sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A IGREJA E A BABILÔNIA


 

 

  

São muitos os textos das Escrituras que falam sobre a Babilônia. Ela sempre esteve em competição com a Igreja de nosso Senhor, desde Gênesis (Cap. 11) até Apocalipse (Cap. 18). Mas as Escrituras falam de duas Babilônias, a que é física e visível, e a espiritual.

A Babilônia sempre abrigou todo tipo de iniqüidade, de prostituição. O grande problema talvez para muitos cristãos não seja a Babilônia física - para alguns sim -, mas a espiritual.

A Babilônia espiritual é a mãe das prostituições da terra. Ela durante séculos tem sido cova profunda e poço estreito para os cristãos. Como salteador ela fica a espreita e multiplicam entre os homens os prevaricadores, os adúlteros, os que desobedecem (Prov. 23.28-29). A Babilônia espiritual arrebata o coração dos inocentes, e os prende em suas prostituições, naquilo para o que não foi criado e chamado.

A Babilônia espiritual é sensual. Torna os homens presos às coisas visíveis, à sua beleza: sinais e maravilhas. Os seus perfumes são sedutores e anda a caça da alma preciosa (Prov. 6.26). A sua voz é meiga, encantadora, soa amorosa. Exalta o EU, as obras, a glória humana. A Babilônia espiritual não é visível, está arraigada aos corações, tornando-o uma presa sua, por meio de tradições, sutilezas, rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Col. 2.8).

O Senhor nos adverte: "Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne" I Coríntios 6.15-16. (Paulo neste texto não fala de prostituição física, mas espiritual. Membros de Cristo e membros de uma meretriz. Um só corpo com ela e não com Cristo).

Não pense que por você não estar na Babilônia visível você está livre das seduções da Babilônia espiritual! A Babilônia e as suas prostituições estão arraigadas na grande maioria dos cristãos. Como se livrar de tais laços de morte (Prov. 7.9-22)? O Senhor nos diz: "Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos" Provérbios 23.26.

Somente primeiramente vendo o seu caminho, e depois estando no seu caminho é que podemos estar livres: "...e, quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus" Atos 18.26.

A Igreja do Senhor Jesus é o livramento. Não a que é visível. Muito do que é chamado de igreja nada mais é do que pura Babilônia espiritual, cheio das suas prostituições. A Igreja do Senhor é livre. Não é um monte palpável, visível, mas que o adora em espírito e em verdade.

Não é algo que é palpável, até aceso em fogo como era o monte, com sonidos de trombetas, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram rogaram que não se lhes falasse mais. O que é palpável tem certa glória, pois até o rosto de Moisés resplandecia, mas era uma glória transitória (Heb. 12.18-21).

Babilônia espiritual e física tem uma glória transitória. Ainda que seja Deus que tenha se manifestado sobre ela, é transitória, se desvanecerá. Ficará esquecida pela eternidade; nunca mais se lembrarão dela. Mas a Igreja, à Universal Assembléia, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e principalmente a Deus e a Jesus, cabeça dela, tem a glória que o Senhor lhe deu (João 17.22). É uma glória inextinguível, não se desvanecerá pela eternidade (II Coríntios 3.10).

É, e será uma glória eterna. As nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória (Apoc. 21.24). A glória se verá sobre ela. Será uma coroa de adorno e um diadema real na mão do Senhor. Nunca mais será chamada desamparada, mas será chamada de sua esposa, o seu prazer (Isaías 60.3; 62.2-4). Que glória. De glória em glória. Aleluia!

Mas a libertação da Babilônia, seja espiritual ou física, e estar no caminho só é possível por Cristo. Os bem-aventurados são aqueles que vêem e aqueles que ouvem (Mat. 13.16). Não uma dita visão da Igreja, mas os que vêem o Senhor. Não há visão da Igreja sem ver o Senhor, sem que o Senhor viva e se manifeste em nós. A Igreja é o próprio Senhor.

Aqueles os quais os seus olhos estão fixos em Jesus, autor e consumador da fé (Heb. 12.2). Um verdadeiro testemunho pela fé. Andando por fé e não por vista, nas obras que foram preparadas de antemão (Ef. 2.10).

Os ouvidos que ouvem, ouvem o que o Espírito diz à Igreja; aquilo que o Espírito recebe da cabeça (João 16.13). Visão no coração, Vida, realidade. Não somente ouvintes esquecidos, mas executores da obra. Crescendo na graça e no conhecimento dEle com todos os santos, e andando com prudência, edificando sobre a rocha (Mateus 7.24).

O que em nós não é uma realidade da Vida do Senhor Jesus, é Babilônia. A Igreja é a Sua glória, o Seu caminho de glória; a Babilônia, a grande como é chamada, é o seu nojo. Procede da terra, não foi lavada quando nasceu, nem nunca purificada. Ninguém se apiedará dela naquele dia (Ezequiel 16).

Amados irmãos, ofereçamos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Que as nossas mentes sejam transformadas e experimentemos qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Demos o nosso coração ao Senhor, e que Ele nos faça andar em seu caminho, porque ainda estamos em muitas coisas ligadas à grande prostituta espiritual e muitos até fisicamente. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e da nossa geração. Mas há aqueles que não se contaminaram, e que andam de branco. Amém. (recebi via email...)

sábado, 27 de novembro de 2010

AS IGREJAS DEVEM ESTAR DEBAIXO DE UM ÚNICO MINISTÉRIO?



Vejamos o que o irmão Watchman Nee escreveu:                                      

"Gravemos em nosso coração que nossa obra visa ao nosso ministério, e nosso ministério visa às igrejas. Nenhuma igreja deve submeter-se a um ministério específico, mas todos os ministérios devem submeter-se à igreja. Que devastação tem sido causada na Igreja pelo fato de que seus ministros têm buscado conduzir as igrejas para debaixo do ministério deles, em vez de, pelo ministério deles, servir as igrejas. Assim que são conduzidas para debaixo de algum ministério, as igrejas cessam de ser locais e passam a ser facciosas (...) Se o Senhor tardar a Sua vinda, e Seus servos permanecerem fiéis a Ele, Ele certamente levantará novos ministérios na Palavra." (p. 151-152)               

E mais:                                                                                  

"Nas Escrituras, os obreiros formavam grupos, mas isso não implica que todos os apóstolos juntavam-se num só grupo e punham tudo sob um só controle central. Embora Paulo tivesse os que o acompanhavam, e Pedro tivesse seus companheiros, eles compreendiam somente alguns apóstolos, e não todos. A Palavra de Deus não nos mostra que todos os apóstolos deveriam formar um só grupo. (...) A explicação é esta: Deus não deseja que o poder da organização substitua o poder do Espírito Santo." (p. 168-169)

E por fim:                                                                                            

"Uma questão surge naturalmente: Como devem cooperar os obreiros e as associações da obra? A um grupo, Deus dá um tipo de ministério, e a outro, uma forma totalmente diferente de ministério". (p. 171)

Extraído do livro "A Vida Cristã Normal da Igreja", de Watchman Nee, edição de 2003.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Humildade faz bem...

Um pastor subiu ao púlpito para ministrar seu sermão, bem vestido, nariz empinado e pensando arrebatar a multidão com o que havia sido previamente preparado. Depois de meia hora encerrou o seu falar. Percebeu que não tinha sido feliz no que havia pregado. Cabisbaixo, um pouco curvado, desceu bastante abatido. Ao lado do púlpito comentou com o porteiro que não havia surtido efeito junto aos ouvintes, o que havia falado. Num repente o porteiro lhe afirmou, com toda a simplicidade possível: "pastor, se o senhor tivesse subido ao púlpito com a humildade que desceu, teria sido diferente o seu falar". 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uma boa pergunta...


Como Está Seu Coração?


As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e reden­tor meu! (Salmo 19:14).

E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus (Atos 13:22, 23).

Primeiro

Temos aqui duas passagens relacionadas com Davi. Salmo 19:14 é sua oração e Atos 13:22, 23 fala dele como homem. Em sua oração Davi menciona as palavras de sua boca e o meditar de seu coração. Procura fazer com que seus pensa­mentos íntimos e suas palavras externas sejam aceitáveis a Deus; pois as palavras da boca são a expressão do pensamento. Donde se depreende que o principal problema é o coração. A questão central não é se as palavras estejam corretas ou não, nem é também a correção da atitude externa. O problema verdadeiro jaz na intenção do coração. O pensamento e a intenção do coração é a questão que não deve ser negligenciada. Por este motivo Davi ora para que o meditar de seu coração seja aceitável a Deus assim como as palavras de sua boca. Sua oração é que Deus aceite seu desejo interior. Daí Paulo testificar ser Davi um homem segundo o coração de Deus (Atos 13).

Que tipo de pessoa é o homem segundo o coração de Deus? É aquele que permite que Deus lhe toque o coração. Se a pessoa não permitir que Deus lhe toque o coração, mui dificilmente será um homem segundo o coração de Deus. Muitos cristãos têm a tendência de perguntar: Não estou agindo corretamente ao fazer isto ou aquilo? Não é direito falar isto? Minha expressão não está correta? Entretanto a questão essencial não está no seu falar ou expressar a coisa certa ou não, mas na raiz do seu falar, expressar ou agir. Embora a pessoa externamente seja correta, ainda pode ter problemas com o coração. O interesse de Deus e seu toque estão relacionados com o coração do homem. É por este motivo que ele permite que muitas coisas aconteçam na vida de seus filhos. Ele usa estas coisas para tocar o seu coração e revelar o que aí se encontra.

Segundo

Observamos na Bíblia, que Davi viaja na vida pelo caminho da cruz, e a vida que ele vive é a vida da cruz. O Novo Testamento inicia com duas pessoas: uma é Abraão e a outra, Davi (veja Mateus 1:1, 3, 6). Isto é porque dois homens trouxeram o Senhor Jesus. Trouxeram Deus dos céus à terra. Deus precisa encontrar pessoas como estas antes de achar um meio de vir dos céus à terra.

Sabemos que Abraão é o pai da fé. Por toda a vida trilhou no caminho da fé. Somente este caminho pode trazer Deus à terra. Por outro lado, Davi andou na vida pelo caminho da cruz. Sua vida é uma vida de cruz. Ele não somente traz Deus aos homens, mas também faz com que Deus dirija os homens.

Se você vive pela fé, tem a maneira de trazer Deus ao meio dos homens; se você vive na cruz fará com que Deus reine sobre os homens. Se os filhos de Deus estivessem mais dispostos a seguir o caminho da cruz e a levar a cruz, Deus, sem dúvida, teria mais domínio sobre os ho­mens. A menos que você viva a vida de cruz, Deus não poderá reinar sobre você. A feição especial da vida de Davi pode ser vista em seu trilhar na estrada da cruz.

Terceiro

O que Davi encontrou na vida foi um pouco estranho, mas todos esses acontecimentos reve­laram o estado de seu coração. Primeiro, Davi era desprezado por sua própria família. Quando Deus enviou Samuel a ungir um dos filhos de Jessé rei sobre Israel, Jessé mandou chamar os seus filhos mas negligenciou em chamar Davi. Entretanto o coração deste jovem era correto, pois não perdeu o relacionamento adequado por causa de tal negligência. Deus disse a Samuel: "O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" (1 Samuel 16:7b). O coração de Davi era aceitável a Deus, de modo que foi escolhido e usado por ele.

Depois de matar a Golias, Deus o colocou numa situação peculiar, pois as mulheres de Israel cantaram: "Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares" (18:7b). Com respeito a estas duas cláusulas, veremos que uma tinha o propósito de testar a Davi e a outra era para provar Saul. Diz-se em Provérbios 27 que "o homem é provado pelos louvores que recebe" (v. 21).

Quando as pessoas o elogiam demais, observe atentamente a fim de ver se você fica orgulhoso; ou quando os elogios são menos do que você merece, fica magoado? Que efeito teve as declarações das mulheres israelitas no coração de Davi e de Saul? Davi não deixou-se impressionar pela aclamação: "Davi feriu os seus dez milhares"; Saul, entretanto, indignou-se muito com a declaração de ter morto somente os seus milhares. É óbvio que o coração ciumen­to de Saul muito sofreu (1 Samuel 18:6-19).

Suponhamos que você e outro irmão façam alguma coisa juntos. Qual será sua reação se alguém lhe disser que o outro irmão fez um excelente trabalho e não mencionar o seu nome? Você, no mínimo, sentir-se-á magoado e um tanto triste. Esse incômodo e tristeza provam que você não está totalmente limpo. 

Você não confessa a si mesmo repetidamente que fez tal coisa para Deus e não para o homem? No entanto o louvor que a outra pessoa recebeu sacode-lhe o coração e expõe a sujeira interior. Compreendamos que muitas das situações em que nos encontramos — especialmente as atitu­des dos que estão ao nosso redor — provam o nosso coração. Depois de matar Golias, Davi tornou-se o herói de Israel, e então foi persegui­do por Saul. Durante este longo período de provação ele submeteu-se à mão de Deus e não ousou fazer nada a fim de contornar a situação Assim evidenciam-se a pureza e a retidão do coração de Davi.

Depois de se tornar rei, Davi enfrentou sérias tribulações por causa de seu grande fracasso Seu próprio filho procurou tirar-lhe a vida e Simei amaldiçoando-o jogava-lhe pedras. Qual foi a reação de Davi para com Simei? Novamen­te, seu coração era claro como cristal. Disse Davi "pois se o SENHOR lhe disse: Amaldiçoa a Davi" (veja 2 Samuel 16:5-12). Ele esperava na misericórdia de Deus. Oh, que não pensemos que tudo o que acontece em nossa vida seja para nossa perda. Por um lado, é bem verdade que se nosso coração não estiver certo sofreremos perda; mas por outro lado, se nosso coração estiver certo, seremos grandemente beneficia­dos, pois todas estas circunstâncias têm o objeti­vo de revelar o que nos vai no coração. A verdadeira condição do coração de Davi é revela­da mediante as provações de uma vida vivida na cruz.

Quarto

Os filhos de Deus, pois, devem não somente ter cuidado com seu falar e com sua atitude; mais ainda, devem ter cuidado com o pensamento e intenção de seus corações. Muitas vezes nossa expressão externa não necessariamente revela o estado interior. Na maioria das vezes é nosso sentimento interior que trai o verdadeiro estado de nosso coração. Quão fútil é simplesmente guardar os nossos lábios. Se nosso coração não estiver certo, mais cedo ou mais tarde, será expresso abertamente — e, muitas vezes, quan­do menos esperamos. Um exemplo disto seria as palavras ociosas que proferimos a respeito dos outros. Quanto mais nosso coração se estender para Deus e quanto mais puro ele for, tanto menos serão as palavras ociosas proferidas por nós. Todas as vezes que fuxicamos ou murmura­mos contra alguém traímos alguma irregularida­de em nosso coração. Se o coração da pessoa fosse devotado totalmente para Deus ela não diria palavras ociosas contra os outros.

Um irmão disse certa vez: "Se um irmãozinho peca contra mim a esse posso perdoar; mas se um irmão grande peca contra mim, a esse não posso perdoar." Outro irmão que o ouviu dizer isto olhou para o peito deste irmão e sacudiu a cabeça várias vezes. O que ele queria dizer com este gesto era: "Seu coração! Seu coração! Ao perdoar um irmãozinho mas não perdoar um irmão grande, você expõe o que lhe vai no coração. O fato de um irmãozinho pecar contra você e ser perdoado não mostra de modo ne­nhum o verdadeiro estado do seu coração; mas ao recusar-se a perdoar um irmão grande que peca contra você, isso realmente revela o que lhe vai no coração." Por meio deste incidente o coração não perdoador daquele irmão foi revela­do. Que possamos ver que algo pequeno pode não ser queimado por um único palito de fósforo mas será totalmente consumido numa fornalha de fogo. Isto mostra que tal coisa pode ser queimada. Usando a ilustração, um irmãozinho não podia testar o coração daquele irmão, mas um irmão grande foi usado para expor o seu verdadeiro estado interior.

Se nosso coração estiver correto, não seremos sacudidos por ninguém, pois olhamos somente para Deus. Davi provou ser um homem segundo o coração de Deus porque onde quer que o Senhor o colocava, seu coração se conservava em relacionamento direto com Deus e não com os homens. Davi aceitava tudo das mãos de Deus e tentava ver as coisas da perspectiva dele. Permita-me repetir, Deus usa as circunstâncias a fim de revelar nosso coração. Que possamos, portanto, orar: "Ó Senhor, que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença."

Watchman Nee (baixado do blog: Exaltando o Senhor)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sem o operar da cruz, não existe edificação do Corpo de Cristo.

http://www.4shared.com/dir/4734992/d883245/sharing.html
Essa mensagem mostrará pontos práticos de como deixar a cruz moldar seu viver para o Senhor. Incentivo vc a ouvi-la.

sábado, 6 de novembro de 2010

Christian Chen - Um estudo completo sobre o Evangelho de Mateus

http://www.4shared.com/dir/4734992/d883245/sharing.html
Ministrado recentemente, abordando temas atuais. É um estudo com muitas mensagens, mas muito rico e desfrutável. Vale a pena baixar no pc e ir ouvindo aos poucos. (lembrando que o 4shared pode não abrir no navegador Chrome) Procure no site de mensagens, a pasta amarela com o nome: C.Chen - Estudando Mateus - 2010. Clique nela e vc verá todas as mensagens. Alguns problemas de áudio no início da primeira mensagem. O restante está ótimo.

Baixado gratuitamente do Site da Maturidade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nossa realidade hoje...

EIS QUE AS TREVAS COBRIRÃO A TERRA


A luta hoje parece se tornar mais pesada dia a dia, como se o único alvo dos ataques de Satanás fosse nós, os crentes. Por isso, na era atual, o problema que existe é se você e eu podemos perseverar até a última meia hora. "[Satanás] Magoará os santos do Altíssimo" (Dn 7.25). Magoar tem aí o sentido de "desgastar", consumir devagar. É muito mais difícil reconhecer Satanás como aquele que desgasta os santos do que um Satanás que ruge como um leão. E a sua obra de consumir lentamente os santos já começou.

 

Sempre que vou à Montanha Kuling, caminho ao longo da correnteza que há ali. Freqüentemente vejo rochas enormes, mas que são côncavas no meio como bacias de tomar banho. Isto acontece por causa das muitas pedrinhas que diariamente as desgastam. Do mesmo modo Satanás trata os filhos de Deus. Em lugar de matá-los de um só golpe, tenta desgastar os santos, dia a dia, de modo que sem que percebam acabam gravemente feridos depois de algum tempo.

 

Os olhos do Senhor estão sobre nós, portanto não temamos o sofrimento. Se acontecer de nós nos desviarmos com medo do sofrimento, todos os nossos sofrimentos do passado terão sido em vão.

 

Quando lemos 2 Tessalonicenses 2:3 e 2 Timóteo 3:1-13, ficamos sabendo que antes do dia da volta do Senhor haverá apostasia e dias perigosos quando a maldade e a mentira aumentarão grandemente. Tal apostasia aponta para igrejas renomadas que se inclinam para a chamada Alta Crítica (na verdade não passa de incredulidade), e negam as obras sobrenaturais de Deus, tais como a regeneração, a santidade, orações atendidas e a revelação do Espírito Santo.

 

Antes da vinda do Senhor, haverá muita fraude e muito erro e, se fosse possível, até os escolhidos seriam enganados. A "forma da piedade" será aumentada. A fé será diminuída por causa de credos falsos, engendrados por Satanás, e também o amor pelo mundo e a negação da palavra de Deus.

Um irmão disse bem: tais obras satânicas produzirão um efeito intangível que nos envolverão como o ar. Haverá uma forma de piedade exterior, mas por dentro estará cheia de maus espíritos. Esses espíritos malignos farão o máximo para desviar e oprimir os filhos de Deus. Atacarão nosso corpo, diminuirão nossa vontade e embrutecerão nossa mente. Toda espécie de sensações e provações estranhas nos sobrevirão, fazendo-nos perder o desejo de buscar a Deus e a força de fazê-lo, cansando nosso espírito, embotando nossa mente e tornando-a entorpecida e, ao mesmo tempo, fazendo-nos estranhamente amar os prazeres e costumes do mundo como também cobiçar as coisas proibidas por Deus.

Perderemos a liberdade e o poder de pregar não poderemos nos concentrar para ouvir as mensagens e seremos incapazes de nos ajoelhar para orar dedicadamente por algum período mais longo. Tais trevas e tal atmosfera deverão ser enfrentadas com resolução. Sem dúvida Satanás procura obscurecer nossa mente e vontade com uma espécie de poder inconcebível para que se torne extremamente difícil andar com Deus e muito fácil viver de acordo com a carne. Acharemos que é difícil servir a Deus fielmente e orar com perseverança, como se tudo dentro de nós se levantasse para impedir-nos de seguir o Senhor Jesus até o fim e fazer-nos concordar com o mundo.

 

A atmosfera à nossa volta nos obrigará a trair a Deus e a desistir de nossas sinceras orações. Embotará nossa sensibilidade espiritual para que não vejamos as realidades celestiais ou a gloriosa presença do Senhor. Assim facilmente negligenciaremos a comunhão com Deus e descobriremos que é difícil manter comunhão com ele.

 

Já estamos sentindo o começo destas influências. A concupiscência do mundo tece sua rede extensa de muitas maneiras à volta dos crentes. Torna-se cada vez mais apertada e mais forte com o passar do tempo. Muitas coisas que nas gerações passadas eram inimagináveis agora estão sendo praticadas sem restrição. Muitos lugares de adoração não só resistem à entrada de coisas espirituais, bloqueando reavivamentos, mas também introduzem toda espécie de festejos e coisas duvidosas.

 

Falando de um modo geral, em todo o mundo, a diminuição da fé e o desenvolvimento da apostasia são evidentes. Naturalmente, reconhecemos que ainda há muitos lugares abençoados por Deus. Mas examinando a situação da igreja no mundo inteiro como um todo, não deixa de apresentar um quadro digno de dó.

 

Tendo visto estas coisas, não podemos deixar de gritar à igreja de Deus que se levante, que desperte, que retorne à comunhão com Deus e que agrade ao Senhor no tempo que ainda resta. Estejamos preparados para comparecer diante do tribunal de Cristo.

 

 

Fonte: Watchman Nee


Copiado do site: 

sábado, 30 de outubro de 2010

ELEIÇÕES GOVERNAMENTAIS


 

 

"Beijai o Filho...".

Salmo 2.12.

 

De tempo em tempo, somos obrigados a eleger os governantes para as nossas cidades e país. A democracia é anunciada ao povo como uma coisa bendita, mas no reino de Deus não há democracia, mas teocracia. A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o próprio povo. A teocracia é o governo de Deus sobre tudo e sobre todos: "Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. ...Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" Daniel 4.24-25 e 34-35.

A democracia é um levante contra a soberania de Deus, contra o reinado de Cristo. A democracia é uma amotinação contra o seu governo que já está estabelecido nos céus: "Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião" Salmos 2.1-6.

O nosso Deus nunca desejou que os homens tivessem governantes, mas que eles estivessem sujeitos ao seu próprio governo. Deus a princípio deu a todos os homens que governassem sobre a terra, e estivessem debaixo do Seu governo: "E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra" Gênesis 1.28. Mas o homem pecou contra Deus e começou a rebeldia. Depois Deus separou um povo para reinar sobre eles, mas eles também se rebelaram pedindo um rei: "E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações" I Samuel 8.5.

Deus se entristeceu com o primeiro homem e agora com o povo que Ele escolheu para reinar sobre eles. O que aconteceu aos olhos de Deus foi um levante contra o Seu governo, desejaram uma democracia: "Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles" I Samuel 8.6-8. Os homens escolheriam, mas as consequências viriam (I Samuel 8.11-18).

É necessário que estejamos nas eleições, que estejamos presentes nessa amotinação do povo contra Deus, senão sofreremos as sanções da lei dos homens, mas como fizeram Sadraque, Mesaque e Abdinego com a estátua de ouro que Nabucodonozor tinha feito (Daniel 3), podemos não participar, podemos nos eximir desse levante; podemos colocar a cédula em branco para que Deus escreva o nome daquele que ele vai escolher para governar sobre os homens.

Deus é quem irá estabelecer o governante que ele quiser, segundo a sua soberana vontade: "Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; e ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele" Daniel 2.20-21 e 4.17.

Os governantes são estabelecidos por Deus. Mas alguém pode dizer: - Mas como Deus pode eleger alguém tão ruim? Por causa do levante contra a Sua soberania, Ele dá esse tipo de homens para governar para castigo dos malfeitores. Mas para os que fazem o bem, eles não devem ser motivos de temor: "Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus" I Pedro 2.13-16.

A atitude santa de todo cristão, não é se unir aos pecadores nessa amotinação contra Deus, mas estar sujeitos às autoridades estabelecidas por Ele: "Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência"Romanos 13.1-5.

Somos estrangeiros e peregrinos nesta terra; o nosso reino não é deste mundo e muito menos temos reis aqui. O nosso Rei já está eleito por Deus, mas enquanto estivermos neste mundo, temos que estar sujeitos às autoridades deste mundo. O que Deus nos ensina não é participar dessa amotinação, mas orar por elas. A nossa participação é em oração: "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" I Timóteo 2.1-4.

O que os homens precisam não é de democracia, mas honrar o Rei dos reis; reconhecer que Jesus é aquele que Deus estabeleceu para reinar eternamente, e servi-lo com temor: "Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam" Salmos 2.10-12.

Como Jesus nos ensinou, a nossa oração deve ser: "Venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como nos céus". Vem Senhor Jesus. Amém. (via email...)

 

Relação pais e filhos, casamento, vida social, vida da igreja...VC PRECISA OUVIR!!!

http://www.4shared.com/audio/IJ-QwDGp/Romeu_Bornelli_-_A_vida_da_f_q.html

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Estudo com base no Livro de Jó. Vale a pena ouvir.

http://www.4shared.com/audio/2PjDcfIk/Livro_de_J_RM__cd1_.html
Resgatando o Deus da Bíblia, abordando a teologia da prosperidade, sofrimentos no nosso viver, como enfrentarmos situações adversas e outros pontos importantes na vida cristã. Ouça. Você vai ser edificado.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Alegre, com a visita do Abner e esposa Carolina. 6 e 7 de Out 2010




Estiveram aqui no ap. meu filho Abner e sua esposa, Maria Carolina. Fiquei feliz de estar com eles e ver como o Senhor tem sido gracioso com ambos. Minha norinha é muito agradável e boa de conversa!!! Ficamos, todos nós, até duas da manhã. Por isso, hoje bem cedo, qdo as fotos foram tiradas, estávamos morrendo de sono. rsrs. Abração, Abner e Carol . Que o Senhor Jesus seja sempre com vocês.

domingo, 26 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Muito, muito bom!!!

Cristo, O Princípio da Igreja

sábado, 3 de julho de 2010


No meio da deterioração existente na cristandade, o crente tem que ir à fonte de todas as suas experiências de fé para ali ancorar a sua vida.

No coração dos escritos de João pulsa com particular intensidade um chamado a retornar ao princípio. O apóstolo tem um assunto, um enfoque e um estilo muito característicos, que o distingue claramente dos outros escritores do Novo Testamento. A sua ênfase não está posta nas coisas exteriores e visíveis, mas naquilo que é mais essencial, igualmente, inalterável. Ele nos fala a respeito de Cristo, a vida eterna que «estava com o Pai e nos foi manifestada».
Que significado tem a mensagem de João para a igreja? Algo muito importante: o seu ministério particular se centra em nos mostrar o caminho da restauração. Com efeito, João sobreviveu quase trinta anos aos doze apóstolos e também a Paulo. Ele viveu o suficiente para ser testemunha da decadência da igreja plantada por eles. Já Paulo e Pedro, pouco antes de partir, tinham escrito a respeito das escuras nuvens que se abatiam ameaçadores sobre o futuro dos santos. Mas, no final do primeiro século, ao lermos sobre o estado das igrejas da Ásia no livro de Apocalipse, encontramos que a tormenta já tinha começado a desencadear-se (de fato, entre as igrejas da Ásia, só duas são aprovadas, enquanto que cinco são achadas em falta aos olhos do Senhor). Deste modo, coube a João contemplar com os seus próprios olhos como a igreja abandonava a simplicidade e pureza do fundamento original.
E este é o significado mais importante do seu ministério. No plano de Deus, João devia ser testemunha dessa decadência, pois, formado no mais íntimo conhecimento do Senhor, era também o homem mais preparado para mostrar à igreja o caminho de volta ao princípio esquecido.

Três perigos

João nos fala disso em sua primeira carta. Deixando de lado os perigos de caráter externo (como a perseguição imperial), ele nos alerta contra outros de natureza interna e, neste sentido, muito mais destrutivos.
O primeiro deles se encontra na separação para uma vivência puramente conceitual da verdade. Possivelmente o contato com a filosofia especulativa dos gregos estava na raiz deste problema. Muito rapidamente, a revelação fresca e vivificante de Jesus Cristo no coração do seu povo, seria substituída por uma teologia meramente conceitual e extremamente complexa. Uma elaborada e intrincada linguagem de especialistas. No entanto, o discípulo que talvez tenha conhecido mais intimamente ao Senhor, é extremamente simples em suas palavras. Pois para ele, Jesus Cristo não é um árido paradigma teológico, mas uma experiência vital e, em certo sentido, quase inexpressável. Ali onde tocamos a própria realidade do Senhor, as palavras se tornam necessariamente singelas. Tão incapazes são de expressar o que experimentamos.
O segundo perigo está na tendência para a organização e a complexidade. A primeira igreja era extremamente simples quanto a organização. Na realidade, ela não era absolutamente como as instituições e organizações humanas. Ela era um corpo, um organismo vivo. Mas, com o passar do tempo, alguns homens decidiram que já era hora de lhe dar um pouco de estrutura e organização. Desta maneira, encontramos certo Diótrefes ostentando o primeiro lugar em uma igreja, e opondo-se a João. Com o passar dos séculos, esta tendência se faria cada vez mais acentuada e a igreja acabaria convertida em uma enorme e eficiente estrutura, organizada a imagem e semelhança do império romano. A tragédia de tudo esteve em que Cristo deixou de ser o centro real e vivente de sua igreja. Outras coisas teriam que usurpar o seu lugar.
O terceiro perigo é o mais importante, pois é também a explicação dos dois anteriores. João o chama de o espírito do anticristo. Este espírito se caracteriza porque nega que Jesus Cristo veio em carne. Vale dizer, nega a encarnação do Filho de Deus. Isto traz como conseqüência uma separação entre a igreja e Cristo, a sua cabeça. Esta é a verdadeira causa que se esconde depois dos primeiros dois perigos. Para entender melhor em que sentido este espírito divide à igreja de seu Senhor e compreender a gravidade deste fato, é necessário saber como ocorreu tudo desde o começo. E aqui está também o caminho da restauração assinalada por João.

A vida original

Para recuperar a igreja original, João nos diz que temos que retornar primeiro à vida original. A vida que estava no princípio com Deus. Antes que algo fosse criado, ela se encontrava escondida no seio do Pai. O apóstolo a chama «a vida eterna», mostrando com isso o seu caráter mais essencial. É eterna porque é divina. Na verdade, trata-se da vida que possui o Deus eterno. Por este motivo, não muda, não se enfraquece, não decai nem jamais morre. Ela é a causa de existir a eternidade.
A vida – nos diz João– foi manifestada e a temos visto». Aqui está a medula de sua mensagem. Ele nos fala de ter ouvido, tocado, contemplado e apalpado o Verbo da vida. Esta experiência íntima e profunda com Jesus Cristo explica o nascimento de algo chamado igreja sobre esta terra. Nada mais o pode explicar, pois, segundo João, ela tem a sua causa precisamente nesta experiência original.
Mas, de que experiência estamos falando? A resposta a esta pergunta nos aproxima do coração da mensagem joanina: a experiência de Jesus Cristo com os doze.
O Verbo de Vida se fez carne e habitou entre nós. Disto se trata tudo. João era já muito velho quando escreveu a sua carta, mas certamente podia recordar vividamente o momento em que Jesus cruzou por seu caminho. Um dia qualquer em sua vida comum de pescador junto ao mar da Galiléia, enquanto remendava as suas redes, a vida eterna se deteve por um instante junto a ele e lhe disse: «siga-me». Isso foi suficiente. A partir desse dia, João abandonou tudo e se uniu a mais onze homens na incerta aventura de seguir e conhecer a Jesus. Nada sabiam ainda do alto chamado que tinham por diante, pois, compreendamo-lo bem, eram sós doze homens comuns cujas vidas teriam permanecido para sempre no anonimato caso não tivessem tido o seu encontro com Jesus.
Mas o encontro aconteceu e muito em breve toda a história do mundo ficaria transtornada por este acontecimento. Durante os próximos três anos e meio seguintes os doze viveram para conhecer a Cristo em quase toda circunstância humana possível. Sucessiva e progressivamente, experiência após experiência, aqueles homens foram despidos e esvaziados, moídos e amassados até vir a ser «uma só coisa» com ele. E nessa profunda e participativa comunhão com Jesus Cristo chegaram, finalmente, a formar parte de algo que está completamente além da esfera deste mundo. Pois, na verdade deveriam experimentar a vida tal como era experimentada desde a eternidade no íntimo seio da Trindade. Contemplando a Cristo viver por meio da vida do Pai, eles aprenderam a viver por meio de Cristo. Esta foi a sua lição mais importante.
Como expressar com palavras o que esses homens viveram com Jesus Cristo? Como definir o mais essencial da sua experiência? João nos resume isso com uma só palavra: amor. Porque para o discípulo amado, o amor não é um ingrediente a mais da experiência cristã, mas o ingrediente fundamental. A vida que eles conheceram em Jesus tinha, sobretudo, essa forma essencial: «... como havia amado aos seus que estavam no mundo, amou-os até o fim». Aqueles homens foram amados por Jesus, e através dele, pelo Pai. Em todas as diversas experiências vividas junto ao Mestre aquele atributo predominante de sua vida divina foi cativando, envolvendo e transpassando. E, por isso, quando o Senhor lhes entregou o seu mandamento mais importante, entenderam claramente o que estava lhes mandando: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei».
Esta experiência os transformou por completo, até convertê-los nos doze homens que mudariam o mundo, quando, depois do Pentecostes, aquela vida veio morar dentro deles para sempre.

A família de Deus

No princípio da igreja se encontra esta experiência dos doze com Jesus Cristo. Esta é a matriz original, o ponto de partida. O caminho da restauração nos traz necessariamente de volta ao princípio de tudo. Para muitos, a origem da igreja se encontra no livro de Atos e, particularmente, no ministério de Paulo. Portanto, procuram estabelecer um modelo de ação a partir de suas práticas e ensinos apostólicos. No entanto, ainda que apreciemos o imenso valor de Paulo e seu ministério, temos que reconhecer que a origem histórica da igreja se encontra além de Paulo, e inclusive, do livro de Atos: em Jesus Cristo, tal qual o conheceram os seus doze discípulos. Por isso, na nova Jerusalém os seus nomes se encontram escritos nos doze fundamentos da cidade. Há aqui um ensino precioso.
E João nos fala em representação dos doze apóstolos originais: «O que vimos...». A sua voz se expressa intencionalmente com o sujeito no plural «nós». Se queremos voltar para os caminhos da igreja de Atos e ao ministério de Paulo e seus colaboradores não podem partir pelo externo e visível. Devemos passar mais à frente, até o que era desde o começo e permanece, portanto, inalterável: Jesus Cristo mesmo, «a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada».
Diante disso, é possível que hoje, depois de dois mil anos de história, possamos recuperar aquela experiência vital do princípio? E João nos responde: Sim; é possível! Porque precisamente a qualidade essencial da vida que Deus nos deu em Cristo é a eternidade. Ele não esteve por um breve tempo entre nós e logo partiu (esta era a implicância do que alguns ensinavam nos dias finais de João). Mas, a verdade é muito diferente. Aquela vida que, em um princípio, habitava unicamente no corpo físico de Jesus, foi liberada na cruz e expandida para converter-se na vida de todos os que crêem nele. Este foi, como se tem dito, o significado mais importante do Pentecostes. E a matriz dessa união vital com Cristo foram os doze.
Não obstante, o Senhor lhes enviou para reproduzir com muitos outros a sua experiência original, pois mediante a sua morte e ressurreição, Cristo criou uma realidade nova: a igreja que é o seu corpo. Ela está formada por todos os filhos de Deus, aqueles que tendo crido em Jesus Cristo, chegam a formar uma só «coisa» com ele. Têm, portanto, os genes de Deus dentro de si. Visto que Deus pôs em seus espíritos a sua própria natureza por meio do Espírito Santo, participam também de sua vida, que é imperecível.
Por esta causa, ele tem o poder e a autoridade para viver até o fim dos séculos a mesma experiência transformadora dos doze apóstolos. Esta é a sua missão e a vocação fundamental.
O fruto característico dessa vida é o amor. Se nós «dermos uma oportunidade» à vida e a deixarmos crescer para que realize o seu íntimo desígnio, ela nos levará a viver juntos e unidos com todos aqueles que têm a mesma vida. É como um ímã. Apega-se a tudo o que tem a mesma natureza. Pois, o que ela procura é nos amassar e nos entretecer em Cristo, por meio de laços profundos e indestrutíveis de uns com os outros para formar uma só família nele. «Nós sabemos que passamos da morte para a vida em que amamos os irmãos». Se a vida eterna estiver em nós, «naturalmente» procuraremos viver unidos em amor uns com os outros. Esta é a única prova de que realmente possuímos a vida do Filho de Deus. Nem a multiplicação, nem a unção, nem os dons, nem o tamanho, nem ainda a mais profunda revelação de Deus, são uma prova suficiente.
Pois, acima de tudo, a vocação básica da igreja é ser uma família cujos membros se amam profundamente entre si. Porque assim ocorre primeiro na terra da Trindade.
Precisamos modificar radicalmente a nossa concepção de igreja. Ela não é algo que fazemos, mas algo que somos. Não é uma organização, ou estratégia, ou empresa ou organização complexa e eficiente. Muito menos o edifício onde os crentes se reúnem. A igreja é Cristo expresso corporativamente na terra. Ali onde encontramos à igreja, tal como ela deve ser, encontramos também a Cristo. Ele não pode ser separado de sua igreja.
No entanto, é aqui onde o espírito do anticristo (o terceiro perigo) fez estragos. Durante séculos enganou aos santos para lhes fazer ignorar a sua verdadeira natureza e herança em Cristo. Tem separado o Cristo vivo da sua igreja, escondendo-o em complexas teologias e áridas doutrinas; em organizadas e eficientes hierarquias eclesiásticas; em ruidosos cultos-espetáculos; em poderosos e cegadores ministérios ungidos; e, enfim, em toda sorte de movimentos, ênfase, modas, ensinos e práticas excêntricas. Como resultado, os crentes passam a vida procurando um Senhor que sempre está fora deles, longe, em alguma outra parte.
Mas, apesar de tudo, em nossos dias Deus está abrindo os olhos de muitos dos seus filhos para que descubra quem na verdade são e tornem a viver na simplicidade e pureza original, centrados totalmente no Senhor que é o tudo de sua igreja.
Precisamos voltar para os caminhos da primeira igreja. Para isso, nosso ponto de partida deve ser o mesmo de João e outros apóstolos: a experiência de conhecer e experimentar a Cristo de uma maneira conjunta e participativa, até que ele seja o nosso centro e o nosso tudo. Nada pode substituir isto, pois tudo o mais na vida da igreja brota desta fonte primitiva. Dali ela cresce e se desenvolve segundo o intuito de Deus.
Para onde? Para a plenitude, quando tudo nela seja Cristo, do centro até a circunferência; até que cada partícula de seu ser tenha sido tirada de Cristo, assim como cada célula da Eva proveio da carne de Adão.
Podemos imaginar o apóstolo João como um sobrevivente. Através das gerações, no meio da fumaça e as ruínas da cristandade no campo de batalha, um homem, apesar de tudo, permanece em pé. E em sua mão direita guarda um mistério; uma pequena semente, que parece insignificante, mas que encerra em seu interior o maior dos segredos: a vida divina. Se a semearmos – nos disse– ela tornará a crescer até que uma robusta árvore estenda a sua verde folhagem debaixo do céu. Tal como ocorreu no princípio, pois a vida que Deus nos deu ali, em seu Filho, é tão eterna como ele mesmo. Esta é a vida que Deus semeou em sua igreja. Deixemo-la crescer até que alcance o seu íntimo intuito!

Rodrigo Abarca