quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Prova da Fé

A Prova da Fé

Watchman Nee

 

"Quando nos posicionamos na fé, não existe montanha que possa permanecer imóvel."

Leiamos um versículo em 1 Pedro 1:7 que diz: "Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo " (VRC). Desejo compartilhar algo com respeito à prova da fé. A Bíblia nos revela que não pode haver fé sem que seja provada. Toda fé tem de ser provada. Deve passar pela prova devido às razões que agora discutiremos.

RAZÕES PELAS QUAIS A FÉ DEVE SER PROVADA

Para que Cresçamos

Deus prova nossa fé a fim de que cresçamos. Nenhum cristão pode crescer se sua fé não for submetida à prova. A fé do cristão que está crescendo deve ser posta à prova. Posso dizer com toda a certeza que a fé de todo crente deve ser provada. Ela só pode crescer por meio das provas. Prová-la é a única forma de Deus nos ajudar a crescer. Podemos aproximar-nos de Deus e receber toda Sua graça por meio da fé. Uma vez provada a nossa fé, cresceremos espontaneamente.

Para Satisfazer a Deus

Deus prova a nossa fé, não apenas para que cresçamos, mas também para encontrar satisfação. Ninguém que haja crido no Senhor e recebido Sua graça pode evitar a prova da fé. A prova da fé tem como fim demonstrar-nos que ela é autêntica. Apenas a fé autêntica satisfaz a Deus. Uma vez aprovada, ela glorifica o nome de Deus. O nome de Deus é glorificado no mundo mediante uma fé aprovada. Se ao passar por tribulações, perseguições obstáculos e trevas ainda cremos e permanecemos firmes, teremos a fé que glorifica o nome de Deus.

Para Calar Satanás

Deus prova nossa fé não apenas com o propósito de que cresçamos ou de encontrar satisfação para Si; pois nossa fé, uma vez aprovada, fará calar Satanás. Satanás não vai aceitar tão facilmente que tenhamos crido, tampouco nos permitirá dizer que recebemos aquilo em que temos crido. Ele sempre virá para nos enganar e incomodar. Pondo nossa fé à prova, Deus, então, o deixará sem argumento. Ao ver que não lhe cedemos terreno, terá de retroceder. Enquanto conseguir enganar-nos, Satanás nos impedirá e não nos deixará em paz. Se permitirmos, ele até mesmo nos tirará a bênção de Deus. Não nos largará até haver esgotado todos os recursos. Deus tem de provar nossa fé para fechar a boca de Satanás.

Parte do capítulo 8 do livro: A Vida que Vence

Editora: Árvore da Vida 

sábado, 25 de outubro de 2008

O Sol e a Lua

O Sol e a Lua

 

 

Uma linda ilustração do Senhor Jesus e a Sua Igreja.

 

O Sol

O sol é o grande centro de luz, o centro do nosso sistema. Em redor dele giram os astros menores. Dele recebem, também a sua luz. Por isso, o sol pode, legitimamente, ser visto como um símbolo próprio d’Aquele que em breve há de levantar-Se, trazendo cura nas Suas asas, para alegrar os corações daqueles que temem o Senhor. A aptidão e beleza do símbolo são inteiramente claras para quem, tendo passado a noite em vigília, presencia o nascer do sol dourando com os seus raios o céu oriental. As neblinas e as sombras da noite são dispersas, e toda a criação parece aclamar o regresso do astro de luz. Assim será, em breve, quando aparecer o Sol da Justiça. As sombras da noite fugirão, e toda a criação regozijar-se-á com o raiar de uma “manhã sem nuvens” – o alvorecer de um dia brilhante e interminável de glória.

A Lua

A lua, sendo por si mesma opaca, recebe toda a sua luz do sol. A lua reflete sempre a luz do sol, salvo quando a terra e as suas influências intervêm. Tão depressa o sol se põe no nosso horizonte, a lua apresenta-se para receber os seus raios de luz e refleti-los outra vez sobre o mundo na escuridão; ou no caso de ser visível durante o dia exibe sempre uma luz pálida, como resultado inevitável de aparecer na presença de maior claridade. É verdade, como tem sido observado, que o mundo às vezes interpõe: nuvens escuras, neblinas cerradas, e vapores gelados, também, levantam-se da superfície da terra e ocultam da nossa vista, a luz prateada da lua.

Contudo, assim como o sol é o símbolo lindo e próprio de Cristo, do mesmo modo a luz nos lembra admiravelmente a Igreja. A origem da sua luz está oculta para a vista. O mundo não O vê, mas ela vê-O; e é responsável por refletir os Seus raios de luz sobre o mundo de trevas. O mundo não tem meio de conhecer coisa alguma de Cristo senão por meio da Igreja. “Vós”, diz o apóstolo Paulo, “sois a nossa carta,... conhecida e lida por todos os homens”. E acrescenta: “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo” (2 Co 3:2). Que lugar de responsabilidade! Quão sinceramente deve ela vigiar contra tudo que impede o reflexo da luz celestial de Cristo em todos os seus caminhos! Porém, como deve a Igreja refletir esta luz? Permitindo que a luz brilhe límpida. Se a Igreja tão somente andar na luz de Cristo, há de, certamente, refletir a Sua luz; e isto, mantê-la-á sempre na sua própria posição.

A luz da lua não é sua. Do mesmo modo acontece com a Igreja. Ela não é chamada para se mostrar a si mesma ao mundo. Deve, simplesmente, refletir a luz que recebe. É obrigada a estudar, com santa devoção, o caminho que o Senhor trilhou aqui no mundo; e mediante a energia do Espírito Santo, que habita nela, seguir nesse caminho. Mas, ah! O mundo com as suas neblinas, nuvens, e os seus vapores, intervém e oculta a luz e mancha a epístola. O mundo não pode ver muito dos traços do caráter de Cristo naqueles que se chamam pelo Seu nome; na verdade, em muitos casos, eles apresentam um contraste humilhante, em vez de uma semelhança. Possamos nós conhecer Cristo devotamente, de modo a podermos imitá-lo mais fielmente.

Trecho extraído do livro: Estudo Sobre o Livro de Gênesis – C. H. Mackintosh - páginas 12 e 13 – Editora Depósito de Literatura Cristã.

 

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Viver Normal de Um Cristão!!!

"Não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado. Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus; pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivessemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo". (2 Corintios 6:3-10)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Falta de Disposição para Obedecer à Palavra de Deus

Falta de Disposição para Obedecer à Palavra de Deus

 

Não apenas temos os pecados no lado negativo: a Bíblia nos mostra que ser negligente diante de Deus em nossa intenção de obedecer à Sua palavra também é pecado. Irmãos e irmãs, quantos mandamentos de Deus vocês têm lido, e a quantos têm obedecido? Quantos maridos amam a mulher e quantas mulheres se submetem ao marido? Uma irmã disse certa vez que sabia que devia submeter-se ao marido, mas sempre discutia um pouco antes de submeter-se. Ela percebeu com o tempo que nunca havia tido uma verdadeira submissão conforme o padrão do mandamento de Deus. Isso, é claro, é pecado.

Quantos cristãos percebem que estar tristes é pecado? A Bíblia diz que devemos regozijar-nos sempre. Quantos cristãos têm obedecido a esse mandamento? Devemos ver que estar triste é pecado. Todos os que não se regozijam, pecam. O mandamento de Deus diz que por nada devemos estar ansiosos. Se estamos cheios de ansiedade, temos pecado. De acordo com o mandamento de Deus, estar triste e ansioso é pecado. Claro que, de acordo com o homem, estar triste ou ansioso não é pecado, mas a Palavra de Deus diz que a tristeza e a ansiedade são pecados.

Devemos em tudo dar graças. Deus manda que demos graças em tudo. Em tudo devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Mesmo que encontremos dificuldades devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Uma mulher que teve nove filhos pensava que a palavra sobre não estar ansiosos estava equivocada. Ela alegava que uma mãe precisa estar ansiosa. Achava que não estar ansiosa era pecado. Já havia perdido dois filhos em meio à sua ansiedade e acreditava que devia criar os outros sete com ansiedade. Essa irmã não entendia que a ansiedade é pecado; pensava que era sua obrigação estar ansiosa. Regozijar-se sempre é um mandamento de Deus. Não andar ansioso de coisa alguma também o é. Em tudo dar graças, mais ainda, é um mandamento de Deus. A vitória e a força nos capacitam para obedecer o que Deus manda. Os que não conseguem vencer não são capazes de guardar os mandamentos de Deus.

 

 

A Vida Que Vence

W. Nee

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Um Deus que é suficiente para as pressões da vida


Há algum tempo um amigo dos meus filhos encostou uma arma à cabeça e disparou sobre si mesmo. Ele tinha apenas 16 anos e era filho de um abastado e notável médico.

Uns dias antes da morte deste jovem, o nosso jornal local noticiou que um psicólogo clínico bem conhecido em Portland suicidou-se, deixando a seguinte nota à sua equipa: “Hoje à noite senti-me cansado, só, e subitamente muito velho. A plena compreensão destes sentimentos apenas virá quando vós, também, estiverdes cansados, sós e velhos.”

Os suicídios estão a aumentar a uma velocidade alarmante. O filósofo Francês, Jean Paul Sartre expressou o desespero sentido por muitos quando escreveu, “Agora sei que as coisas são absolutamente o que parecem ser, e por detrás delas não existe nada.”

Milhares de pessoas sentem como Sartre, o psicólogo clínico e o rapaz estudante. Sentem que a vida é vazia. Subjugados com a ideia do “nada”, matam-se ou procuram escapar através da dependência de drogas ou álcool.

Porque é que as pessoas rodeadas de amigos e família subitamente desesperam da própria vida? Os psicólogos oferecem muitas soluções para esta questão, mas só existe uma verdadeira solução – Jesus Cristo. Só Ele pode satisfazer as nossas necessidades mais profundas quando o nosso mundo se desmorona de repente.

Deus tem muito a dizer sobre as nossas pressões exteriores, desespero interior e lutas quotidianas. Os seguintes versículos das Escrituras podem ser intitulados “O Deus que é suficiente para as pressões da vida”.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo abundam em nós, assim também a nossa consolação abunda por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação” (2 Coríntios 1:3-7). Estás ferido interiormente? Já alguma vez tiveste vontade de desistir da vida?

Quando uma crise se levanta, o pior erro que podes cometer é pretenderes que nada está errado. Para encontrares ajuda para os teus problemas, tens de primeiro reconhecê-los e o desespero interior que eles causam. Só então podes abraçar “o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação.” Paulo lembra a igreja Coríntia que é da natureza de Deus ser misericordioso. O próprio Deus é a fonte de encorajamento, consolação e perdão do crente, sob todas as circunstâncias.

O segredo de se descobrir a suficiência de Deus encontra-se ao passar tempo com Ele. Passas tempo a sós com Deus todos os dias? Aprende a partilhar todos os teus problemas e necessidades com Ele. Diz, “Oh, Senhor, eu creio que Tu és o Pai de todas as misericórdias e o Deus de toda a consolação. Por favor, ajuda-me hoje, especialmente nesta situação.”

Tu podes estar a dizer, “Mas Luis, tu não compreendes. A minha situação é diferente.” Nenhum problema é único. 1 Coríntios 10:13 diz, “Não veio sobre vós tentação, senão humana.” Para Deus, uma situação não é mais difícil que outra. Deus testifica da Sua própria capacidade de resolver problemas a toda a humanidade. “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”

Paulo experimentou necessidades desesperantes – física, emocional e financeiramente. Apesar disso declarou, “O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Filipenses 4:19). Paulo falou, com experiência pessoal, de um Deus que provou ser suficiente para as pressões da sua vida. Até Paulo não ficou isento da tentação do desespero, porém ele soube como escapar para o Seu Pai Celestial a fim de ser consolado. Que mais poderia ele escrever depois de dizer que Deus “nos consola em toda a nossa tribulação” ( 2 Coríntios 1:4)?

Paulo sabia bem que o poder do cuidado de Deus fez muito mais do que suportar os seus problemas. Ele foi fortalecido e abençoado por eles! Por sua vez ele pôde consolar outros nas suas dificuldades com o mesmo consolo com que ele recebeu pessoalmente de Deus.

Não admira que em 2 Coríntios 1:3-7 a palavra “consolo” apareça nada menos do que nove vezes. E em cada uma delas o verbo é usado para ilustrar como Deus se coloca ao nosso lado e nos encoraja no meio das nossas tribulações mais severas.

Infelizmente, quando muitos Cristãos enfrentam tribulações, eles esquecem-se de buscar Deus para consolo. “Eu sou boa pessoa,” dizem. “Porque é que Deus permite que estas coisas me aconteçam?”

Uma das razões porque experimentamos tribulações é porque visam capacitar-nos para consolar outros que estão feridos. Os Cristãos que andam com o Senhor têm muito a partilhar no que respeita às bênçãos que Deus lhes tem dado em tempos de profunda necessidade ou desespero.

Como Cristão, tens encontrado o verdadeiro Consolador? Os outros voltam-se para ti a fim de obter conselho por sentirem a presença do consolo de Deus na tua vida?

Ou és um Cristão que se queixa de tudo? Culpas Deus pelas tuas próprias falhas? O Senhor deve sentir-se profundamente magoado ao ouvir algumas das coisas ridículas de que nos queixamos quando Ele nos tem dado tanto. Ele deve condoer-se quando vê os Seus filhos enfrentarem a adversidade e recusarem invocá-l’O para obtenção de consolo.

É tremendo quando um Cristão pode dizer a alguém, “Por causa de uma situação semelhante que tenho experimentado, penso que compreendo aquilo por que estás a passar. Permite-me que partilhe contigo o que Deus fez por mim.”

No ministério do consolo, a Palavra de Deus é viva, e as Suas promessas tornam-se activas e reais. Subitamente compreendes porque é que passaste pela tua dificuldade. E, louvas a Deus, pois valeu a pena! Paulo escreveu que mesmo as pressões mais severas da vida diária nunca nos separam do afecto e compaixão do nosso Pai Celestial. Pelo contrário, quando sentimos que o nosso mundo se desmorona, o poder e graça de Deus são magnificados. Como disse certa vez um missionário, “Paz não é ausência de conflito. Paz é capacidade de emparceirar.” O Deus de todo o consolo pode facultar essa parceria no meio de qualquer crise.

Paulo não está a dizer que nós não enfrentaremos desilusão, sofrimento ou conflito na vida. Mas ele está a dizer que nenhum Cristão tem necessidade de alguma vez desesperar. Porquê? Porque nós adoramos o Deus de toda a consolação – o Deus que é suficiente para as pressões da vida.

- Luis Palau

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

OITO TIPOS DE FRACASSO NO CRISTÃO

OITO TIPOS DE FRACASSO NO CRISTÃO

Que tipo de vida vivemos? Uma vida escravizada pela lei do pecado. "Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7:18). Nossa vida é uma vida de fracassos, pois está escravizada pelo pecado. Deus nos deu uma vida muito elevada, mas nós vivemos uma vida de fracassos. De acordo com a nossa experiência e o registro das Escrituras, um cristão tem oito tipos de fracassos, ou seja, oito tipos de pecados.

 

Pecados Espirituais

O orgulho é um pecado espiritual. A inveja é um pecado espiritual. A incredulidade é um pecado espiritual. Apontar os erros dos outros é um pecado espiritual. Falta de oração é um pecado espiritual. Duvidar de Deus é um pecado espiritual e deixar de comprometer-se com Deus também é um pecado espiritual. Algumas pessoas são vitoriosas em assuntos espirituais, mas os que experimentam derrota nesses assuntos são ainda mais numerosos.

Antes o meu orgulho me dominava. Qualquer tipo de orgulho é um pecado espiritual. Qualquer tipo de orgulho que impeça você de ir adiante é um pecado espiritual. Uma pessoa orgulhosa não suporta ver que outros sejam melhores que ela. Não consegue suportar que outros estejam mais avançados em assuntos seculares, nem que outros estejam mais avançados em questões espirituais. Se ele vir alguém que é espiritualmente mais avançado, então fará qualquer coisa para encontrar os erros do outro e rebaixá-lo. A inveja é um pecado tanto na nossa vida espiritual como na obra do Senhor.

Alguns têm um perverso coração de incredulidade. Se você lhes pergunta se crêem ou não, responderão que não há nenhuma palavra ou frase na Palavra de Deus em que eles não creiam. Mas se você lhes pergunta se confiam nas promessas de Deus, admitirão que não são capazes. Assim que passam por uma pequena prova, ficam grandemente assustados. Eles não conseguem confiar na Palavra de Deus de modo algum. A esposa de Martinho Lutero certa vez se vestiu de luto e disse a ele que a angústia em que ele se encontrava era tal que parecia que o Deus dele havia morrido.

Muitas pessoas não têm uma vida ou comunhão adequada com Deus. Dia a dia vivem de maneira descuidada. Gastam os seus dias sem orar ou ler a Bíblia, sem ver a face de Deus ou ter comunhão com Ele. Eles até mesmo gastam os seus dias amedrontados com o pensamento de ter comunhão com Deus. Essa é uma vida sem Deus, isto é, ímpia. Temos cometido pecado, temos tido fracassos e não temos vivido uma vida espiritual. Muitos de nós nunca foram diligentes em aprender as devidas lições de negar o ego. Muitos de nós nunca foram diligentes para aprender as devidas lições de colocar o ego de lado.

Em certa ocasião havia dois irmãos que não tinham um bom relacionamento entre si por causa de uma questão muito pequena. Antes eles comiam juntos e se serviam do mesmo prato. Um deles sempre escolhia para si a melhor carne do prato. Quando o outro viu isso, não falou nada por vários dias. Após duas semanas ele não pôde agüentar mais esse comportamento e então se separou do outro irmão. O tipo de pessoa que você é se manifesta nas pequenas coisas que você faz. Eu gosto muito de ler a biografia de Hudson Taylor. Quando ele viajava pregando, ele quase sempre escolhia o pior quarto e a pior cama. Mesmo que essas coisas sejam pequenas, a maneira pela qual alguém lida com elas mostra se vive ou não diante de Deus.

 

A Vida que Vence

W. Nee

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O tempo que resta...

O tempo que resta

De agora em diante vivam o resto das suas vidas aqui na terra de acordo com a vontade de Deus e não pelas paixões humanas. (1 Pe 4.2.)




Vivemos o presente pensando no tempo de vida que ainda nos resta. Entre o passado e o futuro. Sabemos com precisão quanto já vivemos, mas não temos a mínima idéia de quanto tempo temos pela frente. E é por entre essa linha imaginária do pensamento que devemos ouvir a exortação de Pedro: “Vivam o resto das suas vidas de acordo com a vontade de Deus”.


É certo que nem todos têm vivido, até agora, na satisfação de suas próprias vontades, das paixões do mundo. Muitos têm nascido e crescido em um ambiente de respeito a Deus e ao próximo. Talvez a mudança em nossas vidas tenha acontecido não muito tempo atrás.


Seja como for, o desafio de mudar é válido para todo mundo. Sempre há mudanças a serem feitas, pois a santificação é um processo contínuo, que não pára nunca. Cada vitória abre caminho para outra vitória. E a ordem bíblica é rigorosa: “Continuem vigilantes... Sejam obedientes... Sejam santos...” (cf. 1 Pe 1.13-16).


O tempo que resta é de Deus e para Deus. Precisa ser diferente e melhor que o tempo que já passou. É preciso seguir o exemplo do apóstolo Paulo: “Eu não [afirmo] que já venci ou que já me tornei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois Cristo Jesus já me conquistou” (Fp 3.12).



Fonte: Editora Ultimato

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vitorinha só crescendo...




Deus tem sido gracioso conosco. Nossa filhinha está muito bem e com ótima saúde. Algumas fotos pra não perder o costume e vc acompanhar conosco o progresso da nossa mocinha. Veja e fique a vontade para comentar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Carta de despedida!!!

Testemunho
 
7/10/2008
Carta de despedida de um convertido para sua família muçulmana
 
Semsa e Necati Aydin  

TURQUIA ( 34 º) - A família muçulmana de Necati Aydyn liberou para a imprensa turca a seguinte carta, escrita por ele pouco antes de sua morte.

Necati foi assassinado com outros três cristãos em uma livraria evangélica na cidade de Malatya, na Turquia. 


 

Meus queridos pai, mãe, irmãos e irmãs,

Em primeiro lugar, eu os saúdo no nome Todo-Poderoso de Jesus Cristo, e os beijo.

Após toda a confusão e conflito pelos quais passamos, decidi me separar de vocês para conseguir manter e viver minha fé em Cristo Jesus, guardando esta verdade até o fim.

Esta decisão não está baseada em nenhum tipo de temor nem em algo que eu deseje ou almeje. É a minha própria decisão a que cheguei após muita ponderação e argumentos comigo mesmo. Então, por favor, não culpem a ninguém. Não esgotem suas mentes com todos os tipos de teorias.

Eu retornei ao lugar ao qual pertenço, a Jesus e Seu povo. Da mesma forma que vocês são minha família física, eu também tenho uma família espiritual. Por favor, não estejam com medo ou preocupados por eu deixá-los. Não se aborreçam. Pois eu não fui salvo por nenhuma perda de minha parte, mas por um ganho eterno. Vocês agora têm um filho que foi salvo. Regozijem-se nisto.

Eu recebi esta salvação pela fé em Jesus, e não há ninguém, nem pobreza, nem dificuldade, nem doença, nem mal, nem morte que tenha o poder de desviar minha fé da salvação.

A força e as veias que me dão vida e salvação estão atadas em Jesus pela fé. Viver sem Ele significaria merecer a morte eterna e a destruição.

Em nosso relacionamento a partir de agora, eu ainda os amarei como filho e irmão. Estarei em contato constante com vocês e orarei para que sejam salvos.

Por agora, peço-lhes que não nos telefone ou tente entrar em contato conosco, mas que esperem pacientemente para que o ódio em vocês seja removido e que substituam esses sentimentos por amor, compaixão e compreensão.

E, sobretudo, quero que conheçam Jesus Cristo como “o caminho, a verdade e a vida”, que, ao colocarem sua fé nEle, vocês também ganharão a salvação eterna.

Eu amo vocês.

Que o meu Senhor mostre-lhes Sua verdade. Amém.
Rana Necati Aydyn


Tradução: Getúlio Cidade

http://www.portasabertas.org.br/


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Inimigo de Contendas.

 

INIMIGO DE CONTENDAS

 

"Convém, pois, que o bispo seja... inimigo de contendas..."

I Tim. 3.2-3.

 

Durante esta minha caminhada na vida cristã, tenho notado que na edificação da Igreja, a coisa que se dá mais valor é aos governos. Longe de mim desprezar algo tão importante e que foi estabelecido pelo Senhor.

Mas é pelos governos que o Senhor começa a edificar a Sua Igreja? Será que a cobertura como chama alguns é mais importante do que o fundamento e a edificação? Podemos começar pela cobertura?

Como tem nos ensinado o Espírito de Deus, não basta voltarmos e tomarmos na história algum exemplo. Por melhor que seja um testemunho na história, temos que voltar ao princípio. Em I Coríntios 12, no verso 28, o apóstolo Paulo nos ensina: "E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas".

Não é por acaso que Paulo usa a expressão: primeiramente, segundo e terceiro. Ele inicia dizendo: "a uns", para nos ensinar que não são todos, mas entre todos, Deus põe alguns. Deus é quem separa, prepara, e capacita alguém para o apostolado, para ser profeta ou qualquer outro serviço, e isto desde o ventre da mãe (Gal. 1.15-16; Jer. 1.5).

Em todos eles é necessário o Senhor trabalhar o caráter de Cristo antes. Se tomarmos como figura, desde o antigo testamento até hoje, todos que pelo caminho da cruz passaram a viver pela vida de Cristo, tiveram uma característica única: mansidão e humildade de coração.

Por acaso não são essas mesmas o caráter do nosso Senhor? Pois Ele mesmo disse: "...aprendei de mim que sou manso e humilde de coração" Mt. 11.29.

Em todos eles também vemos algo em comum, todos tiveram que ser trabalhados e quebrantados pela cruz por vários anos antes de estarem aptos para o serviço. Todos tiveram que passar pela escola de Cristo, para expressar a Sua Vida, o Seu caráter manso e humilde.

Agora chegamos aos governos propriamente ditos em cada Igreja. Os bispos ou presbíteros têm a sua função importante e de governo ao seu tempo. Antes deles temos primeiramente na Igreja apóstolos, depois profetas, e em terceiro mestres, milagres, dons de curar, socorros (piedade), e depois então governos.

Quem aspira ao episcopado, excelente obra aspira, mas antes tem que ser provado, quebrantado, negar-se a si mesmo e tomado cada dia a sua cruz. Porque não são as nossas qualidades que temos que expressar na Igreja, mas o caráter de Cristo.

Chama-nos  a atenção também uma das qualidades que tem que ter o bispo: inimigo de contendas. Além de ter o testemunho da sua casa, também para alguém ser um obreiro aprovado tem que ser inimigo de discussões acerca de doutrinas, inimigo daquilo que causa divisões. Antes ser compassivo, inclusivo, e receber a todos quantos o Senhor tem recebido.

Os presbíteros e os diáconos são homens santos aperfeiçoados que fazem a obra do ministério para a edificação do Corpo de Cristo, mas Cristo é o padrão; Cristo como a cabeça e Cristo sendo tudo e em todos.

Na Igreja do Senhor não cabe o homem, só Cristo. Não nos sujeitaremos a Ele?


(via email)

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Leia, vc vai ser edificado!!!

VIDA NO ESPÍRITO

 

"Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito... "

Romanos 8.9.

 

Há muitas coisas na Palavra de Deus, que para nós cristãos parecem ser uma utopia. Uma delas é a libertação do pecado, para uma vida de santidade; um viver no Espírito.

Uma coisa que precisamos ter bem firme em nossa mente, é que Deus começou a edificar e irá terminar. Ele não ficará envergonhado deixando a sua obra na metade. O seu propósito é nos fazer conformes a imagem do seu Filho; um homem feito, à medida da estatura de Cristo. Para isto Ele nos predestinou, nos chamou, justificou e glorificou (Romanos 8.29-30).

Jesus obterá para si uma Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Fiel é o que nos chama, o qual também o fará. Ele começou a fazer a boa obra, e a completará até o dia de Cristo.

Em todas as suas promessas está nEle o sim, e por Ele o amém, para a glória de Deus por nosso intermédio (II Coríntios 1.20). É por nosso intermédio que as promessas de Deus são cumpridas, e Deus é glorificado.

Certo dia na nossa carreira cristã, iremos nos defrontar com esta necessidade. Não podemos continuar nos iludindo apenas com a revelação de Romanos 6 e permanecer em várias transgressões, nem acomodados em Romanos 7, justificando a nossa fraqueza.

Passemos para o outro lado, disse Jesus. Nem acomodados do lado de cá, nem na tempestade do mar. Isto é da parte dEle uma ordem: "E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão" Mateus 14.22.

Da mesma maneira que Jesus andava sobre o mar, ele também em sua carne, semelhante a nossa, não pecou. Talvez a princípio tenhamos o mesmo ímpeto de Pedro, dizendo: "Senhor, mada-me ir ter contigo", e andando, vamos ao encontro de Jesus. Gozamos momentaneamente desta graça, mas olhando para as circunstâncias, começamos a submergir, e clamamos: "Senhor, salva-nos".

Imediatamente o Senhor segurará a nossa mão, mas também lançará em rosto a nossa incredulidade. Mas é aqui que temos a revelação que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus.

É necessário prosseguir. O que é impossível para nós, é possível para Deus. A libertação do pecado é uma questão de revelação, de conhecimento da verdade: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" João 8.32 e 36. A nossa libertação, como a de Pedro é uma obra do Senhor e não nossa.

Por que então muitos não gozam dela? Como Pedro, por causa da incredulidade, por causa da dúvida.

Aquele que nasceu do Espírito não está mais na carne, mas no Espírito como nos ensina o Senhor. Todo o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito (João 3.6).

O Senhor nos diz em Sua Palavra: "Andeis no Espírito e não haveis de cumprir a cobiça da carne". Cremos nisto?

"Passemos para o outro lado" nos ordena o Senhor. E durante o mar revolto Ele virá a nós dizendo: "Vêm".

Entremos em Romanos 8 amados irmãos, porque não recebemos o espírito de escravidão para outra vez estarmos em temor, mas recebemos o espírito de adoção (de maioridade, de maturidade), pelo qual clamamos: Aba, Pai!


(site cristão)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Charles Spurgeon - Mto bom!!!

"O cristão é plantado, nutrido e protegido pelo Senhor."

"Os cedros do Líbano que Ele plantou" (Sl. 104:16)

Os cedros do Líbano simbolizam os cristãos, naquilo que se refere a terem sido inteiramente plantados pelo Senhor. Isto é a verdade absoluta de cada filho de Deus. O cristão não é plantado pelo homem, nem por si mesmo, mas é plantado por Deus. A mão misteriosa do Espírito divino fez cair a semente da vida dentro do coração que Ele mesmo preparara para recebê-la. Cada verdadeiro herdeiro do céu pertence ao grande Agricultor que o plantou. Além disso, os cedros do Líbano não dependem do homem para regá-los; eles subsistem nas altas rochas não irrigadas pelo homem; e, no entanto, nosso Pai Celeste supre suas necessidades. Assim é com o cristão que aprendeu a viver pela fé. Ele não depende do homem, mesmo nas coisas temporais; ele espera no Senhor seu Deus pelo seu sustento, e somente nEle. O orvalho do céu é sua porção e o Deus do céu o seu manancial. Mais uma vez, os cedros do Líbano não são protegidos por nenhum poder mortal. Eles nada devem aos homens para serem preservados das tempestades e ventos tormentosos. São árvores de Deus, mantidas e preservadas por Ele, somente por Ele. É exatamente a mesma coisa com o cristão. Ele não é uma planta de estufa, protegido das tentações; ele fica no local mais exposto; não tem refúgio, nem proteção, exceto esta, que as vastas asas do Deus eterno sempre abrigam os cedros que Ele mesmo plantou. Como os cedros, os crentes são cheios de vigor, tendo vitalidade suficiente para estarem sempre viçosos, mesmo no meio das neves do inverno. Finalmente, o florescimento e as majestosas condições do cedro são somente para o louvor de Deus. O Senhor, e somente Ele, tem sido tudo para o cedro e, por isso, Davi, com muita doçura, colocou num de seus salmos: "Louvai ao SENHOR, árvores frutíferas e todos os cedros." (Sl. 148:9) No crente não existe nada que possa glorificar o homem; ele é plantado, nutrido e protegido pela própria mão do Senhor, e a Ele seja atribuída toda a glória.

Fonte: Morning and Evening - Charles Spurgeon

 (recebi do André Fuzaro, via email)