segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ele nos Levará ao Lar.

 
Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.
Isaías 46:4
 
            O ano está chegando ao seu final. Aqui temos uma promessa para nossos irmãos idosos; sim, também para todos nós, visto que os anos passam sobre nós. Se desfrutarmos de uma vida bastante longa, todos possuiremos cabelos brancos. Portanto, por meio da contemplação antecipada, característica de nossa fé, podemos gozar desta promessa.
            Quando envelhecemos, nosso Deus ainda continuará sendo o EU SOU, permanecendo sempre o mesmo. Cabelos brancos falam sobre nosso definhamento, mas Deus nunca definha. Quando não pudermos mais levar algo pesado e tivermos dificuldade para carregar a nós mesmos, o Senhor nos carregará. Assim como nos dias de nossa juventude Ele nos levou como ovelhas em seu seio, assim também Ele o fará em nossos anos de velhice.
            Ele nos criou e cuidará de nós. Quando nos tornamos um fardo para nossos amigos e para nós mesmos, o Senhor não nos desprezará; pelo contrário, Ele nos tomará, nos carregará e nos livrará mais completamente do que antes. Em muitos casos, o Senhor concede aos seus servos uma longa e tranqüila noite. Eles trabalharam tão arduamente durante todo o dia e se desgastaram no serviço de seu Senhor; por isso, Ele lhes diz: “Agora descansem na antecipação daquele Sábado eterno que preparei para vocês”. Não tenhamos pavor da idade avançada. Envelheçamos com tranqüilidade, visto que o Senhor mesmo está conosco em plenitude de graça.
 
Charles H. Spurgeon.

(via email do Natanael)
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A Força Cristã e a Psíquica

A força cristã e a psíquica


Já vimos como Adão foi investido com habilidades extraordinárias e surpreendentes, quando foi criado por Deus. Esses poderes aparentemente miraculosos caíram com Adão. Pessoas que são ignorantes nesse assunto tendem a pensar que em sua queda Adão perdeu todos estes poderes maravilhosos. Porém, as evidências produzidas pela parapsicologia moderna indicam que ele não perdeu seu poder original, mas que este ficou apenas aprisionado em sua alma. Durante os cinco ou seis mil anos passados houve muitos entre os descrentes que foram capazes de demonstrar esta força da alma. Dentro dos últimos cem anos, mais e mais pessoas foram capazes de manifestar este poder latente da alma. A habilidade original de Adão não foi perdida; ela está apenas escondida em sua carne. Nesta parte da mensagem falarei sobre a relação entre este poder psíquico latente e um cristão. A menos que conheçamos seu perigo, não saberemos como nos prevenir contra ele. Eu convido você a observar principalmente os quatro fatos seguintes:

Quatro Fatos

(1) Havia em Adão um poder quase ilimitado, uma capacidade quase miraculosa. Nós a chamamos de poder da alma. As pesquisas psíquicas modernas provaram a existência de tal habilidade dentro do homem. Desde a descoberta de Mesmer em 1778, todos os tipos de poder latente têm sido exibidos e manifestos psíquica ou religiosamente. Eles são apenas a liberação da força da alma do homem. Não devemos esquecer que estes poderes da alma estavam no homem antes da sua queda, mas tornou-se latente nele posteriormente.

(2) Satanás deseja controlar o poder latente da alma do homem. Ele está bem ciente de que existe tal poder na alma do homem, o qual é capaz de realizar muitas coisas. Por isso, seu desejo é colocá-lo sob seu controle e não sob o controle de Deus. Satanás quer usá-lo para seu próprio propósito e seu alvo ao tentar Adão e Eva no jardim era ganhar e controlar o poder da alma deles. Tenho falado freqüentemente sobre o significado espiritual da árvore do conhecimento do bem e do mal e da árvore da vida. O significado da árvore da ciência do bem e do mal é a independência, a aceitação de ações independentes. Porém, a árvore da vida significa dependência ou confiança em Deus. Seu significado diz mais, que a vida original de Adão era apenas uma vida humana e por isso, precisava depender de Deus e receber a vida de Deus a fim de viver. A árvore do conhecimento do bem e do mal revela que o homem não precisa depender de Deus e que pode trabalhar, viver e produzir fruto por si mesmo. Por que levanto tais questões? Simplesmente para mostrar a você a causa da queda de Adão e Eva. Se pudermos liberar o poder latente de Adão, nós também poderemos executar maravilhas. Mas, temos permissão para isso? Satanás sabia que havia tal força que produzia maravilhas no homem e, por isso, tentou o homem levando-o a declarar sua independência de Deus. A queda no jardim do Éden não foi outra coisa senão uma ação independente do homem causando sua separação de Deus. Tomando conhecimento da história da queda no jardim podemos perceber qual foi o propósito de Satanás. Ele pretendia ganhar a alma do homem. Quando este caiu, sua capacidade original e força miraculosa caíram totalmente nas mãos de Satanás.

(3) Hoje Satanás deseja liberar e manifestar o poder latente da alma. Logo que o homem caiu, Deus aprisionou os poderes psíquicos do homem em sua carne. Seus muitos poderes ficaram confinados e ocultos na carne como uma força latente - presentes, mas inativos. Depois da queda tudo o que pertence à alma fica sob o controle e escravidão àquilo que pertence à carne. Todas as forças psicológicas são consequentemente governadas por forças fisiológicas. O objetivo de Satanás é liberar o poder da alma do homem através do rompimento da casca exterior de sua alma, a fim de libertá-lo do seu cativeiro carnal manifestando, desse modo, seu poder latente. Este é o sentido de Apocalipse 18:13 com respeito a fazer comércio de almas humanas. Na verdade a alma do homem tornou-se um dos muitos artigos das mercadorias do inimigo. Ele deseja, principalmente, ter as capacidades psicológicas do homem como sua mercadoria. No fim dos tempos, particularmente durante o tempo presente, a intenção de Satanás é concluir o que ele começou no jardim do Éden. Embora tenha iniciado o trabalho de controlar a alma do homem no jardim, ele não foi bem sucedido, porque após sua queda, todo o ser do homem, incluindo seu poder da alma, ficou sob o domínio da carne. Em outras palavras, as forças psicológicas do homem caíram sob o domínio de suas forças fisiológicas. O inimigo fracassou em fazer uso do poder da alma do homem; consequentemente seu plano foi frustrado. Durante este milênio, Satanás tem se esforçado em influenciar os homens no sentido de expressarem seu poder latente. De vez em quando ele encontrou aqui e ali, pessoas nas quais alcançou êxito no extrair sua força da alma. Estes se tornaram líderes religiosos operadores de maravilhas dos séculos. Porém, nos últimos cem anos, desde a descoberta de Mesmer na parapsicologia, muitas novas descobertas de fenômenos psíquicos se seguiram. Tudo isso com um só motivo: o inimigo está procurando concluir seu trabalho anteriormente fracassado. Ele planeja liberar todos os poderes latentes dos homens. Este é o seu único propósito, o qual vem cultivando durante milênios. Essa é a razão porque ele comercia com as almas dos homens, além de mercadorias como ouro, prata, pedras preciosas, pérolas, gado e cavalos. De fato ele tem exercitado sua força máxima para obter esta mercadoria especial.

(4) Como Satanás faz uso desses poderes latentes? Quais são as muitas vantagens para ele?

(a) Ele será capaz de cumprir sua promessa original feita ao homem de que "vós sereis como Deus". Em sua habilidade de operar muitas maravilhas, os homens se considerarão como deuses e adorarão não a Deus, mas a si mesmos.

(b) Confundirá os milagres de Deus. Ele deseja levar a humanidade a crer que todos os milagres na Bíblia são apenas psicológicos em sua origem, rebaixando, desse modo, o seu valor. Ele quer que os homens pensem que são capazes de fazer tudo o que o Senhor Jesus fez.

(c) Ele confundirá a obra do Espírito Santo. O Espírito Santo trabalha no homem através do espírito humano, mas agora Satanás forja na alma do homem muitos fenômenos semelhantes às operações do Espírito Santo, levando-os a experimentarem falsos arrependimentos, falsa salvação, falsa regeneração, falso reavivamento, falsa alegria e outras imitações das experiências do Espírito Santo.

(d) Ele usará o homem como seu instrumento na oposição final contra o plano de Deus nesta última era. O Espírito Santo é o poder operador dos milagres de Deus, mas a alma do homem é o poder operador de milagres de Satanás. Os últimos três anos e meio (durante a grande tribulação), será um período de grandes maravilhas realizadas pela alma do homem sob a direção de Satanás.

Resumindo, vemos que (1) todos estes poderes miraculosos já estão em Adão, (2) o objetivo de Satanás é controlar estes poderes, (3) no tempo do fim Satanás está e continuará a estar envolvido principalmente: manifestar esses poderes, e (4) esta é a sua tentativa para concluir sua tarefa anteriormente fracassada.


Fonte: "O Poder Latente da Alma" de Watchman Nee

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Natal da Ressurreição.

O Natal da Ressurreição

 

 

Em todo mundo, no dia 25 de dezembro se comemora o Natal, o nascimento do menino Jesus. Se quisermos verificar a veracidade do nascimento de Jesus neste dia, encontraremos controvérsias.

Jesus é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, portanto, Ele é o primeiro dia e o último dia. Este dia também é Cristo.

Jesus nasceu duas vezes, na manjedoura e da ressurreição. O Natal da manjedoura trouxe Jesus para a semelhança e fraqueza do homem: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" João 1.14; o Natal da ressurreição nos levou para o seu Reino: "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" Colossenses 1.13-15.

Na manjedoura Ele veio como o Filho do homem: "Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido" Mateus 18.11; na ressurreição como o primogênito de uma nova criação: "E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém" Apocalipse 1.5-6.

O Natal da manjedoura nos trouxe o Salvador, o Natal da ressurreição nos tornou seus filhos: "Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição" Lucas 20.36. Jesus nasceu duas vezes: na encarnação, através da virgem Maria: "E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim" Lucas 1.28-33, e após a sua morte, nasceu da ressurreição pelo poder de Deus: "Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor" Romanos 1.4.

O da manjedoura foi o esvaziamento de Deus tornando-se homem: "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" Filipenses 2.6-7, o da ressurreição nos leva a Deus para tornar-nos participantes da Sua natureza Divina e da vida eterna: "Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo" II Pedro 1.3-4.

O Natal da manjedoura só tem valor quando o homem recebe a revelação do Natal da ressurreição. Sem o novo nascimento, o Natal de Jesus não passa de um presépio. Jesus veio, nasceu, morreu, ressurgiu, e assentou-se a destra da majestade nas alturas. Pela sua morte nós sabemos da nossa morte juntamente com Ele, pois Ele nos atraiu a si mesmo para nos fazer morrer com Ele: "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram" João 12.32 e II Coríntios 5.14.

Pela sua ressurreição Deus nos fez nascer de novo para uma viva esperança: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós" I Pedro 1.3-4.

O Natal da manjedoura mudou a história da humanidade. O Natal da ressurreição pode mudar a sua história na eternidade. Crês isto?

 

(recebi via email)

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Romanos 12:12

“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”. Rm 12.12

Estes três conselhos se entrelaçam e parecem depender do anterior — servindo ao tempo. A pessoa que põe sua alegria na esperança da vida por vir, e suporta suas tribulações com paciência, também está pronta a dedicar-se ao tempo e se vale da oportunidade de marchar com vigor em busca de seu alvo. Sempre que venha ao caso (pois não faz muita diferença se as frases são ou não relacionadas), Paulo primeiro nos proíbe a permanecermos contentes com nossas bênçãos momentâneas, ou a pôr nossa alegria na terra ou nas coisas terrenas, como se nossa felicidade estivesse localizada ali. Ao contrário disso, ele nos convida a dirigir nossas mentes rumo ao céu, para que experimentemos aquela alegria que é sólida e plenária. Se a nossa alegria repousa na esperança da vida por vir, esta esperança gerará em nós paciência na adversidade, visto que nenhum sentimento de pesar será capaz de sucumbir tal alegria. Portanto, estas duas coisas se acham estreitamente relacionadas entre si, ou seja: a alegria que nasce da esperança, a paciência que nasce da adversidade. Somente a pessoa que aprendeu a buscar sua felicidade para além deste mundo, como fim de reduzir e aliviar as asperezas e amarguras da cruz com a consolação da esperança se sujeitará calma e tranqüilamente a carregar a cruz.

Entretanto, visto que ambas estas coisas estão muito acima de nossas forças, devemos permanecer constantemente em oração e invocar continuamente a Deus, para que ele não permita que nossos corações desmaiem e se misturem com o pó, ou sejam destroçados pelas calamidades. Além do mais, Paulo não só estimula à prática da oração, mas expressamente nos intima à perseverança, visto que nossa guerra é incessante e sofremos vários assaltos todo dia. Mesmos os mais fortes dentre nós são incapazes de suportar esses revezes sem freqüente reaquisição de novas energias. Mas a diligência na oração é o melhor antídoto contra o risco de soçobrarmos.

João Calvino

Fonte: CALVINO, João. Romanos. Trad. Valter Graciano Martins. 1ed. São Paulo: PARACLETOS Ed., 1997. 524p.; pp. 437-438. 

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um pouco de cada




Pra não perder o costume, aí estão algumas fotos da minha Vitória e familiares. Sempre é bom registrar momentos que jamais serão esquecidos. Veja e comente.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Um livro para todos os dias...


Charles H. Spurgeon apresenta e comenta, de forma devocional e prática, promessas dívinas para enriquecer nossa fé, durante cada dia do ano.


(Editora Fiel)

Mensagens do irmao Luiz Fontes

http://www.esnips.com/web/MensagensdoirmoLuizFontes/?flush=1
Práticas para o nosso viver diário com o Senhor.

Pra vc pensar!!!

"...devemos suportar...".

Romanos 15.1.

 

O texto de Romanos 15 de 1 a 5, nos diz: "Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus".

Quando nos vem essa palavra para suportarmos, deduzimos que Deus está nos pedindo para tolerar, agüentar os irmãos mais fracos. Fazemos força por algum tempo, mas acabamos depois por não conseguir andar assim. Passamos a desprezar por vezes esses irmãos, porque nos dá muito mais prazer estar com aqueles que são fortes e que sempre nos edificam. Por falta de revelação, muitos até abandonam a congregação e se isolam, mas essa não é a verdadeira sabedoria: "Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria" Provérbios 18.1. "E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" Hebreus 10.24-25.

Deduzimos errados, porque não é isso que Deus esta dizendo em Sua Palavra quando diz para suportarmos. Suportar a fraqueza dos fracos não é tolerar, mas suster, sustentar os mais fracos. Tentar tolerar vai gerar desprezo, mas estar sustentando um irmão mais fraco mostra amor e o amor não busca os seus próprios interesses. Sustentar traz edificação para todos, para quem exerce como para quem é suportado. Os que são fortes devem ser o suporte dos mais fracos; como seria um prejuízo muito grande para o corpo se não tivessem os membros mais fracos: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários" I Coríntios 12.22.

Se pegarmos como exemplo uma placa de vidro, iremos cuidar com o manuseio porque é muito frágil, mas quando a colocamos sobre suportes de ferro em uma parede, apesar da sua fraqueza, pode se tornar uma prateleira para acomodar vários objetos, até com certo peso. A sua fraqueza não impede de ser uma peça importante, porque ela está sustentada. Ao que muito é dado, muito é requerido. Se Deus assim colocou no corpo como quis, aqueles que receberam ser membros mais fortes devem suportar os membros mais fracos, devem carregar as cargas uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo (Gálatas 6.1-2).

Assim é que Jesus nos ensina em figura parecida quando diz: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" João 15.1 e 5. Jesus nos mostra que a vara é fraca, mas o tronco e a raiz são fortes. É por isso que a vara que é frágil pode dar muito fruto: "... não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti" Romanos 11.18. Amém.

 

(retirado de um site cristão)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Unidade da Fé

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor; que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;

Efésios 4:1-3

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dica de leitura!!!

Edições Trigo de Canaã.

 

Um livro valioso para quem gosta de estudar a Palavra de Deus.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Carta do Irmao W. Nee - 1950

Uma das cartas do irmão Watchman Nee
 
 
 Carta que teve o objetivo de ajudar as igrejas em Hong Kong e em Cantão.

*Ao Compilador (*)*

10 de março de 1950.

Caro irmão Weigh,
Desde longa data venho pensando em escrever-lhe, todavia posterguei fazê-lo uma vez que minhas idéias não estavam amadurecidas o suficiente para tal. Creio, porém ser agora ocasião oportuna. Espero que você humildemente leve isto diante do Senhor.
Receio que as dificuldades das igrejas em Hong Kong e em Cantão serão tremendamente grandes, a saber: a) as dificuldades entre os cooperadores e b) as dificuldades na igreja. Espero que o que abaixo direi, possa, mediante a graça do Senhor, ajudar a modificar a situação nestas duas igrejas.

1) Aqueles que são líderes precisam aprender a amar os outros, a pensar no bem deles, a ter cuidado por eles, a negarem-se a si próprios por causa deles e a dar a eles tudo o que têm. Se alguém não consegue negar-se a si próprio em benefício dos outros, ser-lhe-á impossível conduzir as pessoas pela vereda espiritual. Aprenda a dar aos outros o que você tem, ainda que se sinta como se nada tivesse. Então o Senhor começará a derramar-lhe a Sua bênção.

2) A força interior de um obreiro deveria equiparar-se à sua obra exterior. Esforços em demasia, avanços desnecessários, inquietações, estreitezas, tensões, falta de transbordar, planos humanos e avanços na frente do Senhor, são todas coisas que não devem ocorrer. Se alguém está cheio de abundância em seu interior, tudo o que emana dele é como o fluir de uma corrente de águas, e não existem esforços demasiados de sua parte. É preciso ser de fato um homem espiritual, e não meramente se comportar como um.

3) Aprenda a ouvir outros, ao fazer a sua obra. O ensinamento de Atos 15 consiste no ouvir, isto é, ouvir os pontos de vista de todos os irmãos porque o Espírito Santo poderá falar por meio deles. Seja cuidadoso, pois ao recusar ouvir a voz dos irmãos, você poderá estar deixando de ouvir a voz do Espírito Santo. Todos os cooperadores e presbíteros devem sentar-se para ouvi-los. Dê a eles oportunidades ilimitadas de falar. Seja gentil, seja alguém quebrantado e esteja pronto para ouvir.

4) O problema de muitas pessoas é não estarem quebrantadas. Pode ser que tenham ouvido a respeito do ser "quebrantado", porém o significado disto lhes foge. Se alguém está quebrantado, não tentará chegar às suas próprias decisões no que toca às questões importantes ou aos ensinamentos, não dirá que é capaz de compreender as pessoas ou de fazer coisas, não ousará tomar para si a autoridade ou impor a sua própria autoridade sobre os outros, nem aventurar-se-á a criticar os irmãos ou a tratá-los com presunção. Um irmão quebrantado não tentará autodefender-se nem se remoer por algo que ficou para trás.

5) Não deve haver nas reuniões nenhuma tensão, tampouco na igreja. Com respeito às coisas da igreja, aprenda a não fazer tudo você mesmo. Distribua as tarefas entre os outros e leve-os a aprender a usar a sua própria discrição ao tomar as decisões. Em primeiro lugar, você deve expor-lhes resumidamente os princípios fundamentais a seguirem e depois se certificar de que agiram de acordo. Evite também aparecer demais nas reuniões, caso contrário os irmãos poderão ter a sensação de que você está fazendo tudo sozinho. Aprenda a depositar confiança nos irmãos e a distribuí-la entre eles.

6) O Espírito de Deus não pode ser coagido na igreja. Você tem que ser submisso a Ele, pois, caso contrário, quando Ele cessar de ungi-lo, a igreja se sentirá cansada ou até mesmo enfadada. Se o seu espírito estiver forte, ele alcançará e tomará a audiência em dez minutos; se estiver fraco, não adiantará gritar palavras estrondosas ou gastar um tempo mais longo, o que, inclusive, poderá ser prejudicial.

7) Ao liberar uma mensagem, não a faça demasiadamente longa ou trabalhada caso contrário, o espírito dos santos tenderá a sentir-se enfadado. Não inclua pensamentos superficiais ou afirmações rasteiras no conteúdo da sua mensagem; evite exemplos infantis, bem como raciocínios passíveis de serem considerados pelas pessoas como infantis. Aprenda a concluir a liberação do âmago da mensagem dentro de um período de meia hora. Não imagine que, o fato de estar apreciando a sua própria mensagem, significa que as suas palavras são necessariamente de Deus.

 8) Uma tentação com que freqüentemente nos deparamos numa reunião de oração é querer liberar uma mensagem ou falar por tempo demasiado. Uma reunião de oração deve ser consagrada à oração; muito falatório levará à sensação de sentir-se lesado, com o que a reunião se tornará um fracasso.

9) A obra em Kuling, Fukien, em 1948, foi um caso excepcional. Os obreiros precisam aprender muito antes de assumirem uma posição onde tenham de lidar com problemas ou com pessoas. Com um aprendizado inadequado, um conhecimento insuficiente, um quebrantamento incompleto e um juízo indigno de confiança, seremos incompetentes para lidar com os outros. Não tire conclusões precipitadas; mesmo quando se estás prestes a fazer algo, deve-se fazê-lo com temor e tremor. Não trate com leviandade as coisas espirituais. Pondere-as no coração.

10) Aprenda a não confiar unicamente nos seus próprios juízos. O que se considera correto pode não sê-lo; o que se considera errado, do mesmo modo pode não sê-lo. Se alguém está determinado a aprender com humildade, levará pelo menos alguns poucos anos para terminar de fazê-lo. Portanto, por ora, você não deve confiar demasiadamente em si mesmo ou estar muito seguro a respeito do seu modo de pensar.
 

11) É perigoso às pessoas na igreja seguirem as suas decisões antes de você ter atingido o estado de maturidade. O Senhor operará em você para tratar com os seus pensamentos e para quebrantá-lo antes que você possa compreender a vontade de Deus e ser, então, a Sua autoridade. A autoridade baseia-se no conhecimento da vontade de Deus. Onde não esteja manifestada a vontade e o propósito de Deus, não há autoridade.

12) A capacidade de um servo de Deus deve ser constantemente expandida por Ele. Penso que Ele está fazendo isto atualmente; não é preciso que você olhe para dentro de si, já que isto o levaria a sentir-se desanimado. Pode ser que Deus deseje que você assuma a responsabilidade da liderança. Quanto à obra em Hong Kong, é possível que alguns irmãos venham a sentir-se impelidos a juntar-se a ela. Creio que devemos descansar quanto a esta questão.
 

No Senhor, Nee To-Sheng  (Watchman Nee)

(*) K. H. Weigh, compilador de /O Testemunho de Watchman Nee – Um Testemunho Único.