Cl 3:4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
10-11 E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.
Em Colossenses 3:4 Paulo diz que Cristo é nossa vida. Nada é mais subjetivo para nós que a vida. Nossa vida é na verdade nós mesmos. Como você consegue separar alguém de sua vida? É impossível! A vida de uma pessoa é a própria pessoa. Assim, dizer que Cristo é nossa vida significa que Ele torna-se nós. Isso é subjetivo ao máximo.
Nada está mais intimamente relacionado conosco do que a vida. Na verdade, a nossa vida somos nós mesmos. Se não a tivéssemos, deixaríamos de existir. Dizer que Cristo tornou-se a nossa vida significa que se tornou nós. Senão, como pode ser a nossa vida? A nossa vida não pode ser separada da nossa pessoa. Uma vez que Cristo é a nossa vida, Ele não pode ser separado de nós. Visto que a nossa vida somos nós mesmos, e Cristo é nossa vida, podemos dizer que Cristo tornou-se nós. (Estudo-Vida de Colossenses, pp. 516, 621-622)
Talvez você se pergunte como discernir entre a vida natural e a vida de Cristo, a vida oculta em Deus. Em primeiro lugar, a vida de Cristo é uma vida crucificada; em segundo lugar, é uma vida ressurreta; e em terceiro lugar, é uma vida oculta em Deus. Essas três características a distinguem da nossa vida natural.
Quem é de fato um em vida com Cristo, terá uma vida crucificada. A vida que recebemos do Senhor Jesus não é “crua”, não processada; antes, é crucificada, uma vida que passou por um processo e foi totalmente tratada. Se de fato vivermos uma vida crucificada, quando os outros nos insultarem, não diremos coisa alguma. A vida que devemos viver hoje deve ser tal vida crucificada.
A vida que compartilhamos com Cristo é também ressurreta. Nada, nem a morte, pode suprimi-la. Além disso, em ressurreição não há lágrimas. Suponha que uma irmã comece a chorar ao ser criticada pela maneira como limpou um cômodo no local de reuniões. Isso é vida ressurreta? Claro que não! Na vida ressurreta não há lugar para choro. Mas se essa irmã viver uma vida ressurreta enquanto limpar o local de reuniões, não ficará aborrecida se alguém criticar seu trabalho. Essa é outra diferença entre a vida ressurreta e a vida natural.
Se nossa vida natural não tiver sido eliminada, nosso serviço na igreja não durará muito. Se servirmos na vida natural, seremos facilmente ofendidos e por fim deixaremos de servir. Mas se nossa vida, ao servir, for uma vida crucificada e ressurreta, nada será capaz de derrotá-la.
Além disso, a vida que Cristo tem está oculta em Deus. Somente a vida divina pode estar oculta em Deus. Gosto da palavra “oculta” (3:3). A vida de Cristo não se exibe; ela é oculta. Se você servir por meio dela, não desejará ser visto pelos outros. Pelo contrário, preferirá servir em segredo. A vida natural é exatamente o oposto disso, pois gosta de aparecer. A religião de hoje estimula esse elemento da vida natural. A religião nutre a vida natural, mas na igreja a vida natural é levada à morte.
(Retirado do site do irmão Enos Suga)
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