quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A Restauração Começa Pela Vida. (mto bom)

As cartas de João, incluindo Apocalipse, estão relacionadas a esse tempo de anormalidade e degradação. Em 1 João ele se dirige a três grupos de pessoas na igreja: pais, jovens e filhinhos. Ele não se refere a presbíteros, diáconos e santos, pois nessa situação o mais importante não é posição, mas a vida. A restauração começa pela vida.

Vamos ilustrar isso da seguinte maneira. Quando um casal se desentende e, após alguns conflitos, se reconcilia, com certeza sua relação está abalada e sensível. Num momento assim, é evidente que a atitude mais errada seria enfatizarem as posições: “Para permanecermos juntos, deve ficar claro que eu sou o marido, e você tem de me obedecer”. Numa situação normal de casamento, não há problema em falar-se da posição de marido e mulher, mas, numa situação de restauração, a ênfase tem de ser a vida, o amor. Sim, o marido é o cabeça, e sabemos que a esposa deve se submeter a ele. Mas isso é uma situação normal. Quando a família está com problemas, lutando com dificuldades pela reconciliação, tem-se de começar pela realidade interior, não pela forma exterior. Se o marido amar a esposa, não precisará que ela o chame de cabeça, pois ela ira submeter-se espontaneamente.

O mesmo se aplica à Igreja. Logo no início, a vida foi como que derramada fora, esquecida, perdida, desprezada. Por isso, a restauração tem de começar pela vida. Antes de falar de presbíteros, diáconos e santos, temos de considerar a experiência de vida espiritual. Em relação à vida, há os que são amadurecidos como pais, outros são jovens e outros, filhinhos. Não são títulos nem posições, mas a manifestação da vida de cada um. Isso claramente nos mostra que, no tempo de desolação da Igreja, não devemos falar sobre posições, falar das coisas do átrio exterior, mas devemos restaurar a vida e o amor.

Irmãos e irmãs, por que nosso Senhor é o nosso cabeça? Porque na cruz Ele nos deu tudo; Ele amou a Igreja e se deu por ela. Por Seu amor ser tão profundo é que Sua autoridade é tão grande. Eu me submeto voluntariamente a Ele, pois quero ser escravo do Seu amor – isso é restauração! Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Ao reconhecer que Seu testemunho está despedaçado, devemos nos arrepender diante Dele e confessar nossos pecados a fim de recomeçar servindo uns aos outros com amor e com vida. Então, veremos que Deus tem um caminho, pelo qual fará Sua obra de glória.

Você é da tribo de Levi? Você é da família de Arão? Se suas respostas forem afirmativas, então, numa situação normal, você pode servir a Deus e sustentar Seu testemunho. Mas, no período de desolação, como fica o testemunho de Deus? A responsabilidade dele cai sobre os ombros dos vencedores, os nazireus. Eles não têm a posição, não têm o título, mas têm o coração. E Deus lhes dá a responsabilidade.

 

(O Duplo Chamamento – Pgs. 222 a 224 – Christian Chen – Editora dos Clássicos)

6 comentários:

  1. Gostei da ilustração entre a situação normal de casamento e a situação de restauração, sendo que nesta a ênfase tem de ser a vida, o amor. É simples e certeiro.
    O modus operandi de o irmão Christian teologizar me agrada muitíssimo. É simples e certeiro.
    Grande abraço, amado irmão Marcelo.

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  2. Olá amados,

    Por falar em casamento, Cristo e a Igreja é a realidade. Muitas situações anormais na figura de nossa experiência humana "não foram assim desde o princípio".
    Aleluia porque hoje fomos restaurados a comer da árvore da vida, Cristo, o Filho, então temos a vida. E como já disse algum poeta por aí, comer e comer é o melhor para poder crescer.
    Um abração.

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  3. Abraço amado irmão. Jesus é nosso desfrute.

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