quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Estudando Daniel - C. Chen.
Um dos estudos mais completos que ouvi sobre Daniel. Você será tremendamente impactado ao ouvir tais palavras. Para os dias finais, é de suma importância. Não deixe de ouvir. Fará grande diferença na sua vida com Deus.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Deus é como o orvalho (lindo lindo)
Oseias 14:5 Serei para Israel como orvalho, ele florescera como o lírio e lançara as suas raízes como o cedro do Líbano.
Há várias figuras de linguagem que nos ensinam sobre Deus. Deus é sol e escudo. Deus é torre forte e cidade refúgio. Deus é fogo e luz. Dentre tantas metáforas, queremos destacar uma, a figura do orvalho. O profeta Oseias diz que Deus é como o orvalho para o seu povo. O orvalho cai todas as noites.
Assim é a presença de Deus com você: diária e contínua. O orvalho cai sem o estardalhaço dos trovões e sem o impacto dos relâmpagos. Assim é a presença de Deus com você. Muitas vezes Deus esta presente na sua vida através das coisas mais simples. A ação providente de Deus não está presente apenas nos fatos extraordinários, mas também, e sobretudo, nas coisas ordinárias. O pão sobre a sua mesa, o ar que você respira, a proteção diária dos seus filhos que vão e voltam da escola. Tudo isso é cuidado de Deus. Ele está vindo sobre você como orvalho, refresca e renova os campos, depois de um dia de sol causticante. Deus também vem sobre a sua vida depois das lutas, das lágrimas, do aperto, para renovar suas forças, para consolar seu coração e para encher sua vida de paz. Deus é como o orvalho para você! (recebi via email)
domingo, 6 de novembro de 2011
JESUS, O SOL NASCENTE PARA A ERA TENEBROSA
cente." - Lucas 1:78
Nota da Bíblia - Versão Restauração:
"Jesus Salvador era o sol nascente para a era tenebrosa. A sua vinda pôs fim à noite do Antigo Testamento e deu início ao dia do Novo Testamento. Como o fruto mencionado na bênção de Isabel (v. 42 e nota 2), Ele é vida para nós (Jo 14:6); como o sol citado na profecia de Zacarias, Ele é luz para nós (Jo 9:5; Mt 4:16). Como tal, Ele é o Realizador e o centro da redenção de Deus, para o Seu povo obter salvação."
domingo, 30 de outubro de 2011
Uma Definição de Apostasia
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Quem restaura a Igreja?
domingo, 4 de setembro de 2011
Viver de Modo Digno
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; (Cl 1:9-10)
A fim de viverdes de modo digno do Senhor. Que lindo, que prático. O entendimento espiritual tem essa finalidade. Sabe qual é o contexto original da palavra digno? Muito precioso: harmônico. Significa que o maestro está ali com a batuta, regendo, e a orquestra só faz os movimentos que ele determina. Harmônico. Imagine ele fazer um movimento aqui, e a orquestra fazer outro lá, que desarmonia. Então, na medida em que o Senhor nos concede Espírito de sabedoria e de revelação, nós temos entendimento espiritual. Esse entendimento espiritual vai fazer o quê conosco? Nós vamos seguir a batuta do Maestro. A fim de viverdes de modo harmônico, digno do Senhor. E não apenas isso, olha a próxima frase, que linda: para o Seu inteiro agrado. Ah, irmãos, essa é a motivação da vida cristã.Nós não fomos chamados para ser obreiros de Deus; não inverta as coisas. Nós não fomos chamados para fazer isso, ou fazer aquilo. Nós fomos chamados para SER para Deus. Ser para a Sua satisfação. É só na medida em que somos, que nós podemos fazer o que agrada a Deus.
O cristianismo atual tem sofrido 3 inversões drásticas:
1) Colocar o fazer na frente do ser. Não há nenhum versículo do Velho Testamento que diga assim: sede poderosos, porque Eu, o Senhor seu Deus, sou Poderoso. Fazer, né? Mas há muitos, dezenas, que dizem o que? Sede santos, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. Não é impressionante?Então essa inversão entre o ser e o fazer, o fazer ter a frente do ser, isso nos leva a perder o rumo espiritualmente. Porque nós colocamos a obra à frente do ser para Deus.
2) Poder na frente de santidade. Nunca a Palavra de Deus faz essa inversão. Se queremos viver vidas com poder, poder de testemunho, poder de influência, poder de impacto, então sejamos santos, porque santidade é a base do poder. Em primeiro lugar, porque não há poder em nós. Quem somos nós, irmãos? O Espírito Santo é Espírito de poder. Então a única maneira de vivermos vidas que reflitam um impacto, um poder de influência, é se o Espírito de poder, o Espírito Santo, Ele não encontrar em nós motivos de entristecimento. Por isso em Efésios 4:30 Paulo vai dizer o que? “E não entristeçais o Espírito de Deus no qual fostes selados.” Se Ele estiver entristecido o poder vai embora, porque Ele é o Espírito de poder. A santidade vem antes de poder.
3) Carisma na frente de caráter. O Senhor quer edificar em nós caráter. Caráter tem que ser a base do carisma. Sabe o que é carisma sem caráter? É vc colocar uma espada na mão de uma criança de 3 anos de idade. Ela vai ferir a si mesma e a todos que estão ao seu redor. Um carisma sem caráter. Isso não é o caminho do Senhor. O propósito de Deus é formar em nós um caráter. “Contemplando como por espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória.” Isso é caráter. Porque glória não é um atributo de Deus. Glória é uma palavra para designar o que Deus é em Si mesmo. Onde Ele está, há glória. Onde Ele não está, não há glória. Então, “transformados de glória em glória” é só uma outra maneira de dizer “transformados no que Ele é”. Tanto que o verso diz “de glória em glória à Sua própria imagem”. Porque glória é o que Ele é. E quem faz esse trabalho? O Espírito do Senhor. Então, caráter e carisma. Muitos, em meio à obra de Deus, tem destruído o que o carisma fez, pela falta de caráter.
Trecho da mensagem:
Cristo, o Centro: Deus-Homem
Irmão Romeu Bornelli
http://www.sopalavra.org.br
(Fonte: Facebook da Viviane Degaspari)
domingo, 14 de agosto de 2011
Um Antigo Mandamento
"Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o
mandamento antigo, que desde o princípio tivestes"
I João 2.7.
João quando lembrava a Igreja do Senhor deste antigo mandamento, falava em tempos de queda, da perda do primeiro amor, do amor ao Senhor, e consequentemente o amor uns pelos outros.
Toda a lei e os profetas, disse Jesus, se resumem nestes dois mandamentos: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" Mateus 22.37-39.
Mediante esta palavra do nosso Senhor, quem é o que ama a Deus? O próprio Senhor responde dizendo: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama... Se alguém me ama, guardará a minha palavra... Quem não me ama não guarda as minhas palavras" João 14.21, 23 e 24.
E qual é o mandamento que o Senhor nos deu desde o princípio? Que nos amemos uns aos outros. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, disse Jesus (João 15.12).
Por que o Senhor nos deixou este mandamento? Porque Ele conhecia quem estava amando e salvando; homens de toda a tribo, língua, povo e nação. Bárbaros, citas, escravos, livres, judeus, gregos, homens e mulheres.
Como conviver e ter unidade com tantas diferenças de raças e etnias? Era necessário o mandamento. Tanto é assim que podemos constatar o que aconteceu conosco, com a cristandade, por não observarmos este mandamento. Temos que primeiro reconhecer a nossa triste realidade, e depois nos arrependermos, e voltar ao primeiro amor.
O Senhor nos ensina que não guardar os seus mandamentos é falta de amor a Ele, e a falta de amor a Ele é falta de conhecimento dEle: "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor" I João 4.7-8.
Não há como conhecer a Deus e não amá-lo, e não há como amá-lo e não amar ao que dEle é gerado. Uma coisa é conseqüência da outra.
O que podemos constatar então é que nós - o seu povo -, estamos perecendo por falta de conhecimento de Deus (Oséias 6.4). O abandono do primeiro amor começou pela desobediência do mandamento de amarmos uns aos outros, e consequentemente o amor ao Senhor, e tudo por causa da falta de conhecimento de Deus.
O fraco julgava o forte, e o forte desprezava o fraco. Uns diziam que eram de Paulo, outros de Apolo e outros de Cefas. Já não recebiam mais aqueles que Cristo tinha recebido, e então a queda.
O arrependimento deve começar pelo primeiro amor, mas isto está relacionado com o conhecimento de Deus. Não havendo conhecimento de Deus não há revelação da nossa miséria, podridão e perdição; ao contrário, só haverá soberba.
É no conhecimento de Deus na face de Cristo que vemos a nossa miséria e quanto o nosso Deus é misericordioso. Na sua luz vemos as nossas trevas e o quanto Ele nos amou, e então iremos amá-lo verdadeiramente.
Amando-o guardaremos a sua palavra, e guardando a sua palavra iremos amar os nossos irmãos. Será fácil amar um irmão, se tivermos revelação clara de onde o Pai tirou a todos nós: de um charco de lodo, de um poço de perdição; e onde nos colocou em Cristo: nos lugares celestiais.
Amai-vos uns aos outros é um mandamento do nosso Senhor. Ele não requereria algo se antes não nos fosse dado; por isso Ele mesmo é quem derramou este amor nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (via email)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Veja esse texto!
Sermão do Monte
"E, abrindo a sua boca, os ensinava...".
Mateus 5.2.
O sermão do monte é o marco que iniciou a caminhada de Jesus no seu ministério de ensino aos seus discípulos. Depois de separar seus doze apóstolos, percorreu toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino de Deus, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Assim a sua fama correu por toda a Síria. De sorte que o seguiam grandes multidões. Jesus, pois vendo as multidões, subiu em um monte e passou a ensiná-las sobre o Reino de Deus.
E abrindo a sua boca, disse-lhes: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno" Mateus 5.21-22.
O propósito eterno de Deus era fazer uma grande família à imagem e semelhança de seu Filho. Jesus é quem primeiro nos trouxe o nome do Pai e de irmãos: "Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus" Mateus 23.8-9.
Na sua morte, Jesus nos fez morrer para esta geração corrupta e perversa, e Deus nos fez nascer de novo pela ressurreição juntamente com Cristo, para a glória dos filhos de Deus: "Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição" Lucas 20.36.
A justiça dos escribas e fariseus era não matar. A justiça de Cristo, que excede a dos escribas e fariseus é amar. Ele nos deixou este mandamento: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" João 13.34-35. A lei dizia: não matarás. Jesus nos ensina que devemos amar uns aos outros e não se encolerizar contra o irmão, nem dizer que ele é louco ou qualquer coisa semelhante, e muito menos julgar o irmão.
Nenhum pai de família gosta de ver sua família dividida ou em contendas. Deus também abomina aquele que promove tal coisa entre os irmãos: "Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos"Provérbios 6.16-19.
Os verdadeiros irmãos, não devem ter questões entre si: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união" Salmos 133.1. Caso isso aconteça, não devemos nos encolerizar ou maldizer os irmãos, mas amar, suportar e perdoar: "Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe" Lucas 17.3-4.
Essa é a maneira como devemos andar na Casa de Deus, coluna e esteio da verdade: "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição" Colossenses 3.12-14, e não se encolerizar, julgar ou maldizer o irmão. Amém. (via email)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O BISPO NÃO DEVE SER CABEÇUDO
A Igreja é a “família de Deus”. Também é a “Casa de Deus”.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Jesse Pizarro - Sumare - SP - Palavra de Alento. 15-05-2011.mp3
Vale a pena ouvir!!! Transparência e uma abordagem clara do que é viver a vida da igreja de forma adequada. Desfrutável. Foi ministrada aos irmãos de Sumaré.
sábado, 21 de maio de 2011
O ENGANO DO PRÊMIO DE BALAÃO
Gostaríamos, na graça do Senhor e na força do seu Espírito, compartilhar em três meditações o texto de Judas, no verso 11, que diz: "Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré". Na meditação anterior vimos sobre o caminho de Caim, nesta meditação vamos ver sobre o engano do prêmio de Balaão.
Talvez este assunto possa ferir algumas pessoas, mas isto só irá mostrar a conformidade de alguns chamados cristãos, com os mesmos caminhos, enganos e contradições em suas vidas. Judas escreveu estas palavras há quase 2 mil anos, para que os irmãos pelejassem com ele pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos. Porque naquela época tinham se introduzido homens ímpios, que já antes estava escrito para este mesmo juízo, que estavam dissolvendo a graça de Deus, e negando o único soberano e Senhor nosso: Jesus Cristo (v.3). Se já era assim naquele tempo, que diremos hoje!
O livro de Números, nos capítulos 22 a 24 nos fala de Balaão. Balaão foi um profeta comprado por Balaque, rei dos moabitas. Balaão era um profeta que profetizava por dinheiro, e recebeu uma paga para amaldiçoar o povo de Israel. Em Apocalipse, capítulo 2, no verso 14 diz que ele ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
Como Balaão foi impedido por Deus de amaldiçoar o povo de Israel, então para que não perdesse a sua paga, ensinou a Balaque que fizesse com que o povo de Israel se prostituísse com as mulheres moabitas, e daí fizesse com que eles se prostrassem diante dos seus deuses: "E Israel deteve-se em Sitim e o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Elas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu, e inclinou-se aos seus deuses" Números 25.1-2.
Judas usa a expressão "foram levados pelo engano do prêmio de Balaão", e Jesus diz a Igreja de Pérgamo que ele "ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem". Mas ambos estão se referindo a uma só coisa, a profetas que recebem prêmio, recebem paga ou salário para profetizarem, e com isto, lançam tropeço aos filhos de Deus; isto para que se prostituam com outros mulheres, que não a virgem pura, mas as meretrizes da terra (Apoc. 17.5).
Não há um lugar nas Escrituras que diz que um profeta deve receber salário para profetizar. Quando Jesus disse que "digno é o obreiro do seu salário"não estava dizendo que um obreiro deve trabalhar por salário, mas que por onde passasse seria cuidado pelos irmãos: "Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento" Mateus 10.9-10.
A provisão para os que pregam a Palavra deve vir do coração voluntário dos próprios irmãos, pelo mover do Senhor em seus corações (Êx. 25.2), e não de uma paga. O Senhor diz que aquele que recebe um salário como paga, o recebe como dívida e não como dádiva (Rom. 4.4-5). E quanto a isto Jesus disse: "de graça recebestes, de graça dai" (Mat. 10.8). Jesus diz isto porque toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes (Tg.1.18). Toda dádiva para ser uma bem-aventurança deve vir do alto, de Deus.
Por isso é que no final da caminhada com os seus discípulos Ele lhes perguntou: "E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada" Lucas 22.35. Na casa do Senhor nunca faltará sustento para o servo, isto porque quando alguém é chamado para o ministério do Senhor não é chamado como escravo, mas como amigo, ainda que ele sirva. Mesmo se fosse um escravo não ficaria sem receber o alimento do seu bom senhor.
O ministério é uma relação de amor entre o servo e o seu Senhor, e não uma troca de favores a qual um paga e o outro cumpre. Somos servos por amor de Jesus e não para cumprir uma tarefa pela qual estamos sendo pago. Todo aquele que recebe salário para profetizar, com toda certeza está andando pelo engano do prêmio de Balaão e lançando tropeço para que o povo se prostitua.
E no texto de Judas acima, mostra que são homens que entraram pelo caminho de Caim, onde a salvação está no homem e se dá pelas obras; e para estabelecerem isto, recebem salário para fazerem o povo se prostituir. Mas há algo também que devemos notar no texto de Apocalipse capítulo 2, nos versos 14 e 15, que a doutrina de Balaão segue junto à doutrina dos nicolaítas.
Isto porque todo aquele que recebe salário para profetizar é considerado alguém especial, diferenciado dos outros. A doutrina dos nicolaítas ensina que a Igreja está dividida em dois grupos de pessoas: os nicos, os especiais, os espirituais, os principais, e o laico, o laicado, o resto do povo. É fácil notar porque uma doutrina anda abraçada com a outra. Se dermos um prêmio para alguém profetizar é porque o diferenciamos dos outros, o consideramos alguém destacado em relação aos outros.
Um abismo vai chamando outro abismo como diz o Senhor. Primeiro começam a fazer diferenças entre os irmãos, depois desejam que aquele ou aqueles irmãos especiais ministrem. Daí desejam que sejam separados e para isto lhes pagam um salário. Aí os põem como líderes, e dividem o povo de Deus. Com as divisões o povo segue o homem e a sua doutrina e não o Senhor e a Sua Palavra. E chegam a tal ponto de dar nomes aos seus grupos para se diferenciarem dos outros.
Paulo disse que este dia chegaria, e que seriam tempos angustiosos: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" II Timóteo 4.3-4.
Paulo anteviu, e exorta a Timóteo e a nós que este dia chegaria. Cerca de 30 anos depois, João escreveu o que Jesus lhe mostrou, que tinha alguns que já seguiam a doutrina dos nicolaítas. Creio que nos dias de hoje grande parte da dita cristandade vive seguindo a doutrina de Balaão e dos nicalaítas. Mas ainda é tempo de arrependimento para o povo de Deus: "Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca"Apocalipse 2.16.
Se há algum filho de Deus que segue por tradição essas doutrinas, deve se arrepender. Porque se recebemos um salário ou buscamos uma glória que provém do homem, onde estará o nosso galardão? Quando recebemos um salário para ministrar a Palavra de Deus já recebemos a nossa paga. E se cobiçamos coisas altivas, como cargos e benefícios, não há em nós um coração do Senhor, que nos amou e deu a vida pelos seus irmãos. Se formos infiéis no pouco, como Ele poderá nos colocar sobre o muito no seu Reino?
Se ministramos algo é porque o recebemos de Deus. E se o recebemos de Deus de graça, como podemos vendê-lo? E se consideramos como nossa própria, estaremos nos gloriando como se não tivéssemos recebido. A Palavra não vem de nós, mas ela vem a nós pela graça de Deus (I Cor. 4.7 e 14.36). Não há como se gloriar em nada, e muito menos fazer qualquer diferença entre irmãos. Se alguém recebe ou dá é pelo Senhor. Da sua mão recebemos e da sua mão é que damos (I Cro. 29.12 e 16). Qualquer que usurpar esta glória, lhe será cobrado naquele dia.
Aquele que ministra a Palavra não precisa se preocupar com o seu sustento, porque isto é cuidado daquele que o chamou. Ninguém vai à guerra às suas próprias custas. Se o Senhor chama alguém e o separa para o ministério, não é porque ele é alguém especial, ao contrário, é porque ele é inútil: "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" Lucas 17.10. E porque é inútil em si mesmo não tem do que se gloriar: "Porventura gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele, ou presumirá a serra contra o que puxa por ela, como se o bordão movesse aos que o levantam, ou a vara levantasse como não sendo pau?" Isaías 10.15.
Que o temor do Senhor que foi colocado em nossos corações nos livre do mal. Mas como diz Judas, temos que pelejar pela fé que uma vez foi dada aos santos, porque muitos tem andado por este caminho; dissolvem a graça e negam o único Soberano e Senhor nosso: Jesus Cristo. Amém. (site charis)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Estamos na Vontade de Deus?
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
ALVO DE CONTRADIÇÃO.
"Eis que este é posto... para ser alvo de contradição".
Lucas 2.34.
Muitos de nós cristãos, quando estávamos no princípio de nossa vida cristã, não tínhamos problema algum, ao contrário, éramos nós que causávamos os problemas. Como criancinhas em Cristo, ainda carnais, vivemos em contendas e invejas, como os homens naturais (I Coríntios 3.1-3).
Mas a medida que vamos crescendo no conhecimento de Cristo, e vamos sendo transformados de glória em glória na sua imagem, vamos aprendendo que os sofrimentos fazem parte da vida de um cristão que está amadurecendo em Cristo. As tribulações, as necessidades, as angústias por amor de Cristo, produzem cada vez mais um eterno peso de glória (II Coríntios 4.8-18).
A Palavra nos ensina que devemos nos gloriar não somente em sua obra redentora, mas também nas tribulações, porque elas nos fazem crescer, amadurecer, e a viver em esperança por um amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Romanos 5.1-5).
Continuando neste crescimento, o que antes ouvimos, passamos a experimentar, no que diz respeito ao que resta das aflições de Cristo. Entramos então por uma vida de piedade, e aí acontece algo que para nós é muito difícil assimilar: a perseguição. "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" II Timóteo 3.12.
Como o salmista diz, se a perseguição viesse dos inimigos, poderíamos suportar. Se fosse de um adversário poderíamos nos esconder, mas a perseguição vem por alguém que é nosso companheiro e amigo íntimo. Pessoas que conversávamos tranquilamente e juntos andávamos na casa de Deus (Salmos 55.12-14).
A princípio é muito difícil assimilarmos isto. Tentamos por muitas vezes procurar um meio de andar em paz, mas não encontramos meios. Buscamos em nós meios para promover uma paz, mas não a encontramos, até que o Senhor nos revela que Cristo em nós, é que se torna alvo de contradição.
O alvo indica um centro. É no meio da nação de Israel que Cristo se tornou e se torna alvo de contradição, e não aos que são de fora. Ele, Jesus Cristo, a nossa vida, foi posto por Deus para ser alvo de contradição no meio do seu povo.
Quando Cristo ainda não está formado em nós, o que aparece é o nosso homem exterior, mas quando a cruz começa a operar em nós, e Cristo começa a manifestar a sua vida gloriosa, aí começam as contradições.
Sofremos a contradição, mas ela não vem por causa de nós, mas por causa da Pessoa gloriosa do Senhor Jesus, que por Deus foi posto como pedra angular, e alvo de contradição: "Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus" I Pedro 4.14.
Regozijemos-nos irmãos, por sermos participantes dos seus padecimentos, porque com Ele seremos glorificados (Romanos 8.17). Amém.
(recebi via email...)
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Como Agradar ao Senhor. (texto muito prático)
Certa vez um irmão, ao perceber o significado do batismo nas Escrituras, desejou ser imerso. Mas seu pai não aprovou a decisão. O filho, então, experimentou uma grande luta interior. Seu dilema era que, se fosse imerso, magoaria o coração do pai; mas, se não fosse imerso, seria desleal à palavra do Senhor. Enquanto debatia em seu coração sobre o assunto, foi-lhe dada uma palavra pelo Senhor: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim" (Mateus 10.37). Aqui encontrou-se com o assunto do preço. Agradaria ao Senhor ou a seus pais? Graças a Deus, que o amor de Cristo o capturou de modo tal que finalmente foi batizado por imersão. A história deste irmão ilustra algo crítico: se desejar agradar ao Senhor, deve ser completamente obediente à verdade do Senhor. Tivesse Paulo em seus dias contemporizado, um pouquinho que fosse, com os crentes gálatas e não tivesse tomado a verdade com a seriedade que lhe é devida ou tivesse ele proferido palavras ambíguas, teria recebido o bem-vindo e a amizade dos gálatas. Mas ele já havia contado seu preço. Acontecesse o que acontecesse, ele não podia agradar os homens, mas sim a Deus; doutra forma, não podia ser servo do Senhor. Ele preferiria ser tomado como inimigo deles a não dizer a verdade. "Compra a verdade, e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução, e o entendimento" (Provérbios 23.23). A verdade precisa ser comprada: requer o pagamento de um preço. Se deseja agradar ao Senhor e ficar do lado da verdade, você terá de pagar o preço. Se vir a verdade claramente, deve obedecer-lhe até o fim. Quão triste é que, por amor ao agradar aos homens e não estarem dispostos a pagar o preço, muitos cristãos têm feito desvios concernentes à verdade. Porém a verdade só pode ser comprada; nunca está em liquidação. A verdade não permite nenhuma mudança. É como a coluna de uma casa (comparar com Apocalipse 3.12). A coluna não é como uma janela ou uma porta que podem ser alteradas no tamanho e dimensão. É imóvel; não pode ser esticada ou encurtada à vontade. Em outras palavras, a verdade é absolutamente imutável. No caso de não sermos capazes de pagar o preço e de obedecermos a alguma verdade, então julguemos a nós mesmos confessando nossas fraquezas. Não podemos rebaixar a verdade por causa de nossa incapacidade de cumpri-la ou porque nos afetará demasiadamente. Doutra forma, incorreremos em conseqüências sérias perante Deus. Ora, já vimos pelas Escrituras que todos os filhos de Deus são seus servos. Além disso, a palavra do Filho de Deus informa-nos que o servo não é maior que seu Senhor (João 15.20). A estrada que nosso Senhor palmilhou na terra é a estrada que também devemos palmilhar. O que ele recebeu na terra deve também ser o que receberemos. Se confessarmos-nos servos do Senhor, deveremos ter como atitude fundamental o querer agradar ao Senhor. Se este assunto não for resolvido, mais cedo ou mais tarde desistiremos do curso que nos foi proposto. Pessoas incontáveis têm-se desviado deste caminho porque amaram mais a glória dos homens que a glória de Deus. Oh, quão profundamente arraigado em nós está este assunto da glória dos homens. Somente depois de muito lidar e muito aprender pode ele ser removido da medula de nossas almas. Desde o dia que o homem comeu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a glória dos homens tornou-se um problema básico na alma do homem. Cada um de nós tem seu próprio trono, e esse trono é construído sobre a glória dos homens. Mas se desejamos ser servos fiéis do Senhor, devemos descer de nossos tronos. Doutra forma, não seremos capazes de servir a nosso Senhor. Hebreus 12.2 nos diz que nosso Senhor Jesus suportou a cruz, desprezando a vergonha. Ele de boa vontade escolheu a cruz. E a cruz não é somente a morte, é também vergonha. Se você já foi realmente quebrantado pela cruz, haverá para você uma experiência clara de ter desprezado a vergonha. O fracasso de muitos cristãos é causado pelo medo da vergonha. Por causa do amor à glória dos homens não estão dispostos a deixar seus próprios tronos.
Não pense que nascemos com humildade e gentileza. Não compreendemos quão orgulhosos somos. Quem sabe o quanto a graça de Deus precisa operar em nós antes de descermos de nossos tronos e sermos libertos do engodo da glória dos homens! Possa Deus ser-nos gracioso e dar-nos um coração que agrade ao Senhor e que por sua graça possamos ser servos fiéis. Que possamos antecipar aquele dia quando todos nós daremos contas no julgamento de Cristo e que possamos ouvi-lo dizer: "Muito bem, servo bom e fiel" (Mateus 25.21).
domingo, 9 de janeiro de 2011
Descansando com minhas Princesas!
Nada como alguns dias sem celular e internet!!! Foi mto bom curtir minhas amadas. Divido com você esse momento gostoso.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
DÍZIMOS. (É IMPORTANTE LER ATÉ O FIM)
OBSERVAÇÃO: Sugerimos aos amados em Cristo, a ler o texto até o fim, preferencialmente acompanhado da sua Bíblia, para que tenham fundamento bíblico para formar uma opinião.
O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da "igreja". Mas, será que Deus ainda exige que pratiquemos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício do Senhor Jesus para remir o homem do pecado? Vamos conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado dízimo, o qual está sendo levado aos fieis de forma desvirtuada, por muitos pregadores.
Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa, sobre o nosso assunto:
Dízimo: A décima parte.
Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.
Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas.
Os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:
Deuteronômio 14.24-27: E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.
Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.
Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.
O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito hoje, porque o dízimo foi destinado para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje, não há mais a personagem representativa do levita entre nós.
Porem, alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 tentando justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. No entanto se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5-12 e Neemias 12.44-47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro. Disse o Senhor: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?
Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc. Leia o estudo A REVELAÇÃO DO CAPÍTULO 3 DE MALAQUIAS para discernimento espiritual sobre a Palavra do Senhor texto.
Ainda em II Crônicas 31.13-19, a lei menciona que o dízimo era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor.
Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder ou para o dono da igreja, como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco para realizar obras missionárias ou para construir templos.
OS DÍZIMOS ANTES DA LEI
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.
O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo dizimar tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.
Em ambos acontecimentos, não há registro na palavra que tenha havido ordenanças para que se dizimassem. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.
Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolida.
O DÍZIMO PELA LEI
Números 18.21-26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.
Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.
Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou.
Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, é individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus (Mateus 6.1-4).
Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24) com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.
Como também fora ordenado as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da Palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.
O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO
No Evangelho de Marcos 16. 15, 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.
Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Esse foi o propósito do Senhor ao oferecer o seu sangue em sacrifício vivo. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento? Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é exumar uma lei sucumbida e mutilar o Evangelho de Cristo, sobrecarregando as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si.
No Evangelho de Cristo Ele nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aosdízimos, foi com censura. Vejamos:
Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.
Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:
Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconhecendo-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei. Vejamos:
Mateus 5.17,18: Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
E verdadeiramente Ele cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.
Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, sendo introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.
O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou (João 13.34)e, se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).
Em Mateus 5.20 disse Jesus à multidão e aos seus discípulos: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.
Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordenava o dízimo. Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida. O amor, a graça e a paz do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.
A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.
Isso acontece hoje exatamente da mesma forma, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.
A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS
Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.
Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos. Agora note o relato do versículo 11:
Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).
Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei.
Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente se faz mudança na Lei.
Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente aos filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os “pastores” de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João (Lucas 16.16), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).
Portanto, apenas esses três versículos (5,11,12) do capítulo 7 da carta aos Hebreus, seria suficiente para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do Senhor Jesus.
AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM
A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fieis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê:
Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.
Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).
No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo afirma que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26,onde disse Jesus: Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida. Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.
Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto. Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria. Para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.
Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: A circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8-13), a santificação do sábado (Levíticos 23.3), o apedrejar adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. É bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.
Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das denominações.
O que também é bíblico, e o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na Palavra, separando a Velha Aliança do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios 15.1, 2). Porém hoje, qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios 2.13 a 15).
Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações.
Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).
O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária.
Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor.
Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida pela aspersão do seu sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).
Gálatas 5.14: Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.
(retirado de um site cristão)