domingo, 28 de fevereiro de 2010

INIMIGO DE CONTENDAS.


 

"Convém, pois, que o bispo seja... inimigo de contendas..."

I Tim. 3.2-3.

 

Durante esta minha caminhada na vida cristã, tenho notado que na edificação da Igreja, a coisa que se dá mais valor é aos governos. Longe de mim desprezar algo tão importante e que foi estabelecido pelo Senhor.

Mas é pelos governos que o Senhor começa a edificar a Sua Igreja? Será que a cobertura como chamam alguns é mais importante do que o fundamento e a edificação? Podemos começar pela cobertura?

Como tem nos ensinado o Espírito de Deus, não basta voltarmos e tomarmos na história algum exemplo. Por melhor que seja um testemunho na história, temos que voltar ao princípio. Em I Coríntios 12, no verso 28, o apóstolo Paulo nos ensina: "E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas".

Não é por acaso que Paulo usa a expressão: primeiramente, segundo e terceiro. Ele inicia dizendo: "a uns", para nos ensinar que não são todos, mas entre todos, Deus põe alguns. Deus é quem separa, prepara, e capacita alguém para o apostolado, para ser profeta ou qualquer outro serviço, e isto desde o ventre da mãe (Gal. 1.15-16; Jer. 1.5).

Em todos eles é necessário o Senhor trabalhar o caráter de Cristo antes. Se tomarmos como figura, desde o antigo testamento até hoje, todos que pelo caminho da cruz passaram a viver pela vida de Cristo, tiveram uma característica única: mansidão e humildade de coração.

Por acaso não são essas mesmas o caráter do nosso Senhor? Pois Ele mesmo disse: "...aprendei de mim que sou manso e humilde de coração" Mt. 11.29.

Em todos eles também vemos algo em comum, todos tiveram que ser trabalhados e quebrantados pela cruz por vários anos antes de estarem aptos para o serviço. Todos tiveram que passar pela escola de Cristo, para expressar a Sua Vida, o Seu caráter manso e humilde.

Agora chegamos aos governos propriamente ditos em cada Igreja. Os bispos ou presbíteros têm a sua função importante e de governo ao seu tempo. Antes deles temos primeiramente na Igreja apóstolos, depois profetas, e em terceiro mestres, milagres, dons de curar, socorros (piedade), e depois então governos.

Quem aspira ao episcopado, excelente obra aspira, mas antes tem que ser provado, quebrantado, negar-se a si mesmo e tomado cada dia a sua cruz. Porque não são as nossas qualidades que temos que expressar na Igreja, mas o caráter de Cristo.

Chama-nos  a atenção também uma das qualidades que tem que ter o bispo: inimigo de contendas. Além de ter o testemunho da sua casa, também para alguém ser um obreiro aprovado tem que ser inimigo de discussões acerca de doutrinas, inimigo daquilo que causa divisão. Antes ser compassivo, inclusivo, e receber a todos quantos o Senhor tem recebido.

Os presbíteros e os diáconos são homens santos aperfeiçoados que fazem a obra do ministério para a edificação do Corpo de Cristo, mas Cristo é o padrão; Cristo como a cabeça e Cristo sendo tudo e em todos.

Na Igreja do Senhor não cabe o homem, só Cristo. Não nos sujeitaremos a Ele? (via email...)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

AUTORIDADE VS. ESPÍRITO DE LIDERANÇA


"Porquanto os ensinava como tendo

autoridade; e não como os escribas.

Mateus 7.29.

 

Se observarmos quando várias crianças se reúnem para brincar, uma delas, ou pelo menos duas delas se destacam e tomam o domínio sobre todo o grupo. A princípio, se há mais do que uma no comando, elas lideram juntas, mas logo uma vai querer suplantar a outra. Caso uma não suplante a outra, logo iremos ver dois grupos, liderados por cada uma delas. Isto é chamado pelos psicólogos de 'espírito de liderança'.

Isto é muito claramente encontrado entre as crianças, nos adultos e também entre os denominados cristãos. Mas será que este 'espírito de liderança', tão bem quisto e até desenvolvido no mundo é também aceito no Reino de Deus? Jesus disse: "E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim..."Lucas 22.24-25.

Todos aqueles que exercem este tipo de autoridade são até chamados de benfeitores como disse Jesus. No mundo podemos até entender que pensem assim, mas não na Igreja de Jesus Cristo. Este tipo de liderança sempre fez muito mal para a igreja: "Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja" III João 1.9-10.

Mas se o espírito de liderança não cabe na Igreja de Jesus Cristo, ela poderá existir sem autoridade? A autoridade no Reino de Deus não consiste em nenhum espírito de liderança, mas em falar e ter vida.

Para se ter autoridade é preciso ter testemunho, fazer primeiramente e depois falar: "Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo o que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar" Atos 1.1.

A autoridade de um pastor não está no seu espírito de liderança, mas em sua carreira de fé. É a maneira de viver e não o seu discurso que lhe atribui autoridade: "Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver". Isto é porque não é ele, mas Cristo nele: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente" Hebreus 13.7-8.

As ovelhas são um exemplo claro disso. Elas não têm líderes entre elas, apenas ovelhas mais velhas que discernem bem a voz do pastor, e servem de exemplo ao rebanho: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" I Pedro 5.2-3.

Na Igreja de Jesus Cristo não cabe o espírito de liderança, mas homens tratados pela cruz, que possam viver e ensinar, não como líderes, mas como servos, servindo de exemplo ao rebanho.

Nisto sim consiste a verdadeira autoridade: "Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve" Lucas 22.26.

(via email...)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Única Unidade!!!


 

"Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem...".

Gênesis 11.7.

 

As coisas de Deus só podem ser compreendidas espiritualmente. O homem entende as coisas do homem, mas não as coisas de Deus. As coisas de Deus ninguém as compreendeu senão pelo Espírito de Deus (I Cor. 2.11).  

Quando tentamos entender as coisas de Deus, sem a revelação do Espírito de Deus, fazemos uma grande confusão. A mente humana é muito prodigiosa, e a carne muito efetiva. E se torna ainda mais perigoso quando conseguimos agrupar várias pessoas em torno de um mesmo parecer. Esta é a unidade feita pelo homem que Deus desaprova.

Um testemunho disso é a torre de Babel. Eles disseram: "Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra" Gên. 11.4.

Esta foi uma tentativa de unidade feita pelo homem, e que Deus destruiu. Toda tentativa do homem de criar uma unidade será destruída por Deus. Seja em torno de um nome, de uma doutrina, de uma dita visão ou coisa parecida.

Se o homem tentar promover qualquer unidade, ele estará competindo com a unidade feita por Cristo. É uma Babel, uma Babilônia.

A única unidade que Deus aprova é a que Jesus realizou naquela cruz: "E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos" Jo 11.52, e que agora é sustentada pelo seu Espírito: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" I Cor. 12.13.

No seu corpo naquela cruz, Ele desfez toda inimizade, fazendo a paz (Ef. 2.15). Reconciliou-nos com Deus e nos fez um com Ele e com todos os irmãos. Um só rebanho, e um só pastor.

Ele cumpriu em Cristo a sua promessa que diz: "Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão. E tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos países, e as trarei à sua própria terra, e as apascentarei nos montes de Israel, junto aos rios, e em todas as habitações da terra" Ezequiel 34.11-13.

Qualquer unidade que não seja a do nosso Senhor Jesus estará competindo com a Sua Glória: "E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um" Jo 17.22.

Não devemos promover nenhum tipo de unidade, somente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz, com toda humildade, mansidão e longanimidade (Ef. 4.2-3). A unidade que já foi feita por Jesus.

Se não guardarmos esta, aí sim, quem estará promovendo divisão somos nós. Uma divisão contra a Sua unidade. Uma obra da carne, sensual, sem nada do Espírito: "Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito" Jd 1.19.

Que o Senhor abra os olhos do nosso entendimento e nos livre de cometermos tais pecados. (via email))