito a ver com o saciar da sua sede.
Essa mulher, naturalmente, desejava beber dessa água que mata a sede. Ela pediu a Jesus essa água viva. "Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva".
Jesus estava pregando uma doutrina aqui? Não, não havia qualquer doutrina aqui. A única coisa que Ele fez foi indicar a Si mesmo dizendo: "Se soubesse quem Ele é, você Lhe pediria logo, e ele Lhe daria água viva, para que você nunca mais tenha sede”.Você entendeu isso? Toda a questão está em quem é Jesus de Nazaré.
A mulher samaritana não era uma mulher decente. O fato de ter tido seis maridos mostra que tipo de mulher ela era. Ela deve ter ficado insatisfeita com este e aquele. Um marido não pôde satisfazê-la; outro tampouco pôde satisfazê-la. Como resultado ela mudou de um marido para outro, e, então, para um terceiro, um quarto, até que chegou ao sexto. Um dia ela saiu para tirar água, o que simboliza que ela era alguém que bebe e ainda está com sede. O extraordinário é que, naquele dia, sua vida foi mudada. Ela ficou satisfeita! Que fez ela? Ela não fez nada! Naquele dia ela percebeu quem é Jesus de Nazaré e foi salva.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Niver minha sobrinha Amanda Fuzaro - 3 anos de idade.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Continuando... (via email do meu irmão)
Como devemos nos guardar contra o engano? Precisamos discernir o que é a operação de Deus e o que é a operação do inimigo; qual é a obra feita pelo Espírito Santo e qual é a obra realizada pelos espíritos malignos. Todas as obras do Espírito Santo são realizadas através do espírito do homem, mas as obras do inimigo são feitas através da alma do homem. O Espírito Santo move o espírito humano, enquanto que o inimigo move a alma do homem. Este é o ponto básico da diferença entre as operações de Deus e as do inimigo. A obra de Deus é iniciada pelo Espírito Santo, mas a obra do inimigo começa na alma do homem. Por causa da queda nosso espírito humano está morto e não pode, por isso, comunicar com Deus. Quando cremos no Senhor Jesus nós nascemos de novo. Qual é o significado de ser salvo ou nascido de novo? Esta não é apenas uma questão de terminologia; uma mudança orgânica real ocorre em nós. Quando confiamos no Senhor Jesus, Ele põe Sua vida dentro do nosso espírito e o vivifica. Como este espírito do homem é a parte principal, assim também este novo espírito que Deus põe em nós é a parte principal.
João 3:6 nos diz o que é o novo nascimento: "Aquele que é nascido do Espírito é espírito". Ezequiel também nos informa: "Um novo espírito eu colocarei dentro de vós" (36:26). Por isso, na regeneração nós recebemos um novo espírito. Em certa ocasião o Senhor Jesus disse: "As palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida" (João 6:63). Nossa vida e obra devem, portanto, estar dentro da esfera de ação do espírito. Quando Deus nos usa, Ele sempre opera no espírito e através dele. "Enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18) indica que este novo espírito deve ser cheio do Espírito Santo. Em outras palavras, Deus enche nosso espírito com Seu Espírito Santo. O Espírito Santo opera em nosso espírito, mas o espírito maligno opera em nossa alma. Satanás só pode operar na alma e pelo poder da alma. Ele não tem como iniciar sua obra no espírito do homem; sua obra se restringe à alma. O que ele tem feito nos últimos cinco ou seis mil anos passados, ele está fazendo atualmente e continuará a fazer no futuro. Por que ele deseja ser onipotente, onipresente e onisciente como Deus? Por nenhuma outra razão senão pelo que ele pode realizar com o poder da alma do homem. Podemos dizer que enquanto o Espírito Santo é o poder de Deus, a alma do homem parece ser o poder de Satanás. Que tristeza tantas pessoas ignorarem o fato de que muitas práticas ascéticas, respirações e meditações abstratas do budismo e taoísmo, o hipnotismo da Europa ocidental, e os inúmeros prodígios vistos nas pesquisas psíquicas são apenas as manifestações do poder latente da alma do homem. Eles não sabem quão tremendo é o poder da alma. Irmãos e irmãs, não considerem isso como um problema pequeno, nem o rejeitem como sendo pesquisa para os eruditos. Na realidade ele tem efeitos profundos sobre nós.
OS DOIS LADOS DO PODER DA ALMA
Segundo a Bíblia, o poder latente da alma parece incluir dois tipos. Isso se compara à classificação vista do ponto de vista psicológico. Confessamos não poder dividir nitidamente estes dois tipos; tudo o que podemos dizer é que parece que existem dois tipos diferentes no poder latente da alma: um parece ser o tipo comum e o outro o tipo miraculoso. Um parece ser natural e o outro sobrenatural; um parece ser humanamente compreensível, o outro parece estar além da compreensão humana. O termo "mente" na psicologia é mais amplo em seu significado do que o usado na Bíblia. O que os psicólogos dão a entender por "mente" ou "coração" inclui duas partes: consciente e subconsciente. O lado do subconsciente é o que chamamos parte miraculosa do poder da alma. Embora os psicólogos façam distinção entre consciente e subconsciente, dificilmente eles podem separá-los. Eles apenas classificam as manifestações psíquicas mais comuns como pertencendo ao primeiro tipo (do consciente), e as manifestações extraordinárias ou miraculosas eles agrupam sob a segunda categoria (do subconsciente). Nós geralmente incluímos apenas aquelas manifestações comuns dentro da esfera da alma, não sabendo que as manifestações extraordinárias e miraculosas são também da alma, ainda que manifestações desse tipo estejam mais na esfera do subconsciente. Devido aos vários graus do poder latente nas almas individuais, alguns homens manifestam os fenômenos mais dentro do primeiro tipo, enquanto que outros mais dentre do segundo tipo. Todos os que servem ao Senhor devem prestar atenção especial a este ponto, senão serão levados pelos poderes miraculosos enquanto tentam ajudar as pessoas. Deixe-me enfatizar a diferença entre alma e espírito: a alma caída de Adão pertence à velha criação, mas o espírito regenerado pertence à nova criação. Deus opera com o espírito do homem, pois esta é a sua vida regenerada, sua nova criação. Satanás, por outro lado, edifica com a alma do homem, isto é, a alma caída em Adão. Ele só pode usar a velha criação porque a vida regenerada na nova criação não peca.
O Poder Latente da Alma
Watchman Nee
Nos Laços do Calvário!
NATANAEL FUZARO
terça-feira, 3 de junho de 2008
Muito bom (recebi do meu irmão)
A FORÇA CRISTÃ E A PSÍQUICA
Já vimos como Adão foi investido com habilidades extraordinárias e surpreendentes, quando foi criado por Deus. Esses poderes aparentemente miraculosos caíram com Adão. Pessoas que são ignorantes nesse assunto tendem a pensar que em sua queda Adão perdeu todos estes poderes maravilhosos. Porém, as evidências produzidas pela parapsicologia moderna indicam que ele não perdeu seu poder original, mas que este ficou apenas aprisionado em sua alma. Durante os cinco ou seis mil anos passados houve muitos entre os descrentes que foram capazes de demonstrar esta força da alma. Dentro dos últimos cem anos, mais e mais pessoas foram capazes de manifestar este poder latente da alma. A habilidade original de Adão não foi perdida; ela está apenas escondida em sua carne. Nesta parte da mensagem falarei sobre a relação entre este poder psíquico latente e um cristão. A menos que conheçamos seu perigo, não saberemos como nos prevenir contra ele. Eu convido você a observar principalmente os quatro fatos seguintes:
Quatro Fatos
(1) Havia em Adão um poder quase ilimitado, uma capacidade quase miraculosa. Nós a chamamos de poder da alma. As pesquisas psíquicas modernas provaram a existência de tal habilidade dentro do homem. Desde a descoberta de Mesmer em 1778, todos os tipos de poder latente têm sido exibidos e manifestos psíquica ou religiosamente. Eles são apenas a liberação da força da alma do homem. Não devemos esquecer que estes poderes da alma estavam no homem antes da sua queda, mas tornou-se latente nele posteriormente.
(2) Satanás deseja controlar o poder latente da alma do homem. Ele está bem ciente de que existe tal poder na alma do homem, o qual é capaz de realizar muitas coisas. Por isso, seu desejo é colocá-lo sob seu controle e não sob o controle de Deus. Satanás quer usá-lo para seu próprio propósito e seu alvo ao tentar Adão e Eva no jardim era ganhar e controlar o poder da alma deles. Tenho falado freqüentemente sobre o significado espiritual da árvore do conhecimento do bem e do mal e da árvore da vida. O significado da árvore da ciência do bem e do mal é a independência, a aceitação de ações independentes. Porém, a árvore da vida significa dependência ou confiança
(3) Hoje Satanás deseja liberar e manifestar o poder latente da alma. Logo que o homem caiu, Deus aprisionou os poderes psíquicos do homem em sua carne. Seus muitos poderes ficaram confinados e ocultos na carne como uma força latente - presentes, mas inativos. Depois da queda tudo o que pertence à alma fica sob o controle e escravidão àquilo que pertence à carne. Todas as forças psicológicas são consequentemente governadas por forças fisiológicas. O objetivo de Satanás é liberar o poder da alma do homem através do rompimento da casca exterior de sua alma, a fim de libertá-lo do seu cativeiro carnal manifestando, desse modo, seu poder latente. Este é o sentido de Apocalipse 18:13 com respeito a fazer comércio de almas humanas. Na verdade a alma do homem tornou-se um dos muitos artigos das mercadorias do inimigo. Ele deseja, principalmente, ter as capacidades psicológicas do homem como sua mercadoria. No fim dos tempos, particularmente durante o tempo presente, a intenção de Satanás é concluir o que ele começou no jardim do Éden. Embora tenha iniciado o trabalho de controlar a alma do homem no jardim, ele não foi bem sucedido, porque após sua queda, todo o ser do homem, incluindo seu poder da alma, ficou sob o domínio da carne. Em outras palavras, as forças psicológicas do homem caíram sob o domínio de suas forças fisiológicas. O inimigo fracassou em fazer uso do poder da alma do homem; consequentemente seu plano foi frustrado. Durante este milênio, Satanás tem se esforçado em influenciar os homens no sentido de expressarem seu poder latente. De vez em quando ele encontrou aqui e ali, pessoas nas quais alcançou êxito no extrair sua força da alma. Estes se tornaram líderes religiosos operadores de maravilhas dos séculos. Porém, nos últimos cem anos, desde a descoberta de Mesmer na parapsicologia, muitas novas descobertas de fenômenos psíquicos se seguiram. Tudo isso com um só motivo: o inimigo está procurando concluir seu trabalho anteriormente fracassado. Ele planeja liberar todos os poderes latentes dos homens. Este é o seu único propósito, o qual vem cultivando durante milênios. Essa é a razão porque ele comercia com as almas dos homens, além de mercadorias como ouro, prata, pedras preciosas, pérolas, gado e cavalos. De fato ele tem exercitado sua força máxima para obter esta mercadoria especial.
(4) Como Satanás faz uso desses poderes latentes? Quais são as muitas vantagens para ele?
(a) Ele será capaz de cumprir sua promessa original feita ao homem de que "vós sereis como Deus". Em sua habilidade de operar muitas maravilhas, os homens se considerarão como deuses e adorarão não a Deus, mas a si mesmos.
(b) Confundirá os milagres de Deus. Ele deseja levar a humanidade a crer que todos os milagres na Bíblia são apenas psicológicos em sua origem, rebaixando, desse modo, o seu valor. Ele quer que os homens pensem que são capazes de fazer tudo o que o Senhor Jesus fez.
(c) Ele confundirá a obra do Espírito Santo. O Espírito Santo trabalha no homem através do espírito humano, mas agora Satanás forja na alma do homem muitos fenômenos semelhantes às operações do Espírito Santo, levando-os a experimentarem falsos arrependimentos, falsa salvação, falsa regeneração, falso reavivamento, falsa alegria e outras imitações das experiências do Espírito Santo.
(d) Ele usará o homem como seu instrumento na oposição final contra o plano de Deus nesta última era. O Espírito Santo é o poder operador dos milagres de Deus, mas a alma do homem é o poder operador de milagres de Satanás. Os últimos três anos e meio (durante a grande tribulação), será um período de grandes maravilhas realizadas pela alma do homem sob a direção de Satanás.
Resumindo, vemos que (1) todos estes poderes miraculosos já estão em Adão, (2) o objetivo de Satanás é controlar estes poderes, (3) no tempo do fim Satanás está e continuará a estar envolvido principalmente: manifestar esses poderes, e (4) esta é a sua tentativa para concluir sua tarefa anteriormente fracassada.
Continua...
O Poder Latente da Alma
Watchman Nee
Nos Laços do Calvário!
domingo, 1 de junho de 2008
AS FINANÇAS E OS OBREIROS - Watchman Nee
A Questão das Finanças
AS FINANÇAS E OS OBREIROS
É um fato notável que embora o livro de Atos contenha muitos pormenores com referência ao trabalho de um apóstolo, o único assunto que, de um ponto de vista humano, é de suprema importância, não é considerado. Não há informação de espécie alguma quanto às necessidades da obra ou às necessidades pessoais dos obreiros. Isto, certamente, é de surpreender! O que os homens consideram de máxima importância, para os apóstolos é de mínima conseqüência. Nos primeiros dias da Igreja os enviados de Deus saíram constrangidos pelo amor divino. O trabalho deles não era intelectual mas espiritual, não apenas teórica mas intensamente prática. O amor e a fidelidade de Deus eram realidades para eles, e sendo assim, não havia problema em suas mentes quanto ao suprimento de suas necessidades temporais.
Esta questão das finanças tem aspectos muitíssimo importantes. Em graça, Deus é o poder máximo, porém no mundo, Mamom é o máximo. Se os servos de Deus não resolverem claramente o problema de suas finanças, então eles deixam um vasto número de problemas insolúveis também. Uma vez resolvido o problema financeiro, é surpreendente verificar quantos problemas se resolvem automaticamente com ele. A atitude dos obreiros cristãos quanto às questões financeiras será um indício razoavelmente bom quanto a serem eles comissionados ou não por Deus. Se a obra é de Deus, a atitude será espiritual. Se os suprimentos não se encontram num plano espiritual, então a própria obra derivará rapidamente para o plano dos negócios seculares. Não há aspecto da obra que toque problemas práticos tão verdadeiramente quantos suas finanças.
Importância da Vida de Fé
Cada obreiro, não importa qual seu ministério, deve exercitar a fé para a satisfação de todas as suas necessidades pessoais e todas as necessidades de seu trabalho. Na Palavra de Deus nada lemos de qualquer obreiro pedindo ou recebendo salário por seus serviços. Não há precedente nas Escrituras que mostre os servos de Deus e busca de recursos humanos para o atendimento de suas necessidades. Lemos, sim, de um Balaão que procurou fazer comércio de seu dom de profeta, porém ele é denunciado em termos que não deixam dúvida. Também lemos de um Geazi que procurou auferir lucro da graça de Deus, mas o seu pecado o tornou leproso. Nenhum servo de Deus deveria procurar qualquer agência humana, seja individualmente ou em sociedade, para a satisfação de suas necessidades temporais. Se elas podem ser satisfeitas pelo labor de suas próprias mãos ou por via de renda particular, está tudo muito bem. Não sendo assim, ele deve depender diretamente de Deus para o atendimento delas, como o faziam os primeiros apóstolos. Os Doze Apóstolos que o Senhor enviou não tinham salário estabelecido, como também não tinha qualquer dos apóstolos que o Espírito Santo enviou; eles simplesmente contavam com o Senhor para a satisfação de suas exigências.
Se um homem confia em Deus, que vá e trabalhe para Ele. Se não, que fique em casa, pois lhe falta a primeira qualificação para o trabalho. Há uma idéia predominante de que se um obreiro tem uma renda estabelecida ele pode ficar mais à vontade para o trabalho e, consequentemente, fazê-lo melhor, mas, para falar com franqueza, na obra espiritual há necessidade de uma renda incerta, pois essa necessita de íntima comunhão com Deus, constante revelação clara de Sua vontade, e apoio divino direto. Nos negócios seculares, tudo o que um trabalhador precisa a título de equipamento é vontade e talento, porém o zelo humano e o dom, natural não constituem equipamento para serviço espiritual. É necessário depender inteiramente de Deus se o trabalho há de ser de acordo com Sua vontade; portanto Deus deseja que Seus obreiros recorram somente a Ele em busca de recursos financeiros, e assim não deixem de andar nEle continuamente. Quanto mais se cultivar uma atitude de dependência confiante de Deus, tanto mais espiritual será o trabalho. Assim está claro que a natureza da obra e a fonte de seu suprimento se relacionam estreitamente.
A fé é o fator mais importante no serviço de Deus, pois sem ela não pode haver trabalho verdadeiramente espiritual. Nossa fé exige treinamento e fortalecimento, e as necessidades materiais são um meio de que Deus Se serve para este fim. Podemos professar ter fé em Deus por uma vasta variedade de coisas intangíveis, e podemos enganar-nos a nós mesmos crendo que realmente confiamos nEle quando na realidade não confiamos, simplesmente porque nada há de concreto para demonstrar nossa desconfiança. Mas quando se trata de necessidades financeiras, a assunto é tão prático que a realidade de nossa fé é posta à prova de imediato.
Além disso, quem tem a bolsa tem autoridade. Se os homens nos sustentam, eles controlam nosso trabalho. É de esperar-se que se recebemos renda de determinada fonte, devemos prestar contas de nossos atos a essa fonte. Sempre que nossa confiança está posta nos homens, nossa obra só pode ser influenciada por homens.
Em Sua própria obra Deus deve ter a direção exclusiva. É por isso que Ele quer que não dependamos de fonte humana para os recursos financeiros. Muitos de nós temos experimentado a freqüência com que Deus nos tem controlado através de questões de dinheiro. Quando estivemos no centro da Sua vontade, os recursos foram certos, mas tão logo nos distanciamos no contato vital com Ele, eles foram incertos. Às vezes nossa fantasia imagina Deus querendo que façamos determinada coisa, porém Ele nos mostrou que tal não era a Sua vontade porque reteve os recursos financeiros. De modo que temos estado sob a constante direção de Deus, e tal direção é muitíssimo preciosa.
Se temos verdadeira fé em Deus, então temos de arcar com toda a responsabilidade de nossas próprias necessidades e as necessidades da obra. Não devemos esperar, secretamente, pela ajuda de alguma fonte humana. Devemos ter fé somente em Deus, não em Deus mais o homem. Se os irmãos mostram seu amor, demos graças a Deus, porém se não o fazem, ainda assim Lhe demos graças. É uma coisa vergonhosa para um servo de Deus ter um olho nEle e outro no homem ou nas circunstâncias. Nosso viver pela fé há de ser absolutamente real, e não deteriorar-se num “viver pela caridade”. Ousamos ser totalmente independentes dos homens em questões financeiras porque ousamos crer totalmente em Deus. Ousamos lançar fora toda esperança neles porque temos plena confiança em Deus.
Se nossa esperança está nos homens, então quando seus recursos se esgotarem os nosso também se esgotarão. Não temos nenhuma “Junta” atrás de nós, porém temos uma “Rocha” sob nosso pés, e quem se firma nessa Rocha jamais será envergonhado. Os homens e as circunstâncias podem mudar, mas nós continuaremos num curso firme se nossa confiança está em Deus. A Ele pertence toda prata e ouro, e ninguém que anda em Sua vontade pode vir a ter necessidade.
Os dois passos iniciais na obra de Deus são: primeiro a oração da fé pelos fundos necessários, depois o verdadeiro início da obra. Hoje, ai de nós! Muitos dos que se dizem servos de Deus não tem fé, entretanto procuram servir-lhe.
Dão início à obra sem que para isso tenham qualificação essencial; portanto, o que eles fazem não tem valor espiritual. A fé é o primeiro fundamento em qualquer trabalho para Deus, e deveria ser exercitada em relação às necessidades materiais assim como em relação a outras.
VIVENDO DO EVANGELHO
Nosso Senhor disse: “Digno é o trabalhador do seu salário” (Lc10.7); e Paulo escreveu aos corìntios: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co 9.14). Qual é o significado de viver do evangelho? Não significa que o servo de Deus deva receber da igreja uma verba definida, porquanto o sistema moderno de serviço remunerado na obra de Deus era desconhecido nos dias de Paulo. Significa que os pregadores do Evangelho podem receber donativos dos irmãos, porém não há estipulações feitas com relação a tais donativos. Nenhum período de tempo é nomeado, nenhuma soma definida de dinheiro, nenhuma responsabilidade definida; tudo é uma questão de livre vontade. À medida que Deus toca o coração dos crentes, eles fazem donativos a Seus servos, de sorte que embora esses servos recebam donativos através dos homens, a confiança deles está inteiramente em Deus. É nEle que seus olhos estão fixos, é a Ele que contam suas necessidades, e é Ele que toca o coração de Seus filhos para dar. Isso é o que Paulo queria dizer quando falou de viver do Evangelho. O próprio Paulo recebeu donativo da igreja em Filipos (Fp. 4.16), e quando ele estava em Corinto os irmãos da Macedônia o ajudaram (2 Co. 11.9). Esses são exemplos de viver do Evangelho.
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Extraído de "A Vida Cristã Normal da Igreja" - Watchman Nee