segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ele nos Levará ao Lar.

 
Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.
Isaías 46:4
 
            O ano está chegando ao seu final. Aqui temos uma promessa para nossos irmãos idosos; sim, também para todos nós, visto que os anos passam sobre nós. Se desfrutarmos de uma vida bastante longa, todos possuiremos cabelos brancos. Portanto, por meio da contemplação antecipada, característica de nossa fé, podemos gozar desta promessa.
            Quando envelhecemos, nosso Deus ainda continuará sendo o EU SOU, permanecendo sempre o mesmo. Cabelos brancos falam sobre nosso definhamento, mas Deus nunca definha. Quando não pudermos mais levar algo pesado e tivermos dificuldade para carregar a nós mesmos, o Senhor nos carregará. Assim como nos dias de nossa juventude Ele nos levou como ovelhas em seu seio, assim também Ele o fará em nossos anos de velhice.
            Ele nos criou e cuidará de nós. Quando nos tornamos um fardo para nossos amigos e para nós mesmos, o Senhor não nos desprezará; pelo contrário, Ele nos tomará, nos carregará e nos livrará mais completamente do que antes. Em muitos casos, o Senhor concede aos seus servos uma longa e tranqüila noite. Eles trabalharam tão arduamente durante todo o dia e se desgastaram no serviço de seu Senhor; por isso, Ele lhes diz: “Agora descansem na antecipação daquele Sábado eterno que preparei para vocês”. Não tenhamos pavor da idade avançada. Envelheçamos com tranqüilidade, visto que o Senhor mesmo está conosco em plenitude de graça.
 
Charles H. Spurgeon.

(via email do Natanael)
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Força Cristã e a Psíquica

A força cristã e a psíquica


Já vimos como Adão foi investido com habilidades extraordinárias e surpreendentes, quando foi criado por Deus. Esses poderes aparentemente miraculosos caíram com Adão. Pessoas que são ignorantes nesse assunto tendem a pensar que em sua queda Adão perdeu todos estes poderes maravilhosos. Porém, as evidências produzidas pela parapsicologia moderna indicam que ele não perdeu seu poder original, mas que este ficou apenas aprisionado em sua alma. Durante os cinco ou seis mil anos passados houve muitos entre os descrentes que foram capazes de demonstrar esta força da alma. Dentro dos últimos cem anos, mais e mais pessoas foram capazes de manifestar este poder latente da alma. A habilidade original de Adão não foi perdida; ela está apenas escondida em sua carne. Nesta parte da mensagem falarei sobre a relação entre este poder psíquico latente e um cristão. A menos que conheçamos seu perigo, não saberemos como nos prevenir contra ele. Eu convido você a observar principalmente os quatro fatos seguintes:

Quatro Fatos

(1) Havia em Adão um poder quase ilimitado, uma capacidade quase miraculosa. Nós a chamamos de poder da alma. As pesquisas psíquicas modernas provaram a existência de tal habilidade dentro do homem. Desde a descoberta de Mesmer em 1778, todos os tipos de poder latente têm sido exibidos e manifestos psíquica ou religiosamente. Eles são apenas a liberação da força da alma do homem. Não devemos esquecer que estes poderes da alma estavam no homem antes da sua queda, mas tornou-se latente nele posteriormente.

(2) Satanás deseja controlar o poder latente da alma do homem. Ele está bem ciente de que existe tal poder na alma do homem, o qual é capaz de realizar muitas coisas. Por isso, seu desejo é colocá-lo sob seu controle e não sob o controle de Deus. Satanás quer usá-lo para seu próprio propósito e seu alvo ao tentar Adão e Eva no jardim era ganhar e controlar o poder da alma deles. Tenho falado freqüentemente sobre o significado espiritual da árvore do conhecimento do bem e do mal e da árvore da vida. O significado da árvore da ciência do bem e do mal é a independência, a aceitação de ações independentes. Porém, a árvore da vida significa dependência ou confiança em Deus. Seu significado diz mais, que a vida original de Adão era apenas uma vida humana e por isso, precisava depender de Deus e receber a vida de Deus a fim de viver. A árvore do conhecimento do bem e do mal revela que o homem não precisa depender de Deus e que pode trabalhar, viver e produzir fruto por si mesmo. Por que levanto tais questões? Simplesmente para mostrar a você a causa da queda de Adão e Eva. Se pudermos liberar o poder latente de Adão, nós também poderemos executar maravilhas. Mas, temos permissão para isso? Satanás sabia que havia tal força que produzia maravilhas no homem e, por isso, tentou o homem levando-o a declarar sua independência de Deus. A queda no jardim do Éden não foi outra coisa senão uma ação independente do homem causando sua separação de Deus. Tomando conhecimento da história da queda no jardim podemos perceber qual foi o propósito de Satanás. Ele pretendia ganhar a alma do homem. Quando este caiu, sua capacidade original e força miraculosa caíram totalmente nas mãos de Satanás.

(3) Hoje Satanás deseja liberar e manifestar o poder latente da alma. Logo que o homem caiu, Deus aprisionou os poderes psíquicos do homem em sua carne. Seus muitos poderes ficaram confinados e ocultos na carne como uma força latente - presentes, mas inativos. Depois da queda tudo o que pertence à alma fica sob o controle e escravidão àquilo que pertence à carne. Todas as forças psicológicas são consequentemente governadas por forças fisiológicas. O objetivo de Satanás é liberar o poder da alma do homem através do rompimento da casca exterior de sua alma, a fim de libertá-lo do seu cativeiro carnal manifestando, desse modo, seu poder latente. Este é o sentido de Apocalipse 18:13 com respeito a fazer comércio de almas humanas. Na verdade a alma do homem tornou-se um dos muitos artigos das mercadorias do inimigo. Ele deseja, principalmente, ter as capacidades psicológicas do homem como sua mercadoria. No fim dos tempos, particularmente durante o tempo presente, a intenção de Satanás é concluir o que ele começou no jardim do Éden. Embora tenha iniciado o trabalho de controlar a alma do homem no jardim, ele não foi bem sucedido, porque após sua queda, todo o ser do homem, incluindo seu poder da alma, ficou sob o domínio da carne. Em outras palavras, as forças psicológicas do homem caíram sob o domínio de suas forças fisiológicas. O inimigo fracassou em fazer uso do poder da alma do homem; consequentemente seu plano foi frustrado. Durante este milênio, Satanás tem se esforçado em influenciar os homens no sentido de expressarem seu poder latente. De vez em quando ele encontrou aqui e ali, pessoas nas quais alcançou êxito no extrair sua força da alma. Estes se tornaram líderes religiosos operadores de maravilhas dos séculos. Porém, nos últimos cem anos, desde a descoberta de Mesmer na parapsicologia, muitas novas descobertas de fenômenos psíquicos se seguiram. Tudo isso com um só motivo: o inimigo está procurando concluir seu trabalho anteriormente fracassado. Ele planeja liberar todos os poderes latentes dos homens. Este é o seu único propósito, o qual vem cultivando durante milênios. Essa é a razão porque ele comercia com as almas dos homens, além de mercadorias como ouro, prata, pedras preciosas, pérolas, gado e cavalos. De fato ele tem exercitado sua força máxima para obter esta mercadoria especial.

(4) Como Satanás faz uso desses poderes latentes? Quais são as muitas vantagens para ele?

(a) Ele será capaz de cumprir sua promessa original feita ao homem de que "vós sereis como Deus". Em sua habilidade de operar muitas maravilhas, os homens se considerarão como deuses e adorarão não a Deus, mas a si mesmos.

(b) Confundirá os milagres de Deus. Ele deseja levar a humanidade a crer que todos os milagres na Bíblia são apenas psicológicos em sua origem, rebaixando, desse modo, o seu valor. Ele quer que os homens pensem que são capazes de fazer tudo o que o Senhor Jesus fez.

(c) Ele confundirá a obra do Espírito Santo. O Espírito Santo trabalha no homem através do espírito humano, mas agora Satanás forja na alma do homem muitos fenômenos semelhantes às operações do Espírito Santo, levando-os a experimentarem falsos arrependimentos, falsa salvação, falsa regeneração, falso reavivamento, falsa alegria e outras imitações das experiências do Espírito Santo.

(d) Ele usará o homem como seu instrumento na oposição final contra o plano de Deus nesta última era. O Espírito Santo é o poder operador dos milagres de Deus, mas a alma do homem é o poder operador de milagres de Satanás. Os últimos três anos e meio (durante a grande tribulação), será um período de grandes maravilhas realizadas pela alma do homem sob a direção de Satanás.

Resumindo, vemos que (1) todos estes poderes miraculosos já estão em Adão, (2) o objetivo de Satanás é controlar estes poderes, (3) no tempo do fim Satanás está e continuará a estar envolvido principalmente: manifestar esses poderes, e (4) esta é a sua tentativa para concluir sua tarefa anteriormente fracassada.


Fonte: "O Poder Latente da Alma" de Watchman Nee

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Natal da Ressurreição.

O Natal da Ressurreição

 

 

Em todo mundo, no dia 25 de dezembro se comemora o Natal, o nascimento do menino Jesus. Se quisermos verificar a veracidade do nascimento de Jesus neste dia, encontraremos controvérsias.

Jesus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, portanto, Ele é o primeiro dia e o último dia. Este dia também é Cristo.

Jesus nasceu duas vezes, na manjedoura e da ressurreição. O Natal da manjedoura trouxe Jesus para a semelhança e fraqueza do homem: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" João 1.14; o Natal da ressurreição nos levou para o seu Reino: "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" Colossenses 1.13-15.

Na manjedoura Ele veio como o Filho do homem: "Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido" Mateus 18.11; na ressurreição como o primogênito de uma nova criação: "E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém" Apocalipse 1.5-6.

O Natal da manjedoura nos trouxe o Salvador, o Natal da ressurreição nos tornou seus filhos: "Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição" Lucas 20.36. Jesus nasceu duas vezes: na encarnação, através da virgem Maria: "E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim" Lucas 1.28-33, e após a sua morte, nasceu da ressurreição pelo poder de Deus: "Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor" Romanos 1.4.

O da manjedoura foi o esvaziamento de Deus tornando-se homem: "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" Filipenses 2.6-7, o da ressurreição nos leva a Deus para tornar-nos participantes da Sua natureza Divina e da vida eterna: "Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo" II Pedro 1.3-4.

O Natal da manjedoura só tem valor quando o homem recebe a revelação do Natal da ressurreição. Sem o novo nascimento, o Natal de Jesus não passa de um presépio. Jesus veio, nasceu, morreu, ressurgiu, e assentou-se a destra da majestade nas alturas. Pela sua morte nós sabemos da nossa morte juntamente com Ele, pois Ele nos atraiu a si mesmo para nos fazer morrer com Ele: "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram" João 12.32 e II Coríntios 5.14.

Pela sua ressurreição Deus nos fez nascer de novo para uma viva esperança: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós" I Pedro 1.3-4.

O Natal da manjedoura mudou a história da humanidade. O Natal da ressurreição pode mudar a sua história na eternidade. Crês isto?

 

(recebi via email)

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Romanos 12:12

“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”. Rm 12.12

Estes três conselhos se entrelaçam e parecem depender do anterior — servindo ao tempo. A pessoa que põe sua alegria na esperança da vida por vir, e suporta suas tribulações com paciência, também está pronta a dedicar-se ao tempo e se vale da oportunidade de marchar com vigor em busca de seu alvo. Sempre que venha ao caso (pois não faz muita diferença se as frases são ou não relacionadas), Paulo primeiro nos proíbe a permanecermos contentes com nossas bênçãos momentâneas, ou a pôr nossa alegria na terra ou nas coisas terrenas, como se nossa felicidade estivesse localizada ali. Ao contrário disso, ele nos convida a dirigir nossas mentes rumo ao céu, para que experimentemos aquela alegria que é sólida e plenária. Se a nossa alegria repousa na esperança da vida por vir, esta esperança gerará em nós paciência na adversidade, visto que nenhum sentimento de pesar será capaz de sucumbir tal alegria. Portanto, estas duas coisas se acham estreitamente relacionadas entre si, ou seja: a alegria que nasce da esperança, a paciência que nasce da adversidade. Somente a pessoa que aprendeu a buscar sua felicidade para além deste mundo, como fim de reduzir e aliviar as asperezas e amarguras da cruz com a consolação da esperança se sujeitará calma e tranqüilamente a carregar a cruz.

Entretanto, visto que ambas estas coisas estão muito acima de nossas forças, devemos permanecer constantemente em oração e invocar continuamente a Deus, para que ele não permita que nossos corações desmaiem e se misturem com o pó, ou sejam destroçados pelas calamidades. Além do mais, Paulo não só estimula à prática da oração, mas expressamente nos intima à perseverança, visto que nossa guerra é incessante e sofremos vários assaltos todo dia. Mesmos os mais fortes dentre nós são incapazes de suportar esses revezes sem freqüente reaquisição de novas energias. Mas a diligência na oração é o melhor antídoto contra o risco de soçobrarmos.

João Calvino

Fonte: CALVINO, João. Romanos. Trad. Valter Graciano Martins. 1ed. São Paulo: PARACLETOS Ed., 1997. 524p.; pp. 437-438. 

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um pouco de cada




Pra não perder o costume, aí estão algumas fotos da minha Vitória e familiares. Sempre é bom registrar momentos que jamais serão esquecidos. Veja e comente.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Um livro para todos os dias...


Charles H. Spurgeon apresenta e comenta, de forma devocional e prática, promessas dívinas para enriquecer nossa fé, durante cada dia do ano.


(Editora Fiel)

Mensagens do irmao Luiz Fontes

http://www.esnips.com/web/MensagensdoirmoLuizFontes/?flush=1
Práticas para o nosso viver diário com o Senhor.

Pra vc pensar!!!

"...devemos suportar...".

Romanos 15.1.

 

O texto de Romanos 15 de 1 a 5, nos diz: "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus".

Quando nos vem essa palavra para suportarmos, deduzimos que Deus está nos pedindo para tolerar, agüentar os irmãos mais fracos. Fazemos força por algum tempo, mas acabamos depois por não conseguir andar assim. Passamos a desprezar por vezes esses irmãos, porque nos dá muito mais prazer estar com aqueles que são fortes e que sempre nos edificam. Por falta de revelação, muitos até abandonam a congregação e se isolam, mas essa não é a verdadeira sabedoria: "Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria" Provérbios 18.1. "E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" Hebreus 10.24-25.

Deduzimos errados, porque não é isso que Deus esta dizendo em Sua Palavra quando diz para suportarmos. Suportar a fraqueza dos fracos não é tolerar, mas suster, sustentar os mais fracos. Tentar tolerar vai gerar desprezo, mas estar sustentando um irmão mais fraco mostra amor e o amor não busca os seus próprios interesses. Sustentar traz edificação para todos, para quem exerce como para quem é suportado. Os que são fortes devem ser o suporte dos mais fracos; como seria um prejuízo muito grande para o corpo se não tivessem os membros mais fracos: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários" I Coríntios 12.22.

Se pegarmos como exemplo uma placa de vidro, iremos cuidar com o manuseio porque é muito frágil, mas quando a colocamos sobre suportes de ferro em uma parede, apesar da sua fraqueza, pode se tornar uma prateleira para acomodar vários objetos, até com certo peso. A sua fraqueza não impede de ser uma peça importante, porque ela está sustentada. Ao que muito é dado, muito é requerido. Se Deus assim colocou no corpo como quis, aqueles que receberam ser membros mais fortes devem suportar os membros mais fracos, devem carregar as cargas uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo (Gálatas 6.1-2).

Assim é que Jesus nos ensina em figura parecida quando diz: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" João 15.1 e 5. Jesus nos mostra que a vara é fraca, mas o tronco e a raiz são fortes. É por isso que a vara que é frágil pode dar muito fruto: "... não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti" Romanos 11.18. Amém.

 

(retirado de um site cristão)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Unidade da Fé

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor; que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;

Efésios 4:1-3

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dica de leitura!!!

Edições Trigo de Canaã.

 

Um livro valioso para quem gosta de estudar a Palavra de Deus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Carta do Irmao W. Nee - 1950

Uma das cartas do irmão Watchman Nee
 
 
 Carta que teve o objetivo de ajudar as igrejas em Hong Kong e em Cantão.

*Ao Compilador (*)*

10 de março de 1950.

Caro irmão Weigh,
Desde longa data venho pensando em escrever-lhe, todavia posterguei fazê-lo uma vez que minhas idéias não estavam amadurecidas o suficiente para tal. Creio, porém ser agora ocasião oportuna. Espero que você humildemente leve isto diante do Senhor.
Receio que as dificuldades das igrejas em Hong Kong e em Cantão serão tremendamente grandes, a saber: a) as dificuldades entre os cooperadores e b) as dificuldades na igreja. Espero que o que abaixo direi, possa, mediante a graça do Senhor, ajudar a modificar a situação nestas duas igrejas.

1) Aqueles que são líderes precisam aprender a amar os outros, a pensar no bem deles, a ter cuidado por eles, a negarem-se a si próprios por causa deles e a dar a eles tudo o que têm. Se alguém não consegue negar-se a si próprio em benefício dos outros, ser-lhe-á impossível conduzir as pessoas pela vereda espiritual. Aprenda a dar aos outros o que você tem, ainda que se sinta como se nada tivesse. Então o Senhor começará a derramar-lhe a Sua bênção.

2) A força interior de um obreiro deveria equiparar-se à sua obra exterior. Esforços em demasia, avanços desnecessários, inquietações, estreitezas, tensões, falta de transbordar, planos humanos e avanços na frente do Senhor, são todas coisas que não devem ocorrer. Se alguém está cheio de abundância em seu interior, tudo o que emana dele é como o fluir de uma corrente de águas, e não existem esforços demasiados de sua parte. É preciso ser de fato um homem espiritual, e não meramente se comportar como um.

3) Aprenda a ouvir outros, ao fazer a sua obra. O ensinamento de Atos 15 consiste no ouvir, isto é, ouvir os pontos de vista de todos os irmãos porque o Espírito Santo poderá falar por meio deles. Seja cuidadoso, pois ao recusar ouvir a voz dos irmãos, você poderá estar deixando de ouvir a voz do Espírito Santo. Todos os cooperadores e presbíteros devem sentar-se para ouvi-los. Dê a eles oportunidades ilimitadas de falar. Seja gentil, seja alguém quebrantado e esteja pronto para ouvir.

4) O problema de muitas pessoas é não estarem quebrantadas. Pode ser que tenham ouvido a respeito do ser "quebrantado", porém o significado disto lhes foge. Se alguém está quebrantado, não tentará chegar às suas próprias decisões no que toca às questões importantes ou aos ensinamentos, não dirá que é capaz de compreender as pessoas ou de fazer coisas, não ousará tomar para si a autoridade ou impor a sua própria autoridade sobre os outros, nem aventurar-se-á a criticar os irmãos ou a tratá-los com presunção. Um irmão quebrantado não tentará autodefender-se nem se remoer por algo que ficou para trás.

5) Não deve haver nas reuniões nenhuma tensão, tampouco na igreja. Com respeito às coisas da igreja, aprenda a não fazer tudo você mesmo. Distribua as tarefas entre os outros e leve-os a aprender a usar a sua própria discrição ao tomar as decisões. Em primeiro lugar, você deve expor-lhes resumidamente os princípios fundamentais a seguirem e depois se certificar de que agiram de acordo. Evite também aparecer demais nas reuniões, caso contrário os irmãos poderão ter a sensação de que você está fazendo tudo sozinho. Aprenda a depositar confiança nos irmãos e a distribuí-la entre eles.

6) O Espírito de Deus não pode ser coagido na igreja. Você tem que ser submisso a Ele, pois, caso contrário, quando Ele cessar de ungi-lo, a igreja se sentirá cansada ou até mesmo enfadada. Se o seu espírito estiver forte, ele alcançará e tomará a audiência em dez minutos; se estiver fraco, não adiantará gritar palavras estrondosas ou gastar um tempo mais longo, o que, inclusive, poderá ser prejudicial.

7) Ao liberar uma mensagem, não a faça demasiadamente longa ou trabalhada caso contrário, o espírito dos santos tenderá a sentir-se enfadado. Não inclua pensamentos superficiais ou afirmações rasteiras no conteúdo da sua mensagem; evite exemplos infantis, bem como raciocínios passíveis de serem considerados pelas pessoas como infantis. Aprenda a concluir a liberação do âmago da mensagem dentro de um período de meia hora. Não imagine que, o fato de estar apreciando a sua própria mensagem, significa que as suas palavras são necessariamente de Deus.

 8) Uma tentação com que freqüentemente nos deparamos numa reunião de oração é querer liberar uma mensagem ou falar por tempo demasiado. Uma reunião de oração deve ser consagrada à oração; muito falatório levará à sensação de sentir-se lesado, com o que a reunião se tornará um fracasso.

9) A obra em Kuling, Fukien, em 1948, foi um caso excepcional. Os obreiros precisam aprender muito antes de assumirem uma posição onde tenham de lidar com problemas ou com pessoas. Com um aprendizado inadequado, um conhecimento insuficiente, um quebrantamento incompleto e um juízo indigno de confiança, seremos incompetentes para lidar com os outros. Não tire conclusões precipitadas; mesmo quando se estás prestes a fazer algo, deve-se fazê-lo com temor e tremor. Não trate com leviandade as coisas espirituais. Pondere-as no coração.

10) Aprenda a não confiar unicamente nos seus próprios juízos. O que se considera correto pode não sê-lo; o que se considera errado, do mesmo modo pode não sê-lo. Se alguém está determinado a aprender com humildade, levará pelo menos alguns poucos anos para terminar de fazê-lo. Portanto, por ora, você não deve confiar demasiadamente em si mesmo ou estar muito seguro a respeito do seu modo de pensar.
 

11) É perigoso às pessoas na igreja seguirem as suas decisões antes de você ter atingido o estado de maturidade. O Senhor operará em você para tratar com os seus pensamentos e para quebrantá-lo antes que você possa compreender a vontade de Deus e ser, então, a Sua autoridade. A autoridade baseia-se no conhecimento da vontade de Deus. Onde não esteja manifestada a vontade e o propósito de Deus, não há autoridade.

12) A capacidade de um servo de Deus deve ser constantemente expandida por Ele. Penso que Ele está fazendo isto atualmente; não é preciso que você olhe para dentro de si, já que isto o levaria a sentir-se desanimado. Pode ser que Deus deseje que você assuma a responsabilidade da liderança. Quanto à obra em Hong Kong, é possível que alguns irmãos venham a sentir-se impelidos a juntar-se a ela. Creio que devemos descansar quanto a esta questão.
 

No Senhor, Nee To-Sheng  (Watchman Nee)

(*) K. H. Weigh, compilador de /O Testemunho de Watchman Nee – Um Testemunho Único.

domingo, 30 de novembro de 2008

O FIRME FUNDAMENTO

O FIRME FUNDAMENTO

 

  

A vida cristã é comparada a várias figuras, dentre elas a uma lavoura, ou a um edifício. Mas ambas tem o mesmo aspecto, a sua edificação começa sempre primeiro para baixo. Na lavoura a semente tem que primeiro ser enterrada, morrer, nascer e enraizar, para depois dar fruto: "Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer" I Coríntios 15.36.

Assim também é com o edifício, primeiro ele precisa começar pelo fundamento, começar para baixo, para depois ser edificado para cima: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" Efésios 2.20.

Tanto o fundamento como a raiz tem que estar bem firmados, bem estruturados. A medida tanto para o enraizamento, quanto para o fundamento são praticamente os mesmos do tamanho da edificação. À medida que cresce para baixo, também cresce para cima para resplandecer ou dar fruto: "Porque o que escapou da casa de Judá, e restou, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima" II Reis 19.30.

Estas figuras mostram claramente como devem ser o crescimento na vida cristã. Primeiramente temos que morrer, sermos sepultados para que a vida da ressurreição, a vida do Senhor Jesus brote para dar muito fruto.

Jesus também é como a boa terra, e para sermos edificados e darmos fruto, primeiro é necessário morrermos, estarmos arraigados, edificados nele, e confirmados na fé (Colossenses 2.7).

Na edificação da vida cristã é necessária a operação da cruz, a mortificação das obras do corpo pelo Espírito, o esvaziamento do EU, o quebrantamento, que o homem interior cresça primeiro para baixo, seja robustecido e fique mais arraigado e confirmado, para depois vir a edificação, crescer para cima, à partir da pedra angular, da pedra provada que é Cristo.

Este tempo de edificação não é visto, não é notado pelos que estão de fora. Somente depois que ela estiver bem fundamentada, enraizada, é que começa a edificação para cima, e só então começa e ser notada. Só aí a Vida do Senhor aparece. Primeiro a morte opera em nós, para então manifestar a Vida (II Coríntios 4.12).

Quanto mais enraizados, quanto mais fundamentados nEle, mais forte e aparente vai se tornar o crescimento ou a edificação, principalmente se elas estiverem sendo arraigadas ou fundamentadas em solo pedregoso ou no caso do fundamento sobre a rocha que são solos mais duros, mais difíceis: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" Mateus 7.24

Mas para que haja edificação é necessário que o Senhor gaste um tempo, que só Ele sabe. Caso a planta não esteja enraizada ou o edifício bem fundamento, com certeza quando vier a tempestade - e ela virá sobre todos -, não irá ficar de pé. A sua ruína será grande (Mateus 7.27).

Graças ao Senhor que antes que isto aconteça, Ele dá o seu testemunho. Todo aquele que não tiver fundamento, que a sua vida cristã não estiver fundamentada sobre a Vida do Senhor Jesus; aquele que foi rebocado com argamassa fraca, Ele irá derrubar a parede e descobrir o fundamento: "E derrubarei a parede que cobristes com argamassa não temperada, e darei com ela por terra, e o seu fundamento se descobrirá; assim cairá, e perecereis no meio dela, e sabereis que eu sou o Senhor" Ezequiel 13.14.

O Senhor não se engana, e muito menos nos engana. Ele conhece a nossa situação e conhece sobre qual fundamento estamos. Ele sabe qual é o tipo da raiz que temos e em quem estamos arraigados. Se ela é profunda ou rasa, está em Cristo ou em qualquer outra coisa.

Muitos querem a edificação, mas poucos querem passar pelo tratamento para alcançar profundidade na vida cristã. Preferem uma vida rasa, sem sofrimentos. Que o Senhor nos ajude a compreender isto.

Que recebamos com graça a edificação que primeiro começa para baixo, dolorosa na maioria das vezes, para que quando ela vier para cima esteja sobre bases sólidas, e a glória de Cristo resplandeça.

 

(via email)

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não Desperdice Seu Câncer!!! (John Piper)

Não Desperdice Seu Câncer

por

John Piper


Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor.

1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus.

Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E esta razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos, ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última. Assim, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição, e não uma bênção.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel” (Números 23:23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84:11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus.

O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2 Coríntios 1:9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.

4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte.

Todos nós morreremos caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice. Eclesiastes 7:2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete ; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? Salmos 90:12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício, caso não pensemos sobre a morte.

5. Você desperdiçará seu câncer caso pense que “vencê-lo” significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo.

Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3:8; 1:21).

6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste muito tempo lendo sobre o câncer e não o suficiente a respeito de Deus.

Não é errado ler sobre o câncer. Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. O objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11:32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1:2,3). Que desperdício lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus.

7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos manifestando afeição.

Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos Filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenes 2:26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente, mas que ele estava angustiado porque os Filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas. Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo.

 

8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança.

Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses 4:13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária — a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente — é permeada pela esperança: “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança.

9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes.

Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação — todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?” (Lucas 9:25).

10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo.

Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21:12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida. Não a desperdice.

Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19).

Irmão John


Tradução: Josaías Júnior

QUEM É O CO-OBREIRO DE DEUS?

QUEM É O CO-OBREIRO DE DEUS?

 

O co-obreiro de Deus é a Igreja. Em dois versículos de Efé­sios citados anteriormente temos um vislumbre das duas eter­nidades[1]: (1) "Nos escolheu Nele antes da fundação do mundo" e (2) "Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus". E o nome do vaso por meio do qual isto é feito é "o Corpo de Cristo", que é o recipiente de Cristo.

Quem é, então, um co-obreiro de Deus? Bem, não é al­guém que deseja trabalhar para Deus, alguém que vê uma necessidade e deseja atendê-la; não é nem mesmo alguém que conduz pessoas à salvação; antes, é aquele que faz o que Deus lhe designou em Seu eterno propósito, e ele faz apenas isso. Se enxergarmos realmente aquilo para o que fomos conquistados por Cristo Jesus, todos os nossos labores, todas as nossas obras formais para Ele serão esmagados e feitos em pedaços.

O alvo e objetivo de Deus em tudo é revelar Seu Filho, manifestar Seu Filho, mostrar a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Este é Seu eterno propósito. Este é o objetivo que você tem na obra que está fazendo agora? Se for menos do que isso, então você não é um co-obreiro, um cooperador com Deus.

Você pode perguntar: "Como saberei se estou trabalhando junto com Deus?". Isso pode ser facilmente respondido. Você está satisfeito com o que está fazendo? Se você não satisfaz o coração de Deus, você mesmo não poderá se sentir satisfeito. Não se trata de comparar sua obra com a de qualquer outro. A questão é se tudo o que você realiza é bom, isto é, bom aos olhos de Deus, aceitável a Ele ou que procede Dele e é alinhado com Seu eterno propósito.

Paulo declara: "Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus". Não precisamos olhar ao redor e criticar os outros, desejando saber se é possível que todo o resto esteja errado e nós, poucos, estejamos certos. Isso não tem qualquer valor e é prejudicial. Não se incomode com os outros. Asseguremo-nos de nós mesmos estarmos pros­seguindo "para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus".

________________________________________________

[1] Considerando do ponto de vista do tempo, da limitação do homem, o autor se refere à eternidade passada, antes do início do tempo, antes do início da criação de Deus, e à eternidade futura, no novo céu e nova terra. (N.E.)

 

A OBRA DE DEUS

W. NEE

(recebi via email de um irmão)

sábado, 15 de novembro de 2008

O Conteúdo e a Casca.

Quando a presença de Deus é verdadeira, Ele permite que exteriormente se veja um testemunho concreto. No entanto, quando a realidade interior é perdida, o testemunho exterior é perdido. Não podemos nos enganar: quando a vida divina se esvai, quando não temos a presença de Deus, o que vemos é meramente uma organização humana, o resultado do agir das mãos do homem. Quando a realidade interior já não existe, Deus não deseja que criemos uma falsificação de Seu testemunho. Havendo sua presença, temos o paraíso; por isso, não precisaremos fazer propaganda do testemunho de Deus, dizendo: "Nós somos a igreja e ninguém mais é" - todos os que falam assim provam que não são a igreja. Aquele que realmente tem a presença de Deus pode falar qualquer coisa, menos essas palavras. Não há meio termo: ter a presença de Deus é ter a presença de Deus; quando a vida vazou ela vazou; se a água da vida entre nós secou, não temos água da vida. Não nos enganemos.
Precisamos ter clareza de que Deus destrói o que é visível externamente quando não há mais realidade interiormente - Ele permite que não permaneça pedra sobre pedra.

Fonte: O Duplo Chamamento - Christian Chen - Editora dos Clássicos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Clip Musical - Infantil - Que Que Tem Na Sopa do Neném.mpg




Minha filha ouve esse clip quantas vezes puder....rsrs. Não sei quem produziu nem sei a fonte...rsrs.Sei que as crianças devem curtir muito.
Abraço.

Estamos na Vontade de Deus?

Estamos na Vontade de Deus?

 

"Olhemos para o Senhor Jesus!"

Em 1 Coríntios 3, Paulo diz ser como um "prudente construtor". Se você deseja ser bem preciso, Paulo não está dizendo que ele era o arquiteto, mas sim um mestre de obras. O arquiteto é o próprio Deus, e Ele lança o fundamento. Paulo nos diz que não podemos lançar nenhum outro fundamento a não ser aquele que é Cristo Jesus. Cristo Jesus é o único fundamento, mas depois que o fundamento é lançado, tenha cuidado com aquilo que você edifica sobre ele. Algumas pessoas edificam sobre o fundamento usando ouro, prata e pedras preciosas, e outros edificam sobre ele com madeira, feno e palha. Você percebe a diferença?


Usando madeira, feno e palha, você pode construir uma grande casa. Isso é possível porque não vai custar muito dinheiro. Entretanto, se você quiser construir com ouro, prata e pedras preciosas, quão grande será a casa que você poderá construir? Ela custará muito caro. A madeira representa a natureza do homem. Um homem de pé é como um árvore, e por isso a Bíblia sempre usa a madeira para representar a natureza do homem. O feno nos fala da glória do homem. Em 1 Pedro lemos que toda carne é como erva, e a glória do homem é como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de Deus permanece eternamente. A palha nos fala da obra do homem, porque os homens usavam palha na mistura para fazer tijolos.


Se alguma coisa é obra do homem, se é para a glória do homem ou se o próprio homem que a está fazendo, então você pode fazer algo grande e espetacular. Contudo, espere até que o fogo apareça. Nesse momento, sua obra será provada. Você vai aprender que madeira, feno e palha são os materiais apropriados - como combustível para o fogo. Ele serão totalmente consumidos. Certamente você será salvo, pois o fundamento não pode ser queimado. O fundamento é Cristo. Mas você será salvo por um triz. Contudo, olhe para o ouro, a prata e as pedras preciosas. O ouro é a natureza de Deus; a prata é a redenção de Cristo e as pedras preciosas são a obra do Espírito Santo. Estes materiais são caros. No tribunal de Cristo, você vai notar que o fogo os faz incandescer e manifestar sua glória. O julgamento vai manifestar a glória do ouro, da prata e das pedras preciosas.

Você não acha que precisamos ter nosso conceito corrigido? Estamos sempre buscando algo grande e espetacular e consideramos que isso é sucesso, que é benção de Deus e que Deus tem que estar ali. No entanto, isso não é necessariamente verdade. Ao invés disso, penso que devemos estar preocupados com a seguinte pergunta: estamos na vontade de Deus? A obra na qual estamos envolvidos é parte do desenvolvimento da obra de Deus rumo à concretização de Seu propósito? Se for assim, então Deus reconhece essa obra como Sua e isso é tudo que importa.

Recebi uma carta de um irmão tempo atrás, na qual ele me dava duas notícias. Uma delas falava de algo que estava acontecendo na Coréia. Você provavelmente sabe a respeito disso. Há uma igreja lá que é a maior igreja do mundo, com um milhão de membros. Aquele irmão estava maravilhado com isso. Ele pensava que aquilo era algo fantástico. Deus tinha que estar abençoando aquela obra. Então ele passou para a segunda notícia, na qual contava sobre outro grupo no mesmo local cujo número de integrantes estava diminuindo, e isso o decepcionava muito. Segundo nossa natureza humana, nós sempre julgamos as coisas pela aparência externa. Contudo, esperemos e vejamos como Deus vê.

Isso não quer dizer que Deus não possa estar presente em algo que seja grande. Não estou afirmando tal coisa. Entretanto, a verdade é que a satisfação divina não está relacionada a ser grande ou pequeno. Isso não importa. Não olhe para isso, não avalie através desse critério, mas veja como Deus vê, fazendo a seguinte pergunta: isso é a vontade de Deus? Será que você está alinhado com o trabalho de Deus rumo a seu propósito? Isso é o que importa. Este é o primeiro princípio e eu penso que precisamos aplicar este princípio vez após vez.




Nosso Senhor triunfou aos olhos do Pai

Olhe para o Senhor Jesus. Quando o Senhor nasceu, os magos, os reis do oriente viram a estrela. Eles vieram para adorar o Rei que havia nascido. Para que lugar se dirigiram? Eles foram à Jerusalém. Naturalmente, eles pensaram que o Rei só poderia ter nascido na capital, Jerusalém. Eles não sabiam que o Rei havia nascido em Belém.
Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele foi à Jerusalém muitas e muitas vezes, mas não ficava lá. Você sabe onde Ele ficava? No pequeno vilarejo de Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro. Pense sobre isso: Quando o Senhor Jesus estava pregando e grandes multidões o seguiam, o que ele fazia? Ele se voltava para seus ouvintes e os desafiava, dizendo: "Se alguém quer ser meu discípulo, tem que amar-me mais do que pai, mãe, irmão, irmã, esposa, filhos e sua própria vida; de outro modo você não pode ser meu discípulo". Acaso isso não parece absurdo? Tantas pessoas seguindo ao Senhor, e Ele as desafia com tais palavras. Não é de se admirar que as pessoas achassem muito duras as palavras que Ele dizia. Quem pode ouvir tais palavras? Até mesmo muitos dos seus discípulos o abandonaram. Isso porventura perturbou o Senhor Jesus? Ele voltou-se para os doze que havia escolhido e disse: "Vocês também querem ir? Sintam-se à vontade para fazê-lo". Graças a Deus, Pedro disse: "Senhor, tu tens as palavras da vida eterna. Nós sabemos que tu és Cristo. Para onde iremos"? Mais tarde, na última ceia, durante a Páscoa, quando o Senhor reuniu os doze, um deles o traiu. Ao pé da cruz, somente João estava presente, acompanhado de algumas mulheres.

Se julgarmos pelas aparências externas, certamente nosso Senhor foi um fracasso. Contudo, será verdade que Ele foi um fracasso? Aos olhos de Deus, Ele foi um sucesso. Na cruz, Ele não apenas derramou o seu sangue para remissão de nossos pecados, mas Ele também tomou a velha criação com Ele e a crucificou. Ele pregou as ordenanças da lei e tudo o que nos acusava naquela cruz e nos libertou. Além disso, na cruz Ele desbaratou seus inimigos - satanás e os poderes das trevas. Ele os derrotou e fez deles um espetáculo público. Sua obra foi um sucesso.


O cristianismo é muito grande

Irmãos, olhemos para a história da igreja. Certa vez o Senhor apareceu para quinhentas pessoas. Pense nisso: o Senhor trabalhou por três anos e meio e após sua ressurreição, o maior número de pessoas reunidas ao qual Ele aparece é de quinhentos. Não parece trágico? Naquela ocasião, Ele disse aos quinhentos que retornassem a Jerusalém e esperassem lá até receberem poder do alto. Após isso, o Senhor disse que eles poderiam ser suas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, Samaria e até os confins da terra. Contudo, somente cento e vinte ouviram ao Senhor. eles viram a ascensão do Senhor, contudo muitos não creram nele e não o obedeceram. Somente cento e vinte permaneceram naquele cenáculo por dez dias, orando em unanimidade. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio e eles foram batizados em um Espírito num só corpo. Este foi o começo da igreja.


É verdade que foi de três mil o acréscimo naquele único dia. É também verdade que, num período de trinta anos, o evangelho foi pregado até os confins da terra. Quando lemos o capítulo 28 de Atos, encontramos Paulo em Roma, numa casa que alugara, e sabemos que Roma era o fim do mundo conhecido na época. Entretanto, você sabe que mesmo antes do fim do primeiro século a decadência já tinha começado na igreja? Nesse momento, a heresia e a corrupção estavam penetrando nela. Temos as sete cartas escritas pelo apóstolo João, ou melhor, pelo Senhor ressurreto, através do apóstolo João, às sete igrejas da Ásia (Ap 2 e 3). O que encontramos nessas cartas? Exceto por uma igreja (a igreja de Filadélfia), o testemunho de Jesus não estava sendo mantido.

Depois que o imperador Constantino aceitou o cristianismo, ocorreu uma mudança importante: o cristianismo inchou e tornou-se muito grande e poderoso. Se lermos o capítulo 13 de Mateus, ali encontramos um grão de mostarda que representa a fé. Nossa fé é como uma semente de mostarda: como há vida nela, haverá crescimento. Quando ela cresce, torna-se um arbusto, uma planta humilde. Este é o projeto e propósito determinado por Deus para nós individualmente e para a igreja.

Entretanto, vemos na parábola que o grão de mostarda cresceu a ponto de tornar-se uma grande árvore: tornou-se algo anormal. Então as aves vieram a aninharam-se nessa árvore. A primeira e básica parábola de Mateus 13 nos ensina que as "aves" dizem respeito ao maligno. O propósito de Deus deveria manter a igreja humilde como uma planta: viva, mas humilde. Todavia, você descobre que o homem surge em cena e opera de forma a inflar a igreja, tornando-a anormalmente grande. Nós queremos uma instituição grande e forte; contudo, ela se torna um ninho para os filhos do maligno. Todo tipo de corrupção entra nela. Em Mateus, esta parábola é seguida por outra que apresenta três medidas de farinha misturada com fermento. O fermento sempre nos fala de conduta corrupta ou doutrina corrupta. A medida de farinha deveria ser uma oferta de manjares a Deus, mas agora está toda levedada. Ela satisfaz o gosto do homem, mas não pode mais ser oferecida a Deus. É isso que o cristianismo é hoje em dia: algo grande.


Fonte: Extraído do livro "O Dia das Pequenas Coisas" do irmão Stephen Kaung

 

sábado, 8 de novembro de 2008

Frase de Spurgeon.

"Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha."


C. H. Spurgeon

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Benefícios do Inverno

O inverno preserva a árvore - não importa o quanto ela pareça estar morta. É verdade que suas folhas caem, deixando-a deformada e exposta; no entanto, nunca esteve mais viva! Durante o inverno, a fonte e o princípio da vida ficam mais firmemente estabelecidos do que em qualquer outra estação.

Nas outras estações a árvore tem de utilizar toda sua força de vida para adornar-se e embelezar-se. Mas ela faz isso despendendo muita vida, extraindo sua vitalidade das raizes e das partes mais profundas do tronco. É preciso que exista um inverno. Ele é necessário para que ela viva, sobreviva e floresça; e volte a florescer.

A virtude tem uma maneira interior de fazer com que o cristão pense profundamente, enquanto desaparece totalmente da superfície, deicando os efeitos externos e naturais notadamente visíveis!

Se temos olhos para ver, então nos damos conta de que isso é bonito.

A graça faz exatamente a mesma coisa com a nossa vida. Deus levará as folhas. Algo fará com que elas caiam. A virtude externa entrará em colapso. Ele faz isso para fortalecer a principal das virtudes. A fonte da vida deverá ser reconstruída. Alguma coisa bem lá no interior da alma ainda funciona. Em algum lugar dentro do espírito as funções que são consideradas as mais importantes (na estimativa de Deus) nunca descansam. O que continua ainda está muito bem escondido. É a humildade.

O que está acontecendo é o puro amor.

O que continua na parte mais interior é a renúncia e o desprezo pelo eu. O homem interior está fazendo progressos. A alma está aventurando-separa adiante, dentro do interior. Verdadeiramente, parece que as manobras de Deus estão concentradas nas partes externas do cristão, e nem por um momento se pode vislumbrar que não seja agradável à vista. No entanto, não se desenvolveu na alma nenhum novo defeito! Somente faltas antigas vieram a tona! E por estarem expostas cicatrizam mais facilmente.

Se você ousar desafiar a peregrinação espiritual, lembre-se dos dias de calamidade, do período de seca, e do tempo que o homem chamará de inverno espiritual: A vida está lá!

Se o inverno vier ...

 

Extraído do livro "Aventura Espiritual" - Jeanne Guyon

 

 

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Prova da Fé

A Prova da Fé

Watchman Nee

 

"Quando nos posicionamos na fé, não existe montanha que possa permanecer imóvel."

Leiamos um versículo em 1 Pedro 1:7 que diz: "Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo " (VRC). Desejo compartilhar algo com respeito à prova da fé. A Bíblia nos revela que não pode haver fé sem que seja provada. Toda fé tem de ser provada. Deve passar pela prova devido às razões que agora discutiremos.

RAZÕES PELAS QUAIS A FÉ DEVE SER PROVADA

Para que Cresçamos

Deus prova nossa fé a fim de que cresçamos. Nenhum cristão pode crescer se sua fé não for submetida à prova. A fé do cristão que está crescendo deve ser posta à prova. Posso dizer com toda a certeza que a fé de todo crente deve ser provada. Ela só pode crescer por meio das provas. Prová-la é a única forma de Deus nos ajudar a crescer. Podemos aproximar-nos de Deus e receber toda Sua graça por meio da fé. Uma vez provada a nossa fé, cresceremos espontaneamente.

Para Satisfazer a Deus

Deus prova a nossa fé, não apenas para que cresçamos, mas também para encontrar satisfação. Ninguém que haja crido no Senhor e recebido Sua graça pode evitar a prova da fé. A prova da fé tem como fim demonstrar-nos que ela é autêntica. Apenas a fé autêntica satisfaz a Deus. Uma vez aprovada, ela glorifica o nome de Deus. O nome de Deus é glorificado no mundo mediante uma fé aprovada. Se ao passar por tribulações, perseguições obstáculos e trevas ainda cremos e permanecemos firmes, teremos a fé que glorifica o nome de Deus.

Para Calar Satanás

Deus prova nossa fé não apenas com o propósito de que cresçamos ou de encontrar satisfação para Si; pois nossa fé, uma vez aprovada, fará calar Satanás. Satanás não vai aceitar tão facilmente que tenhamos crido, tampouco nos permitirá dizer que recebemos aquilo em que temos crido. Ele sempre virá para nos enganar e incomodar. Pondo nossa fé à prova, Deus, então, o deixará sem argumento. Ao ver que não lhe cedemos terreno, terá de retroceder. Enquanto conseguir enganar-nos, Satanás nos impedirá e não nos deixará em paz. Se permitirmos, ele até mesmo nos tirará a bênção de Deus. Não nos largará até haver esgotado todos os recursos. Deus tem de provar nossa fé para fechar a boca de Satanás.

Parte do capítulo 8 do livro: A Vida que Vence

Editora: Árvore da Vida 

sábado, 25 de outubro de 2008

O Sol e a Lua

O Sol e a Lua

 

 

Uma linda ilustração do Senhor Jesus e a Sua Igreja.

 

O Sol

O sol é o grande centro de luz, o centro do nosso sistema. Em redor dele giram os astros menores. Dele recebem, também a sua luz. Por isso, o sol pode, legitimamente, ser visto como um símbolo próprio d’Aquele que em breve há de levantar-Se, trazendo cura nas Suas asas, para alegrar os corações daqueles que temem o Senhor. A aptidão e beleza do símbolo são inteiramente claras para quem, tendo passado a noite em vigília, presencia o nascer do sol dourando com os seus raios o céu oriental. As neblinas e as sombras da noite são dispersas, e toda a criação parece aclamar o regresso do astro de luz. Assim será, em breve, quando aparecer o Sol da Justiça. As sombras da noite fugirão, e toda a criação regozijar-se-á com o raiar de uma “manhã sem nuvens” – o alvorecer de um dia brilhante e interminável de glória.

A Lua

A lua, sendo por si mesma opaca, recebe toda a sua luz do sol. A lua reflete sempre a luz do sol, salvo quando a terra e as suas influências intervêm. Tão depressa o sol se põe no nosso horizonte, a lua apresenta-se para receber os seus raios de luz e refleti-los outra vez sobre o mundo na escuridão; ou no caso de ser visível durante o dia exibe sempre uma luz pálida, como resultado inevitável de aparecer na presença de maior claridade. É verdade, como tem sido observado, que o mundo às vezes interpõe: nuvens escuras, neblinas cerradas, e vapores gelados, também, levantam-se da superfície da terra e ocultam da nossa vista, a luz prateada da lua.

Contudo, assim como o sol é o símbolo lindo e próprio de Cristo, do mesmo modo a luz nos lembra admiravelmente a Igreja. A origem da sua luz está oculta para a vista. O mundo não O vê, mas ela vê-O; e é responsável por refletir os Seus raios de luz sobre o mundo de trevas. O mundo não tem meio de conhecer coisa alguma de Cristo senão por meio da Igreja. “Vós”, diz o apóstolo Paulo, “sois a nossa carta,... conhecida e lida por todos os homens”. E acrescenta: “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo” (2 Co 3:2). Que lugar de responsabilidade! Quão sinceramente deve ela vigiar contra tudo que impede o reflexo da luz celestial de Cristo em todos os seus caminhos! Porém, como deve a Igreja refletir esta luz? Permitindo que a luz brilhe límpida. Se a Igreja tão somente andar na luz de Cristo, há de, certamente, refletir a Sua luz; e isto, mantê-la-á sempre na sua própria posição.

A luz da lua não é sua. Do mesmo modo acontece com a Igreja. Ela não é chamada para se mostrar a si mesma ao mundo. Deve, simplesmente, refletir a luz que recebe. É obrigada a estudar, com santa devoção, o caminho que o Senhor trilhou aqui no mundo; e mediante a energia do Espírito Santo, que habita nela, seguir nesse caminho. Mas, ah! O mundo com as suas neblinas, nuvens, e os seus vapores, intervém e oculta a luz e mancha a epístola. O mundo não pode ver muito dos traços do caráter de Cristo naqueles que se chamam pelo Seu nome; na verdade, em muitos casos, eles apresentam um contraste humilhante, em vez de uma semelhança. Possamos nós conhecer Cristo devotamente, de modo a podermos imitá-lo mais fielmente.

Trecho extraído do livro: Estudo Sobre o Livro de Gênesis – C. H. Mackintosh - páginas 12 e 13 – Editora Depósito de Literatura Cristã.