domingo, 30 de novembro de 2008

O FIRME FUNDAMENTO

O FIRME FUNDAMENTO

 

  

A vida cristã é comparada a várias figuras, dentre elas a uma lavoura, ou a um edifício. Mas ambas tem o mesmo aspecto, a sua edificação começa sempre primeiro para baixo. Na lavoura a semente tem que primeiro ser enterrada, morrer, nascer e enraizar, para depois dar fruto: "Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer" I Coríntios 15.36.

Assim também é com o edifício, primeiro ele precisa começar pelo fundamento, começar para baixo, para depois ser edificado para cima: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" Efésios 2.20.

Tanto o fundamento como a raiz tem que estar bem firmados, bem estruturados. A medida tanto para o enraizamento, quanto para o fundamento são praticamente os mesmos do tamanho da edificação. À medida que cresce para baixo, também cresce para cima para resplandecer ou dar fruto: "Porque o que escapou da casa de Judá, e restou, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima" II Reis 19.30.

Estas figuras mostram claramente como devem ser o crescimento na vida cristã. Primeiramente temos que morrer, sermos sepultados para que a vida da ressurreição, a vida do Senhor Jesus brote para dar muito fruto.

Jesus também é como a boa terra, e para sermos edificados e darmos fruto, primeiro é necessário morrermos, estarmos arraigados, edificados nele, e confirmados na fé (Colossenses 2.7).

Na edificação da vida cristã é necessária a operação da cruz, a mortificação das obras do corpo pelo Espírito, o esvaziamento do EU, o quebrantamento, que o homem interior cresça primeiro para baixo, seja robustecido e fique mais arraigado e confirmado, para depois vir a edificação, crescer para cima, à partir da pedra angular, da pedra provada que é Cristo.

Este tempo de edificação não é visto, não é notado pelos que estão de fora. Somente depois que ela estiver bem fundamentada, enraizada, é que começa a edificação para cima, e só então começa e ser notada. Só aí a Vida do Senhor aparece. Primeiro a morte opera em nós, para então manifestar a Vida (II Coríntios 4.12).

Quanto mais enraizados, quanto mais fundamentados nEle, mais forte e aparente vai se tornar o crescimento ou a edificação, principalmente se elas estiverem sendo arraigadas ou fundamentadas em solo pedregoso ou no caso do fundamento sobre a rocha que são solos mais duros, mais difíceis: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" Mateus 7.24

Mas para que haja edificação é necessário que o Senhor gaste um tempo, que só Ele sabe. Caso a planta não esteja enraizada ou o edifício bem fundamento, com certeza quando vier a tempestade - e ela virá sobre todos -, não irá ficar de pé. A sua ruína será grande (Mateus 7.27).

Graças ao Senhor que antes que isto aconteça, Ele dá o seu testemunho. Todo aquele que não tiver fundamento, que a sua vida cristã não estiver fundamentada sobre a Vida do Senhor Jesus; aquele que foi rebocado com argamassa fraca, Ele irá derrubar a parede e descobrir o fundamento: "E derrubarei a parede que cobristes com argamassa não temperada, e darei com ela por terra, e o seu fundamento se descobrirá; assim cairá, e perecereis no meio dela, e sabereis que eu sou o Senhor" Ezequiel 13.14.

O Senhor não se engana, e muito menos nos engana. Ele conhece a nossa situação e conhece sobre qual fundamento estamos. Ele sabe qual é o tipo da raiz que temos e em quem estamos arraigados. Se ela é profunda ou rasa, está em Cristo ou em qualquer outra coisa.

Muitos querem a edificação, mas poucos querem passar pelo tratamento para alcançar profundidade na vida cristã. Preferem uma vida rasa, sem sofrimentos. Que o Senhor nos ajude a compreender isto.

Que recebamos com graça a edificação que primeiro começa para baixo, dolorosa na maioria das vezes, para que quando ela vier para cima esteja sobre bases sólidas, e a glória de Cristo resplandeça.

 

(via email)

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não Desperdice Seu Câncer!!! (John Piper)

Não Desperdice Seu Câncer

por

John Piper


Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor.

1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus.

Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E esta razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos, ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última. Assim, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição, e não uma bênção.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel” (Números 23:23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84:11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus.

O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2 Coríntios 1:9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.

4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte.

Todos nós morreremos caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice. Eclesiastes 7:2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete ; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? Salmos 90:12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício, caso não pensemos sobre a morte.

5. Você desperdiçará seu câncer caso pense que “vencê-lo” significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo.

Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3:8; 1:21).

6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste muito tempo lendo sobre o câncer e não o suficiente a respeito de Deus.

Não é errado ler sobre o câncer. Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. O objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11:32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1:2,3). Que desperdício lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus.

7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos manifestando afeição.

Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos Filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenes 2:26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente, mas que ele estava angustiado porque os Filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas. Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo.

 

8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança.

Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses 4:13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária — a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente — é permeada pela esperança: “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança.

9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes.

Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação — todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?” (Lucas 9:25).

10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo.

Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21:12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida. Não a desperdice.

Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19).

Irmão John


Tradução: Josaías Júnior

QUEM É O CO-OBREIRO DE DEUS?

QUEM É O CO-OBREIRO DE DEUS?

 

O co-obreiro de Deus é a Igreja. Em dois versículos de Efé­sios citados anteriormente temos um vislumbre das duas eter­nidades[1]: (1) "Nos escolheu Nele antes da fundação do mundo" e (2) "Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus". E o nome do vaso por meio do qual isto é feito é "o Corpo de Cristo", que é o recipiente de Cristo.

Quem é, então, um co-obreiro de Deus? Bem, não é al­guém que deseja trabalhar para Deus, alguém que vê uma necessidade e deseja atendê-la; não é nem mesmo alguém que conduz pessoas à salvação; antes, é aquele que faz o que Deus lhe designou em Seu eterno propósito, e ele faz apenas isso. Se enxergarmos realmente aquilo para o que fomos conquistados por Cristo Jesus, todos os nossos labores, todas as nossas obras formais para Ele serão esmagados e feitos em pedaços.

O alvo e objetivo de Deus em tudo é revelar Seu Filho, manifestar Seu Filho, mostrar a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Este é Seu eterno propósito. Este é o objetivo que você tem na obra que está fazendo agora? Se for menos do que isso, então você não é um co-obreiro, um cooperador com Deus.

Você pode perguntar: "Como saberei se estou trabalhando junto com Deus?". Isso pode ser facilmente respondido. Você está satisfeito com o que está fazendo? Se você não satisfaz o coração de Deus, você mesmo não poderá se sentir satisfeito. Não se trata de comparar sua obra com a de qualquer outro. A questão é se tudo o que você realiza é bom, isto é, bom aos olhos de Deus, aceitável a Ele ou que procede Dele e é alinhado com Seu eterno propósito.

Paulo declara: "Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus". Não precisamos olhar ao redor e criticar os outros, desejando saber se é possível que todo o resto esteja errado e nós, poucos, estejamos certos. Isso não tem qualquer valor e é prejudicial. Não se incomode com os outros. Asseguremo-nos de nós mesmos estarmos pros­seguindo "para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus".

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[1] Considerando do ponto de vista do tempo, da limitação do homem, o autor se refere à eternidade passada, antes do início do tempo, antes do início da criação de Deus, e à eternidade futura, no novo céu e nova terra. (N.E.)

 

A OBRA DE DEUS

W. NEE

(recebi via email de um irmão)

sábado, 15 de novembro de 2008

O Conteúdo e a Casca.

Quando a presença de Deus é verdadeira, Ele permite que exteriormente se veja um testemunho concreto. No entanto, quando a realidade interior é perdida, o testemunho exterior é perdido. Não podemos nos enganar: quando a vida divina se esvai, quando não temos a presença de Deus, o que vemos é meramente uma organização humana, o resultado do agir das mãos do homem. Quando a realidade interior já não existe, Deus não deseja que criemos uma falsificação de Seu testemunho. Havendo sua presença, temos o paraíso; por isso, não precisaremos fazer propaganda do testemunho de Deus, dizendo: "Nós somos a igreja e ninguém mais é" - todos os que falam assim provam que não são a igreja. Aquele que realmente tem a presença de Deus pode falar qualquer coisa, menos essas palavras. Não há meio termo: ter a presença de Deus é ter a presença de Deus; quando a vida vazou ela vazou; se a água da vida entre nós secou, não temos água da vida. Não nos enganemos.
Precisamos ter clareza de que Deus destrói o que é visível externamente quando não há mais realidade interiormente - Ele permite que não permaneça pedra sobre pedra.

Fonte: O Duplo Chamamento - Christian Chen - Editora dos Clássicos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Clip Musical - Infantil - Que Que Tem Na Sopa do Neném.mpg




Minha filha ouve esse clip quantas vezes puder....rsrs. Não sei quem produziu nem sei a fonte...rsrs.Sei que as crianças devem curtir muito.
Abraço.

Estamos na Vontade de Deus?

Estamos na Vontade de Deus?

 

"Olhemos para o Senhor Jesus!"

Em 1 Coríntios 3, Paulo diz ser como um "prudente construtor". Se você deseja ser bem preciso, Paulo não está dizendo que ele era o arquiteto, mas sim um mestre de obras. O arquiteto é o próprio Deus, e Ele lança o fundamento. Paulo nos diz que não podemos lançar nenhum outro fundamento a não ser aquele que é Cristo Jesus. Cristo Jesus é o único fundamento, mas depois que o fundamento é lançado, tenha cuidado com aquilo que você edifica sobre ele. Algumas pessoas edificam sobre o fundamento usando ouro, prata e pedras preciosas, e outros edificam sobre ele com madeira, feno e palha. Você percebe a diferença?


Usando madeira, feno e palha, você pode construir uma grande casa. Isso é possível porque não vai custar muito dinheiro. Entretanto, se você quiser construir com ouro, prata e pedras preciosas, quão grande será a casa que você poderá construir? Ela custará muito caro. A madeira representa a natureza do homem. Um homem de pé é como um árvore, e por isso a Bíblia sempre usa a madeira para representar a natureza do homem. O feno nos fala da glória do homem. Em 1 Pedro lemos que toda carne é como erva, e a glória do homem é como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de Deus permanece eternamente. A palha nos fala da obra do homem, porque os homens usavam palha na mistura para fazer tijolos.


Se alguma coisa é obra do homem, se é para a glória do homem ou se o próprio homem que a está fazendo, então você pode fazer algo grande e espetacular. Contudo, espere até que o fogo apareça. Nesse momento, sua obra será provada. Você vai aprender que madeira, feno e palha são os materiais apropriados - como combustível para o fogo. Ele serão totalmente consumidos. Certamente você será salvo, pois o fundamento não pode ser queimado. O fundamento é Cristo. Mas você será salvo por um triz. Contudo, olhe para o ouro, a prata e as pedras preciosas. O ouro é a natureza de Deus; a prata é a redenção de Cristo e as pedras preciosas são a obra do Espírito Santo. Estes materiais são caros. No tribunal de Cristo, você vai notar que o fogo os faz incandescer e manifestar sua glória. O julgamento vai manifestar a glória do ouro, da prata e das pedras preciosas.

Você não acha que precisamos ter nosso conceito corrigido? Estamos sempre buscando algo grande e espetacular e consideramos que isso é sucesso, que é benção de Deus e que Deus tem que estar ali. No entanto, isso não é necessariamente verdade. Ao invés disso, penso que devemos estar preocupados com a seguinte pergunta: estamos na vontade de Deus? A obra na qual estamos envolvidos é parte do desenvolvimento da obra de Deus rumo à concretização de Seu propósito? Se for assim, então Deus reconhece essa obra como Sua e isso é tudo que importa.

Recebi uma carta de um irmão tempo atrás, na qual ele me dava duas notícias. Uma delas falava de algo que estava acontecendo na Coréia. Você provavelmente sabe a respeito disso. Há uma igreja lá que é a maior igreja do mundo, com um milhão de membros. Aquele irmão estava maravilhado com isso. Ele pensava que aquilo era algo fantástico. Deus tinha que estar abençoando aquela obra. Então ele passou para a segunda notícia, na qual contava sobre outro grupo no mesmo local cujo número de integrantes estava diminuindo, e isso o decepcionava muito. Segundo nossa natureza humana, nós sempre julgamos as coisas pela aparência externa. Contudo, esperemos e vejamos como Deus vê.

Isso não quer dizer que Deus não possa estar presente em algo que seja grande. Não estou afirmando tal coisa. Entretanto, a verdade é que a satisfação divina não está relacionada a ser grande ou pequeno. Isso não importa. Não olhe para isso, não avalie através desse critério, mas veja como Deus vê, fazendo a seguinte pergunta: isso é a vontade de Deus? Será que você está alinhado com o trabalho de Deus rumo a seu propósito? Isso é o que importa. Este é o primeiro princípio e eu penso que precisamos aplicar este princípio vez após vez.




Nosso Senhor triunfou aos olhos do Pai

Olhe para o Senhor Jesus. Quando o Senhor nasceu, os magos, os reis do oriente viram a estrela. Eles vieram para adorar o Rei que havia nascido. Para que lugar se dirigiram? Eles foram à Jerusalém. Naturalmente, eles pensaram que o Rei só poderia ter nascido na capital, Jerusalém. Eles não sabiam que o Rei havia nascido em Belém.
Quando o Senhor Jesus estava na terra, Ele foi à Jerusalém muitas e muitas vezes, mas não ficava lá. Você sabe onde Ele ficava? No pequeno vilarejo de Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro. Pense sobre isso: Quando o Senhor Jesus estava pregando e grandes multidões o seguiam, o que ele fazia? Ele se voltava para seus ouvintes e os desafiava, dizendo: "Se alguém quer ser meu discípulo, tem que amar-me mais do que pai, mãe, irmão, irmã, esposa, filhos e sua própria vida; de outro modo você não pode ser meu discípulo". Acaso isso não parece absurdo? Tantas pessoas seguindo ao Senhor, e Ele as desafia com tais palavras. Não é de se admirar que as pessoas achassem muito duras as palavras que Ele dizia. Quem pode ouvir tais palavras? Até mesmo muitos dos seus discípulos o abandonaram. Isso porventura perturbou o Senhor Jesus? Ele voltou-se para os doze que havia escolhido e disse: "Vocês também querem ir? Sintam-se à vontade para fazê-lo". Graças a Deus, Pedro disse: "Senhor, tu tens as palavras da vida eterna. Nós sabemos que tu és Cristo. Para onde iremos"? Mais tarde, na última ceia, durante a Páscoa, quando o Senhor reuniu os doze, um deles o traiu. Ao pé da cruz, somente João estava presente, acompanhado de algumas mulheres.

Se julgarmos pelas aparências externas, certamente nosso Senhor foi um fracasso. Contudo, será verdade que Ele foi um fracasso? Aos olhos de Deus, Ele foi um sucesso. Na cruz, Ele não apenas derramou o seu sangue para remissão de nossos pecados, mas Ele também tomou a velha criação com Ele e a crucificou. Ele pregou as ordenanças da lei e tudo o que nos acusava naquela cruz e nos libertou. Além disso, na cruz Ele desbaratou seus inimigos - satanás e os poderes das trevas. Ele os derrotou e fez deles um espetáculo público. Sua obra foi um sucesso.


O cristianismo é muito grande

Irmãos, olhemos para a história da igreja. Certa vez o Senhor apareceu para quinhentas pessoas. Pense nisso: o Senhor trabalhou por três anos e meio e após sua ressurreição, o maior número de pessoas reunidas ao qual Ele aparece é de quinhentos. Não parece trágico? Naquela ocasião, Ele disse aos quinhentos que retornassem a Jerusalém e esperassem lá até receberem poder do alto. Após isso, o Senhor disse que eles poderiam ser suas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, Samaria e até os confins da terra. Contudo, somente cento e vinte ouviram ao Senhor. eles viram a ascensão do Senhor, contudo muitos não creram nele e não o obedeceram. Somente cento e vinte permaneceram naquele cenáculo por dez dias, orando em unanimidade. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio e eles foram batizados em um Espírito num só corpo. Este foi o começo da igreja.


É verdade que foi de três mil o acréscimo naquele único dia. É também verdade que, num período de trinta anos, o evangelho foi pregado até os confins da terra. Quando lemos o capítulo 28 de Atos, encontramos Paulo em Roma, numa casa que alugara, e sabemos que Roma era o fim do mundo conhecido na época. Entretanto, você sabe que mesmo antes do fim do primeiro século a decadência já tinha começado na igreja? Nesse momento, a heresia e a corrupção estavam penetrando nela. Temos as sete cartas escritas pelo apóstolo João, ou melhor, pelo Senhor ressurreto, através do apóstolo João, às sete igrejas da Ásia (Ap 2 e 3). O que encontramos nessas cartas? Exceto por uma igreja (a igreja de Filadélfia), o testemunho de Jesus não estava sendo mantido.

Depois que o imperador Constantino aceitou o cristianismo, ocorreu uma mudança importante: o cristianismo inchou e tornou-se muito grande e poderoso. Se lermos o capítulo 13 de Mateus, ali encontramos um grão de mostarda que representa a fé. Nossa fé é como uma semente de mostarda: como há vida nela, haverá crescimento. Quando ela cresce, torna-se um arbusto, uma planta humilde. Este é o projeto e propósito determinado por Deus para nós individualmente e para a igreja.

Entretanto, vemos na parábola que o grão de mostarda cresceu a ponto de tornar-se uma grande árvore: tornou-se algo anormal. Então as aves vieram a aninharam-se nessa árvore. A primeira e básica parábola de Mateus 13 nos ensina que as "aves" dizem respeito ao maligno. O propósito de Deus deveria manter a igreja humilde como uma planta: viva, mas humilde. Todavia, você descobre que o homem surge em cena e opera de forma a inflar a igreja, tornando-a anormalmente grande. Nós queremos uma instituição grande e forte; contudo, ela se torna um ninho para os filhos do maligno. Todo tipo de corrupção entra nela. Em Mateus, esta parábola é seguida por outra que apresenta três medidas de farinha misturada com fermento. O fermento sempre nos fala de conduta corrupta ou doutrina corrupta. A medida de farinha deveria ser uma oferta de manjares a Deus, mas agora está toda levedada. Ela satisfaz o gosto do homem, mas não pode mais ser oferecida a Deus. É isso que o cristianismo é hoje em dia: algo grande.


Fonte: Extraído do livro "O Dia das Pequenas Coisas" do irmão Stephen Kaung

 

sábado, 8 de novembro de 2008

Frase de Spurgeon.

"Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha."


C. H. Spurgeon

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Benefícios do Inverno

O inverno preserva a árvore - não importa o quanto ela pareça estar morta. É verdade que suas folhas caem, deixando-a deformada e exposta; no entanto, nunca esteve mais viva! Durante o inverno, a fonte e o princípio da vida ficam mais firmemente estabelecidos do que em qualquer outra estação.

Nas outras estações a árvore tem de utilizar toda sua força de vida para adornar-se e embelezar-se. Mas ela faz isso despendendo muita vida, extraindo sua vitalidade das raizes e das partes mais profundas do tronco. É preciso que exista um inverno. Ele é necessário para que ela viva, sobreviva e floresça; e volte a florescer.

A virtude tem uma maneira interior de fazer com que o cristão pense profundamente, enquanto desaparece totalmente da superfície, deicando os efeitos externos e naturais notadamente visíveis!

Se temos olhos para ver, então nos damos conta de que isso é bonito.

A graça faz exatamente a mesma coisa com a nossa vida. Deus levará as folhas. Algo fará com que elas caiam. A virtude externa entrará em colapso. Ele faz isso para fortalecer a principal das virtudes. A fonte da vida deverá ser reconstruída. Alguma coisa bem lá no interior da alma ainda funciona. Em algum lugar dentro do espírito as funções que são consideradas as mais importantes (na estimativa de Deus) nunca descansam. O que continua ainda está muito bem escondido. É a humildade.

O que está acontecendo é o puro amor.

O que continua na parte mais interior é a renúncia e o desprezo pelo eu. O homem interior está fazendo progressos. A alma está aventurando-separa adiante, dentro do interior. Verdadeiramente, parece que as manobras de Deus estão concentradas nas partes externas do cristão, e nem por um momento se pode vislumbrar que não seja agradável à vista. No entanto, não se desenvolveu na alma nenhum novo defeito! Somente faltas antigas vieram a tona! E por estarem expostas cicatrizam mais facilmente.

Se você ousar desafiar a peregrinação espiritual, lembre-se dos dias de calamidade, do período de seca, e do tempo que o homem chamará de inverno espiritual: A vida está lá!

Se o inverno vier ...

 

Extraído do livro "Aventura Espiritual" - Jeanne Guyon